
Este e o AMAR QUARTETT. O violoncelo que se vê é o Stradivarius que pertenceu a Guilherminina Suggia. Hoje é propriedade de Habisreutinger Foundation que o cede a violoncelistas para ser tocado, cumprindo assim o fim que lhe foi destinado.
O Montagnana (de qualidades e valor semelhantes ao stradivarius) que Guilhermina Suggia deixou em testamento à Câmara Municipal do Porto como entidade de quem dependia o Conservatório de Música , para ser vendido e com o produto dessa venda ser instituído um prémio ao melhor aluno de violoncelo não foi vendido. A CMPorto apoderou-se dele e deteriora-se fechado num cofre-forte do Museu Soares dos Reis. É preciso que a CMPorto entenda que o Montagnana fechado não serve para nada. Deve sentir honra em ter um instrumento de tão grande qualidade. Deve ser tocado. Deixemos de ser mesquinhos. Vai sendo altura de aparecer uma Camara que tenha a coragem de desfazer um erro feito há 50 anos.
Acho que este era um assunto muito importante a ser tratado pela Associação de Amigos da Suggia, ainda em vias de formar-se.
Não se pode ficar parado. Perante uma situação destas, é preciso fazer alguma coisa e uma associação pode fazer muito mais do que pessoas isoladas...
Subscrevo o texto e a sugestão de Isabel Millet, que aproveito para cumprimentar saudosamente.
Afixado por: carlos a.a. em setembro 8, 2004 06:27 PMParece-me evidente que esta questão é prioritária. O violoncelo deteriora-se se não for tocado e isto é UM FACTO, não é demagogia. E se contra factos não há argumentos, porque será que a situação não se modifica? A importância de uma figura de renome mundial como a Suggia não é argumento suficiente para que o seu testamento seja cumprido? Ou para que a sua memória seja honrada com a importância, estatuto e a dignidade que merece, a nível da Câmara, Ministérios, Presidência?
Parafraseando um outro músico contemporâneo, é caso para desabafar:
"Portugal, Portugal, de que é que tu estás à espera? Tens um pé numa galera e outro no fundo do mar..."
Boa noite a todos.
Este comentário vai dirigido ao Virgilio e a todos os que aqui deixaram tão pertinentes comentários: não acham que poderíamos tentar reunir o maior número de pessoas possível, para fazer um abaixo-assinado? Este seria apresentado na Câmara, com vista a que o violoncelo fosse posto à venda, como era desejo de Guilhermina Suggia.
Afixado por: isabel millet em setembro 13, 2004 11:37 PM Tenho subscrito, nomeadamente desde que a Net existe, diversas CARTAS ABERTAS.
Neste caso não seria de colocar já na Net, possívelmente através deste blog, uma CARTA ABERTA AO SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA, COM CÓPIAS À mINISTRA DA CULTURA, PRESIDENTE DA CÂMARA DO PORT, CONSERVADORA DO MUSEU SOARES DOS REIS,etc
Paralelamente será necessário avançar com o projecto da Associação, legalizá-la. Pensar em apoio jurídico e em quotizações.
A partir deste incumprimento testamentário, que é quase um caso de polícia, é necessário chamar à ribalta, às novas gerações, às novas mulheres, esta figura impar da nossa Cultura.
Vamos começar pela CARTA ABERTA?
Virgílio, estamos à espera para assinar.
Inês
Para mim foi preciso um programa de televisão para saber q existiu GUILHERMINA SUGGIA:) all in favour do vosso BLOG
Afixado por: gbl em setembro 22, 2004 10:22 PM