agosto 03, 2007

O ESTADO DAS NOSSAS COISAS: "CONVENTO DE Nª SENHORA DA CONCEIÇÃO DE ARROIOS (HOSPITAL DE ARROIOS)"

Hosp Arroios.jpg
Localização
Rua Quirino da Fonseca, Praça do Chile, Avenida Almirante Reis
Freguesia: São Jorge de Arroios
Construído em 1705 a partir do financiamento de D. Catarina de Bragança, filha de D. João IV e de D. Luísa de Gusmão, funcionou até 1755 nesse espaço conventual o colégio de formação dos Jesuítas, tomando o nome de colégio de São Jorge de Arroios.
Resistiu ao terramoto de 1755 mas não à expulsão dos Jesuítas em 1759, altura em que Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal (1769), determinou a ocupação do convento pelas freiras Concepcionistas Franciscanas, ficando o espaço a ser conhecido por convento de Nossa Senhora da Conceição de Arroios.

O convento ficou devoluto em 1890, ano em que morreu a última freira e em 1892, o Estado decidiu que o seu espaço fosse convertido em hospital e ficasse sob a administração do Hospital Real de São José. Foi então determinado que funcionasse um hospital de isolamento para doentes com peste bubónica, cólera, varíola, lepra e tuberculose.
A partir de 1898, o antigo convento tomou o nome de Hospital Rainha Dona Amélia e destinou-se somente ao tratamento e prevenção da tuberculose, para em 1911 após a Implantação da República se passar a chamar Hospital de Arroios. Funcionou até 1993, altura em que foi definitivamente desactivado, encontrando-se actualmente devoluto.
Foi na igreja do convento que permaneceram os restos mortais do Marquês de Pombal trasladados do convento de Santo António de Coimbra, antes de serem transportados para a Igreja de Nossa Senhora das Mercês.
A Igreja continua aberta ao culto sendo frequentada sobretudo pela comunidade ucraniana residente em Lisboa.

Publicado por vm em agosto 3, 2007 12:00 AM
Comentários

Neste hospital faleceu o nosso grande cientista, Dr. Câmara Pestana, que tendo já feito importantes descobertas sobre doenças contagiosas, acabou, aos 36 anos, contaminado pelos muitos doentes que tratou, durante a epidemia de peste bubónica, em 1899. Este heróico português nunca parou de investigar a doença: fez, em si próprio, as experiências que os outros contaminados recusaram deixar fazer, por insuportavelmente dolorosas. Ao menos, partiu confortado com a certeza de se ter dado inteiramente à sua missão.

Afixado por: Ana Maria Costa em agosto 3, 2007 11:55 PM
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