maio 19, 2005

UMA VOCAÇÃO QUE NASCEU E SE REVELOU EM MATOSINHOS, por Carlos Figueiredo -IV

Aureolada de glória, Suggia regressou a Portugal nesse mesmo ano de 1903, e com sua irmã deu no Porto um concerto para os sócios do "Orpheon Portuense", e em Lisboa outro no Salão da Trindade, em benefício da Assistência Nacional aos Tubercu¬losos, patrocinado pela Rainha D. Amélia.

Afigura-se-me interessante revelar a dedicatória que se lê num velho exemplar da "Elegia" de Fauré, pertencente ao Arquivo Suggia, e que, escrita nessa época pelo conhecido dilettante portuense Dr. Forbes de Magalhães, a seguir se transcreve:

"À insigne violoncellista portuense, Guilhermina Suggia

off."
O seu mais antigo admirador; o primeiro que a ouviu tocar, tendo ella seis annos d 'edade e residindo em Manhufe, próximo da igreja de Mathosinhos; o primeiro que a acompanhou ao piano; o primeiro que com ella tocou um duetto de violoncellos; o que não admira só as suas qualidades artísticas, mas aprecia muito o seu merecimento como muito amiga de seus paes e de sua irmã, outra notável artista,
Porto. 7-2-1904

Forbes de Magalhães

(cedido por A Cunha e Silva)

Publicado por vm em maio 19, 2005 12:00 AM
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