“Existem dois lados da minha vida bastante separados e bastante distintos, a minha vida caseira e a minha carreira artística. À semelhança de muitos outros grandes músicos, não vivo todo o meu tempo rodeada de uma atmosfera musical.
Quando estou em casa trabalho bastante na minha música numa parte do dia, mas a maior parte do meu tempo é tomado com outras coisas, como olhar pela minha casa, visitar os meus amigos, e diverti-los. O meu marido tem muito bom gosto no que diz respeito a antiguidades e um grande conhecimento delas. Ele mobilou certas partes da casa e eu tenho os meus próprios quartos mobilados de acordo com o meu gosto, que é bastante diferente.
Eu gosto de cadeiras modernas e confortáveis, como aquelas" - ela apontou para o grande sofá de braços estofado em que eu me encontrava sentado. «Eu gosto igualmente de uma casa bem governada, e gosto de boa comida, e de nisso ser bem servida, porque quando estou em casa sou uma mulher bastante ocupada. Então os agentes escrevem-me a convidar-me para actuar em concertos, e por um tempo estou outra vez na atmosfera musical, apreciando-a. Mas sinto sempre que a minha arte tem as suas raízes na minha vida caseira, como tal sem a minha vida doméstica não seria capaz de conduzir a minha música de uma forma tão bem sucedida».
Do livro “GUILHERMINA SUGGIA-A Sonata de Sempre” de Fátima Pombo
É sempre bom ver cultura.
Obrigado.
Estas coisas não se agradecem, em meu entender. É obrigação nossa zelar o nosso património. E a memória de quem foi tão grande faz parte do nosso património. Infelizmente tão mal tratado.
Afixado por: vm em maio 22, 2004 01:59 PM