outubro 23, 2004

PROGRAMA DO RECITAL DE HOMENAGEM À MEMÓRIA DE G.SUGGIA - 25/11/1950

HOMENAGEM À MEMÓRIA DE GUILHERMINA SUGGIA
SALÃO NOBRE DA UNIVERSIDADE – 25 de Novembro de 1950

PROGRAMA

BACH- Suite em ré menor (Preludio – Alemande – Courante - Sarabande – Menuetto – Gigue)
VIOLONCELO – D. Maria Isabel Cerqueira
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HÄNDEL-HALVORSEN – Passacaglia
VIOLINO –Henri Mouton
VIOLETA – François Broos
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SAMARTINI – Grave
BACH –Toccata
FAURÉ –Elégie
MAX BRUCH –Kol Nidrei
SAINT-SAËNS – Le Cygne
VIOLONCELO – D. Maria Alice Ferreira
PIANO – D. Ernestina da Silva Monteiro
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SCHUMANN – Quinteto op 44 ( Allegro brillante –In Modo d’Una Marcia
PIANO – D. Helena Moreira de Sá e Costa
1º VIOLINO – Henri Mouton
2º VIOLINO – D. Catarina Hickel Carneyro
VIOLETA – François Broos
VIOLONCELO –D.Madalena Moreira de Sá e Costa Gomes de Araújo

Publicado por vm em outubro 23, 2004 12:00 AM
Comentários

Que elenco de luxo!
D. Catarina Hickel era a esposa norte americana do compositor Cláudio Carneyro. Cheguei a falar com ela, por volta de 1980. Vivia pobremente, no sótão da Casa-Museu António Carneiro, no Porto, onde guardava algumas obras do pintor seu sogro: as que lhe couberam, em herança, e que tinha de ir vendendo - só a portugueses - para conseguir sobreviver, pois já não podia trabalhar. Tiveram uma filha que também seguiu a carreira musical, mas vivia nos Estados Unidos.
D. Catarina mostrou-me as harpas eólias que Cláudio Carneyro se entretinha a construir; mas a sua grande preocupação era que fosse localizado, no Brasil, o quadro de António Carneiro "Camões lendo Os Lusíadas aos frades”. Alguém que lá ia frequentemente disse-me ser impossível saber que museu o possuía então, na sua reserva.
Talvez, com a expansão da Internet, possamos vir a localizar as nossas obras de arte escondidas, pelo mundo; mas o coração, tão português, de D.Catarina não chegou a ter essa satisfação.
Tudo isto é mais uma prova da nossa triste sina: o que temos de bom vai para o estrangeiro. Aqui, ficam os incompetentes que nos roubam, e os poucos artistas sonhadores que ainda zelam pela nossa cultura, (e com que sacrifício!) como fez a nossa Guilhermina, na última fase da sua vida.

Afixado por: Ana Maria Costa em outubro 28, 2004 10:13 AM