
Fica a memória de uma grande amiga, uma grande actriz e, acima de tudo, UMA ENORME PESSOA.
EStá na Capela do Cemitério dos Prazeres e o funeral realizar-se-á amanhã pelas 11 horasl
CCB – FESTA DA MÚSICA 2006
Hoje, dia 23, às 14,45
Sala FREDERICO II
Johann Sebastian BACH
DIE KUNST DER FUGE (1742-9)
A ARTE DA FUGA

(Cedido por Isabel Millet)

(Cedido por Isabel Millet)

Esta é a placa descerrada em 1937 no Teatro Rivoli, em homenagem a GUILHERMINA SUGGIA. Foi retirada aquando das obras do Rivoli e não havia sido reposta.
Recebemos agora informaçao da Drª Isabel Alves Costa, directora artística daquela Teatro, que transcrevemos:
"Tenho a honra de informar que a placa de homenagem a Guilhermina Suggia está já afixada no Teatro Rivoli.
Por motivo das obras de renovação do Teatro não a repusemos no lugar onde foi descerrada, mas o arquitecto escolheu um local onde essa e as outras placas agora se encontram.
Com os melhores cumprimentos
Isabel Alves Costa
Directora Artistica
Rivoli - Teatro Municipal

Guilhermina Suggia viveu para a Arte, e, servindo-a com fervor e perfeita dignidade, cobriu de glória a sua e nossa Pátria.
Um dia, o Senhor, querendo experimentá-la, deu-lhe uma grave e dolorosa doença. E ela, certa de que morria, entregou-se voluntária e serenamente nas mãos de Deus, confiando na Sua Justiça e Infinita Misericórdia.
A sua vida foi um Sonho de Beleza. A sua morte um alto exemplo de resignação cristã.
Rezemos uma oração pelo eterno descanso da sua alma de grande Artista.
(Cedido por Isabel Millet)
Nota de VM: Não posso deixar de fazer um reparo porque me dói muito. Não posso pensar que qualquer religião aceite que o "Senhor" o "Deus" experimente quem quer que seja com doenças graves e dolorosas. Creio que hoje estas ideias mudam. Felizmente. A dor nunca dignifica. Nem a doença. Que me desculpem eu fazer este reparo mas não consegui passar sem o fazer.

No próximo Domingo, às 18 horas, JOSÉ AUGUSTO PEREIRA DE SOUSA dará um recital onde tocará com o violoncelo Montagnana que pertenceu a SUGGIA, acompanhado ao piano por EMÍDIO TEIXEIRA.
O programa do recital será aqui anunciado, logo que possível.

Estas fotografias dos cães de Suggia estão exactamente como foram deixadas por Suggia há 55 anos, na mesma divisão da carteira que lhes serve de moldura.
(Cedido por Isabel Millet)

Guilhermina Suggia nasceu no Porto. Aos cinco anos recebeu as primeiras lições de seu pai, Augusto Suggia, excelente mestre de violoncelo. Em Leipzig, aos quinze anos, estudou com Julius Klengel, como pensionista do Estado. Dois anos mais tarde estreou-se nos concertos do Gewandhaus, com Artur Nikisch, em Leipzig, obtendo desde logo um dos êxitos mais completos de que há memória na história dos grandes virtuoses. Começou então a sua gloriosa peregrinação por toda a Europa, encantando e arrebatando os públicos da Alemanha, Holanda, Russia, Polonia, Austria, Belgica, Suissa, Escandinavia, França, Espanha e Inglaterra. Tendo fixado residencia neste ultimo país, é ahi considerada como a primeira violoncelista do mundo.
O mais reputado e temido dos críticos ingleses, o sr. Ernest Newman, escreveu a respeito de Suggia numa crítica recente - "A vida em Londres tem as suas compensações musicais. Por exemplo: ouvir Madame Suggia duas vezes em três dias. É um dos raros e realmente grandes interpretes de instrumentos de corda".
O ilustre David Popper, também violoncelista, escreveu em 1905 no album da artista: "To the greatest of living cellists Guilhermina Suggia from her aged confrère. D. P."
Vindo a Lisboa para se fazer ouvir no violoncelo que a Europa inteira consagrou como uma das mais admiraveis fontes de expressão estética, Suggia inscreve em os nossos anais artísticos uma pagina suprema. Para a receber, a Philarmonia deseja ser como que a moldura musical em que se enquadre o genio da virtuose portuguesa.
(Cedido por Isabel Millet)