SUGGIA, Guilhermina. Violoncelista (Matosinhos 27.6.1888--ib. 31.7.1950). De ascendência italiana, era filha do professor de Música Augusto Suggia. Aos 7 anos exibiu-se em público no Clube de Matosinhos e aos 13 integrou, como violoncelista, o reputado Quarteto de Moreira de Sá, do Orfeão Portuense. O êxito por ela então alcançado, tanto no Porto como em Lisboa, fez que a rainha D. Amélia lhe obtivesse uma bolsa de estudos no estrangeiro. Nesse mesmo ano de 1901 seguiu para a Alemanha e com 17 anos apenas actuou em Leipzig, numa das salas mais afamadas do país, no Concerto de Volkman, sob a direcção de Artur Nikisch.
O seu nome tornou-se conhecido nos meios musicais de toda a Europa. Esteve algum tempo casada com o violoncelista espanhol Pablo Casals. Fez digressões artísticas pelos diferentes países europeus, demorando-se de preferência na Inglaterra, onde o seu retrato, da autoria de Augustus John, feito em 1923, figura na Tate Gallery, de Londres. O último grande êxito da sua longa carreira artística, recheada de tantos triunfos, obteve-o a 27.8.1949, ao actuar no famoso Festival de Edimburgo com a Orquestra Escocesa da BBC, quando já se encontrava atingida pela doença que a vitimou. Foi, até ao presente, a mais afamada executante portuguesa de violoncelo. O seu estilo era ao mesmo tempo castigado e sensível até à fogosidade. Com a venda de três dos violoncelos por ela usados (sendo um Stradivarius) instituiu prémios anuais a serem atribuídos aos melhores intérpretes de violoncelo na Royal Academy of Music, de Londres, e nos Conservatórios de Lisboa e do Porto.
O GRANDE LIVRO DOS PORTUGUESES
Textos Redigidos ou realaborados por Manuel Alves de Oliveira. Edição de Janeiro de 1991 nº 2964 do CÍRCULO DOS LEITORES
Guilhermina Suggia, nasceu no Porto, na Rua Ferreira Borges, e não em Matosinhos como está referido, em 27 de Junho de 1885. Morreu no Porto em 30 de Julho de 1950.
Não foram 3 os violoncelos deixados para atribuição de Prémios, mas 2:
o STRADIVARIUS, à Royal Academy of Music, de Londres. O MONTAGNANA ao Conservatório de Música do Porto ( Aqui haverá, certamente muito para dizer. E fazer!) e um 3º violoncelo - o Lockey Hill - ao Consertório de Música de Lisboa, em homenagem a seu pai, Augusto Suggia, que aí foi aluno e professor ( este violoncelo está exposto no MUSEU DA MÚSICA em Lisboa.