Suggia é magnânime e altruísta, revela-se implacável perante a hipocrisia.
Uma noite, no Clube Portuense, um grupo de senhoras benfazejas rodeia Suggia e pede-lhe, certamente com toda a deferência e provável eloquência, um recital sem cachet, com uma finalidade do género caritativo a que se dedicava e que já não é possível reproduzir aqui.
Suggia consente na sua participação, mas considera que deverão encontrar-se noutra altura para conversar sobre o assunto. As senhoras despedem-se vitoriosas.
Entretanto, há um baile no Clube Portuense. Encontram-se lá Guilhermina Suggia e as mesmas senhoras que ignoram ostensivamente a sua presença.
Passam-se poucos dias depois da noite do baile e essas senhoras fazem anunciar-se na casa de Suggia.
Clarinda traz uma resposta breve do 1° andar:
- «A madame Suggia manda dizer que não está».
do livro "GUILHERMINA SUGGIA-A Sonata de Sempre" de Fátima Pombo
Abençoada Clarinda, que eu tão bem conheci!