julho 17, 2004

G. SUGGIA E OS GATOS

SUGGIA COM GATOS ab.jpg

Estes são os filhos de uma gata preta que um dia apareceu no jardim da Rua da Alegria e que G. SUGGIA deu instruções para que fosse bem tratada.


(foto cedida por Isabel Millet)

Publicado por vm em julho 17, 2004 01:11 AM
Comentários

Vê-se que a nossa Guilhermina sabia possuir aqui um maravilhoso tesouro com que a gata preta lhe foi levar alívio para os sofrimentos, devolvendo-lhe este ar jovem, feliz e gaiato com que a vemos transfigurada na contemplação da beleza mais pura, - como dizem acontecer sempre que a sua música a envolvia, no esplendor das salas de espectáculo, coberta de luxuosas vestes.
Neste vestido tão simples, e no gesto cuidadoso com que segurava os seus pequeninos, ansiosos por se escaparem para tudo conhecerem, podemos tomar contacto com a parte mais puramente humana da grande artista. Ela aproximou-se, aqui, bem de nós, veio mostrar-nos a sua outra beleza e a sua outra verdade: o amor e o respeito pelos animais, tão perfeitos mas tão vulneráveis que só podem contar com o Homem para os proteger dos perigos que, na liberdade, os espreitam.
Mais uma vez, Guilhermina Suggia nos deixou um exemplo de como se pode contribuir para melhorar o mundo. O violoncelo repousava enquanto as mãos da artista se ocupavam de uma forma de beleza que está ao alcance de todos, mas que a maioria despreza e até maltrata (cobardemente, sem ter qualquer direito de o fazer), da qual só alguns sabem apreciar e aceitar toda a grandiosidade.
Estes milagres da Natureza, que dão trabalho e preocupações - como qualquer ente muito querido - escravizarão até; mas haverá amor mais verdadeiro e companhia mais constante do que a deles?

Afixado por: Ana Maria Costa em julho 21, 2004 04:45 PM

É bem verdade, e este é dos retratos de que mais gosto da Guilhermina. Gosto de a chamar assim porque sinto sempre muito o seu lado humano, é como se a conhecesse íntimamente, sobretudo desde que estou a escrever o livro.
Realmente naquela casa houveram sempre animais, que ela adorava. Ela tinha um gato (não sei se era aquele que está ao colo dela à janela) que se chamava Piatigorsky e até mesmo na quinta de Barreiros tinha uma vaca que se chamava Puah!
Mesmo depois da sua morte continuaram a haver sempre animais lá em casa.
Ainda hoje, em sua homenagem, eu vou lá todos os dias dar de comer aos gatos que lá aparecem.
E até mesmo neste apartamento onde moro e que é uma espécie de prolongamento da casa da Rua da Alegria, continuo a ter um gato que encontrei lá fora, pequenino e perdido e agora está enorme e muito bonito. É uma espécie de professia, têm de haver sempre cães ou gatos deitados aqui por estes sofás onde se aninhavam o Sandy e a Mona, que ela tanto amava.

Afixado por: isabel millet em julho 22, 2004 03:36 AM

Cara "escritora",seria bom que para além de se preocupar com os gatos,tivesse um pouco de cuidado com a correcção ortográfica e tentasse pelo menos não dar erros!Escreve-se profecia e não "professia".

Afixado por: carlos em outubro 31, 2004 09:30 PM

Caro senhor "professor"

Não há dúvida de que este seu comentário serviu para mostrar que, pelo menos, sabe corrigir os erros ortográficos!
Agora, aqui para nós: será que esse facto basta para demonstrar, de sua parte, grande cultura e agudeza de espírito?
O que sabe o senhor "professor" acerca dos meus escritos?
Também nada sei acerca das suas actividades didácticas, mas, por aquilo que escreve, percebe-se com facilidade que necessitaria de alargar os seus horizontes. É que isto, sabe, de se escrever muito correctamente todas as palavras, não basta. É preciso mais, é preciso ter-se espírito. E isto, o seu comentário não o demonstrou. O senhor "professor" faz-me lembrar aquelas pessoas que vão assistir a um concerto únicamente para detectar se algum dos músicos falhou uma nota. É que tocar, acertando as notas sem uma única falha não chega! Também num texto, uma palavra errada é fácil de corrigir. O mesmo não se passa com a tacanhez de espírito. É bom, senhor "professor", que aprenda isto.

Mas, aqui para nós, está mesmo convenssido... desculpe: convencido de que uma palavra mal escrita é mais

Afixado por: isabel Millet em novembro 1, 2004 11:30 PM

Desculpe não ter terminado a última frase do comentário anterior:

"Está mesmo convencido de que uma palavra mal escrita é mais importante do que um bom texto?"

Não quero com isto dizer que o texto que escrevi acima, referente a Guilhermina Suggia, fosse muito bom. Trata-se apenas de uma achega.
E, já agora, aproveito para dar um conselho ao senhor "professor": e se, em vez de se preocupar tanto em corrigir os erros ortográficos de outrem, fosse mas era aprender a escrever?

Afixado por: isabel Millet em novembro 1, 2004 11:48 PM

Cara senhora:
Ainda bem que se tem em tão alta consideração!!!!
Continue a dar de comer aos seus gatos e passe bem.

Afixado por: carlos em novembro 3, 2004 09:29 PM

Bem, já percebi que o seu problema não é comigo, mas sim com os gatos.

"As pessoas que odeiam os gatos só podem ter sido ratos numa vida anterior".

Afixado por: isabel Millet em novembro 3, 2004 11:44 PM

Boa! Srª. D. Isabel!

Diz bem. Este "professor" só sabe corrigir gralhas.
Infelizmente, é um dos que mais não sabem: na mesma mensagem, há um erro de concordância repetido que, por certo, ele também comete, uma vez que não o detectou. Ou foi distracção da Srª.D. Isabel... ou simplesmente o resultado de ter tido professores destes que, além de não saberem para o que servem as vírgulas, só achincalhando os outros conseguem atraír as atenções.
Se não encontrar o erro e não o ressalvar, aqui – o que só poderá demonstrar um espírito acima de toda a mesquinhez - eu mando-lhe um ”mail”, como já contava fazer, quando se proporcionasse a ocasião.
Não é novidade nenhuma que quem escreve tem mais dificuldade em ver os próprios lapsos; e quem está de fora pode chamar-lhe a atenção ... mas com humildade.
Continue com o livro e, se for necessário, eu ajudo-a a rever as provas, pelas razões que acabo de apontar.
Ana Maria

Afixado por: Ana Maria Costa em novembro 4, 2004 11:02 AM