Com a morte da grande violoncelista Guilhermina Suggia ontem ocorrida na sua residência, no Porto, desaparece uma das artistas portuguesas que tiveram maior audiência no estrangeiro. Considerada das primeiras do seu género.
Logo aos 7 anos de idade revelou as suas qualidades, num concerto realizado no Porto, que ficou memorável. Daí por diante os seus triunfos contaram-se pelos concertos realizados. Em Portugal e no estrangeiro a sua arte impô-la à consideração universal. Ainda recentemente, em Inglaterra, a ilustre artista recebeu as felicitações do rei Jorge V, distinção rara concedida pelo soberano britânico.
Guilhermina Suggia nascera a 27 de Junho de 1885.
Entre os muitos telegramas e telefonemas recebidos na residência da extinta, contam-se os dos srs. Presidentes da República e do Conselho e Embaixador de
Inglaterra membros do Corpo Diplomático e Consular, etc.
O Chefe do Estado e o sr. Presidente do Conselho fazem-se representar no funeral. Vários membros do Governo telegrafaram também a apresentar condolências.
Numerosas colectividades puseram as bandeiras a meia haste, em sinal de luto.
O funeral sai amanhã, pelas 12 horas, da Igreja da Lapa, onde será rezada missa de corpo presente, para o cemitério de Agramonte.
DIÁRIO POPULAR, 31 de JULHO de 1950