1-STRADIVARIUS
Fabricado em Cremona, Itália, em 1717, sabe-se que este violoncelo, antes de pertencer a Guilhermina Suggia, foi propriedade de Lord Holden e de Mr. Bonamy-Dobree. Foi vendido pela casa Hill, de Londres, em 1951, a Edmund Kurtz por 8.000 libras.
Hill teve um gesto absolutamente inédito: renunciou à comissão habitual para que o prémio instituído por Suggia ficasse intacto.
Mais tarde foi usado pelo Crocker Quartette, nos Estados Unidos. É hoje propriedade da Stradivari Stiftung Habisreutinger, em Gersau, na Suiça. Em Novembro de 1950 foi ilustrado no the Strad Magazine. Em Abril de 1993 participou no Stradivarius Summit Concert, realizado no Japão.
Dimensões do corpo: altura 75,8cm – larguras 33,7cm e 43,8 cm.
2-MONTAGNANA
Fabricado em Cremona, em Itália, supostamente em 1700 (na etiqueta o 3º algarismo não está completamente legível, embora se assemelhe a um zero). Foi adquirido pela Câmara Municipal do Porto após a morte de Guilhermina Suggia e entregue ao Conservatório de Música da mesma cidade, onde esteve exposto na “Sala Suggia”
Dimensões do corpo: altura 74cm – larguras 36cm e 44 cm
3-LOCKEY HILL
Fabricado em Londres, Reino Unido, em finais do séc. XVIII, princípios do séc. XIX (etiqueta sem data). Violoncelo que Guilhermina Suggia legou ao conservatório de Lisboa, como homenagem a seu pai, que aí estudou.
Está no Museu da Música em Lisboa.
Dimensões do corpo: altura 74 cm – larguras 35cm e 42,7 cm
do livro "GUILHERMINA SUGGIA- A Sonata de Sempre" de Fátima Pombo
Não sei uma nota de música, não conheci Suggia nem a sua família, não assiti aos seus concertos, pouco ou nada conheço dela. Não me surpreende, todavia, o estado da campa onde repousa, o abandono, os erros e a atávica negligência desta cidade. Irei, também eu, visitá-la, forçando-me a fazer o que não gosto. Adicionalmente acho crime o abandono em que se encontra a casa que foi sua, na Rua da Alegria, e que me parece doou à Câmara do Porto. À sua cidade afinal! Como há-de uma cidade que não merece os seus mortos ser capaz de merecer os seus vivos?
Parabéns pelo vosso trabalho e pela vossa dedicação. Por vosso intermédio aprenderei o que não sei sobre Suggia. Tentem, em todo o caso, ir mais além. Em defesa do que tem valor inestimável!
Há muitos anos que através de escritos conheci um pouco da vida profissional desta grande violoncelista. No entanto nunca encontrei qualquer gravação sua. Mesmo assim,desde há muito que a considero como um dos maiores concertistas mundiais do seu tempo.