Guilhermina Suggia (n. 1888)* tornou-se, merecidamente, muito popular neste país**, a partir de uma data que as páginas de MT*** ou os livros de referência musical habituais não permitem determinar com exactidão.
Estudou com Klengel e, mais tarde, durante algum tempo, com Casals. A opinião de MT sobre a arte de Suggia ( tal como expressa em Agosto de 1922 a propósito da sua interpretação dos concertos de Dvorak e Elgar) é que “não obstante a sua origem meridional, deve ser incluída no grupo das intérpretes femininas que buscam a pureza de som e a pureza da concepção e não no das frenéticas cuja energia supera em violência a de qualquer intérprete masculino.”
Um retrato famoso - um dos melhores de Augustus John – tornou-a conhecida de milhares de pessoas que nunca a ouviram tocar e ilustra bem a primeira parte da tese presente neste importante depoimento citado no número de Março de 1925, de MT:
“Ao tocar o violoncelo, uma mulher deve deixar uma impressão de graça e beleza. Deverá usar um vestido de ampla roda, que caia em pregas elegantes. Já vi mulheres tocarem violoncelo com uma saia curta e apertada. Parecem macacas, tão feias.” – Guilhermina Suggia
*1885
**Inglaterra
***MUSICAL TIMES
THE MIRROR OF MUSIC(1844-1944)
Novello & Company Ltd and Oxford University Press -1947