novembro 08, 2005

PARTE DE PROGRAMA de 1923

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Guilhermina Suggia nasceu no Porto. Aos 5 anos recebeu as primeiras lições de seu pai, Augusto Suggia, excelente mestre do violoncelo. Em Leipzig, aos 15 anos, estudou com Julius Klengel, como pensionista do Estado. Dois anos mais tarde estreou-se nos concertos do Gewandhaus, com Artur Nikish, em Leipzig, obtendo desde logo um dos êxitos mais completos de que há memória na história dos grandes virtuosos. Começou então a sua gloriosa peregrinação por toda a Europa, encantando e arrebatando o público da Alemanha, Holanda, Rússia, Polónia, Áustria, Bélgica, Suissa, Escandinávia, França, Espanha e Inglaterra. Tendo fixado residência neste último país, é ela considerada como a primeira violoncelista do mundo.

O mais reputado e temido dos críticos ingleses, o senhor Ernest Newman escreveu a respeito de Suggia numa crítica recente: “ …A vida em Londres tem as suas compensações musicais. Por exemplo, ouvir Madame Suggia duas vezes em 3 dias. É um dos raros e realmente grandes intérpretes de corda.”

O Ilustre David Popper, também violoncelista, escreveu em 1905 no álbum da artista: “ To the greatest of living cellists, Guilhermina Suggia, from her aged confrere. D.P.”

Vindo a Lisboa para se fazer ouvir no violoncelo que a Europa inteira consagra como uma das mais admiráveis fontes de expressão estética, Suggia inscreve em os nossos anais artísticos uma página suprema.

Para a receber, a Philarmonia deseja ser como que a moldura musical em que se enquadra o génio da virtuose portuguesa.
1923
(Cedido por Isabel Millet)

Publicado por vm em novembro 8, 2005 07:54 AM | TrackBack
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