É este o nosso fado. POBRE PAÍS. Aqui, na Rua Saraiva de Carvalho, em Lisboa, existiu até há bem pouco tempo a casa onde viveu e morreu Almeida Garrett. Agora irá nascer um condomínio de luxo.
Esperemos que nunca seja necessário escrever isto sobre a casa onde viveu e morreu GUILHERMINA SUGGIA, na Rua da Alegria, 665, no Porto. Não tenho a certeza. Parece-me que não se acha importante preservá-la. Oxalá eu me engane.
Gostava de fazer um link a esta triste notícia, mas não consigo.
Afixado por: rosa em abril 1, 2006 11:37 AMJá consegui!
Afixado por: em abril 3, 2006 02:32 PMÉ triste perceber que não e so no brazil que não valoriza ao passado.
Afixado por: Carlos em abril 20, 2006 02:39 PME a casa era de um tal ministro. Enfim, é a engrenagem do lucro e de um Estado que é deles e lhes permite tudo. No Porto, com a gestão camarária do Dr. Rui Rio, mais um economista cinzento, não garanto nada que a casa onde viveu G. S. venha abaixo um dia destes. Não impôs ele a saída daquele túnel absurdo quase em frente da porta do Museu Nacional de Soares dos Reis, onde se guardam tantos tesouros da nossa Arte ? O Porto tem uma longa tradição de destruição do património, de que o Palácio de Cristal é apenas um exemplo. Há coisas mais recentes, como o abastardamento do Jardim da Cordoaria, no Porto, que era uma peça da arte dos jardins do século XIX e foi transformado numa porcaria incaracterística e pseudo-moderna, ao abrigo dum equívoco chamado Porto 2001. Para resguardar coisas como a casa da Rua da Alegria, o melhor era procurar criar uma Fundação ou uma Sociedade, que pudesse contribuir para tal. Mas o nosso meio cultural é tão pequenino, somos um país tão mísero, que não sei se será viável.
Afixado por: Carlos Coutinho em abril 26, 2006 12:37 PM