
Esta Fotografia foi tirada hoje de manhã, dia 11 de Setembro. Na casa funciona uma agência de modelos, de há uns meses para cá. Os vidros transparentes foram mudados para vidros opacos. O portão arte nova em ferro, lindíssimo, de onde se avistava o que antes tinha sido um jardim, foi mudado para este portão fechado. Será que se pretende esconder alguma coisa?! Permita-me senhor Álvaro Mendonça, discordar, mas não me parece que estas transformações viessem beneficiar a casa. É pena.
A falta de uma placa que assinale que nela viveu e morreu Guilhermina Suggia é sentida por nós. Queremos reparar essa falta. Já contactámos o senhorio que, telefónicamente, diz que autoriza que a placa seja colocada na casa. Mas queremos que tudo seja transparente.
Quanto à casa que existe abandonada na mesma Rua da Alegria, nº 894, foi uma casa que Guilhermina Suggia comprou para os pais e onde nunca habitou. Foi comprada em 1924. Os pais morreram em 1932 e, ao que consta, foi vendida ainda em vida de Guilhermina Suggia.
De qualquer modo temos pena que as sucessivas vereações da Câmara Municipal do Porto não tenham vindo a preservar melhor ó que foi um verdadeiro património histórico e cultural - e deve continuar a sê-lo. É urgente salvar a Casa de Guilhermina Suggia e fazer com que continue, tal como na sua vida, a ser um verdadeiro centro de encontro de músicos e melómanos.
GUILHERMINA SUGGIA merece ser mais respeitada, mais honrada pela terra onde nasceu e que tanto honrou e respeitou.
Sê-lo-ia, com certeza, em qualquer outro país que tivesse mais orgulho nos seus valores. E SUGGIA foi muito grande. Só a ignorância de quanto ela foi enorme pode levar a que não seja devidamente respeitada.
Publicado por vm em setembro 11, 2005 10:57 PM
Não quero dizer que as transformações operadas na antiga residência de Guilhermina Suggia, na Rua da Alegria, no Porto, tenham sido as mais felizes e apropriadas. O portão de ferro é disso um claro exemplo, como VM (presumo tratar-se do senhor Virgílio Marques) muito bem sublinha. Mas, salvou-se, pelo menos, a estrutura da casa que há uns tempos atrás estava a entrar em visível decadência. Salvaram-se também alguns elementos originais de arte nova que lá permanecem. Felizmente, nem tudo se perdeu e os vidros podem facilmente ser substituídos. Já não direi o mesmo em relação ao portão. Ficou, no entanto, o esqueleto do edifício; o que já não é mau, face aos apetites vorazes dos negócios imobiliários nos tempos que correm. Bem pior, em minha opinião, é o estado de abandono a que chegou a outra casa da mesma rua, nº 894, que afinal teria sido adquirida por Suggia para os seus pais, e não para sua própria habitação como eu havia acreditado. De qualquer forma, é também mais um espaço de afectos e de memórias que bem poderia ser aproveitado para os tais encontros de músicos e melómanos sugerido por VM.
Bem hajam
Álvaro Mendonça
Ermesinde
Infelizmente no nosso país, não temos o culto de respeitar e admirar todos aqueles que deram ao nome de Portugal, uma importância e um conhecimento para além do normal.
Por acaso já me tinha apercebido da mudança do portão e, fiquei um pouco admirada que o tivessem feito, uma vez, que tinha o hábito (se calhar feio) de espreitar para além do portão...talvez uma forma de pressentir afectos...
Devia ser quase obrigatória a placa de referência a quem viveu nessa casa, a exemplo de muitos outros locais, em que o nome dos seus ilustres habitantes são preservados.
Um abraço ;)
Afixado por: Menina_marota em setembro 15, 2005 11:17 AMola, bom dia.eu estou a fazer um trabalho sobre arte nova e gostava de saber onde fica mesmo este edificio. rua da alegria, n estou a ver, é onde? agradecia resposta.
cumprimentos,
maria.
A casa fica no Porto, na Rua da Alegria, nº 665.
Afixado por: vm em janeiro 29, 2009 10:14 AM