setembro 20, 2005

MATOSINHOS RECORDOU A MAIS PRESTIGIADA VIOLONCELISTA PORTUGUESA: GUILHERMINA SUGGIA

Numa altura em que se comemora o aniversário do nascimento de Guilhermina Suggia, a Autarquia de Matosinhos descerrou um busto em bronze e promoveu um concerto com o famoso «Montagana», um dos violoncelos que pertenceu à violoncelista.


Guilhermina Suggia viveu a sua infância e juventude em Matosinhos, onde seu pai era docente de música nas escolas da Santa Casa da Misericórdia. A família Suggia habitou muitos anos a cidade, em particular a Casa de Manhufe.

Com base nesta longa relação, a Associação dos Antigos Alunos das Escolas da Confraria do Bom Jesus de Matosinhos promoveu, em parceria com a autarquia, uma homenagem à célebre violoncelista, que em 1892 realizou naquela cidade a sua primeira apresentação pública.

Inserido nas comemorações dos 120 anos do seu nascimento, foi inaugurado um busto que se situa na Praça Guilhermina Suggia, local simbólico que representa o epicentro dos locais onde habitou a família Suggia. O busto em bronze – doado por Miguel Ferreira – tem como pedestal uma escultura em granito que se assemelha a um violoncelo, oferecido pela Câmara Municipal de Matosinhos. As obras foram elaboradas pelo escultor Helder Carvalho.

Américo Freitas, presidente da direcção da Associação dos Antigos Alunos, considera esta homenagem “um contributo para que fosse possível perpetuar em bronze a maior violoncelista que nasceu em Portugal”.

Helena Sá e Costa, ex-aluna da violoncelista e a quem coube descerrar o busto, revelou que foi um prazer muito grande ver a sua ex-professora assim homenageada, “sinto esse dever de falar acerca da forma extraordinária como tocava e como ensinava”.

Depois da homenagem, os matosinhenses puderam assistir a um concerto, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, onde José Augusto Pereira de Sousa (último aluno a receber, em 1986, o prémio «Guilhermina Suggia» atribuído pelo Conservatório de Música do Porto), interpretou três peças no «Montagnana», violoncelo que acompanhou Suggia em inúmeros concertos, e que segundo o discurso proferido, pelo vereador da Cultura, Fernando Rocha, é um instrumento ao qual a violoncelista dedicava particular afecto, “considerando-o uma peça insubstituível e um complemento natural de si própria”.

Sandra Fernandes

Publicado por vm em setembro 20, 2005 12:02 AM
Comentários

Apenas duas rectificações à notícia saída no 1º de Janeiro:

A família Suggia saíu do Porto, da Rua Ferreira Borges, onde Guilhermina nasceu para a casa de Manhufe, em Matosinhos. Esta casa que ainda existe foi a casa onde menos tempo viveu a família Suggia. Creio que a casa da Rua do Godinho foi a que mais tempo foi habitada. Viveram também na Rua Brito Capelo, nº 3B que também já não existe.

Foi a aluna de Suggia, Madalena Sá Costa e não sua irmã, a pianista Helena Sá Costa, quem descerrou o busto.

É preciso que se tome consciência que Suggia não foi apenas a maior violoncelista nascida em Portugal. Foi uma das maiores de sempre em qualquer parte do mundo e que Portugal não trata com a dignidade que merece. Infelizmente não é caso único.

Afixado por: vm em setembro 19, 2005 11:21 PM
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