Suggia vivia em Londres quando as “suffragettes” lutavam na rua pelos direitos das mulheres. A sua opinião sobre o feminismo não é conhecida, mas ela foi certamente uma feminista pelo exemplo. Casals provou que o violoncelo podia ser um instrumento de eleição para um solista. Suggia provou que as mulheres podiam ser violoncelistas solistas em igualdade com os homens.
Outras violoncelistas da geração de Suggia deixaram a sua marca – em especial, Beatrice Harrison e May Muckle -, mas Suggia foi especialmente bem sucedida em conciliar duas qualidades com as quais muitas intérpretes mulheres ainda hoje se debatem: ser atraente e ser levada a sério como artista. No artigo que publicou em THE STRAD a propósito da morte de Suggia, Millie Stanfield salientou este ponto: “Ela provou, pelo próprio exemplo, que o violoncelo podia conferir elegância a uma mulher tal como a um homem e produzir uma música tão forte e tão viril”.
(tradução de Luís Lopes)