
Quem é esta Maria Alice Ferreira? — preguntava-se, ontem, à noite, antes do concêrto, nas salas, nos vestíbulos, nos corredores do Teatro Rivoli. E, depois do concêrto, quando os quási dois milhares que a tinham ouvido deixavam os seus lugares, já não se preguntava:i Quem é esta Maria Alice Ferreira?, já não se murmurava em ar de argumento que tudo justificava e explicava: Dizem que é filha do grande industrial Delfim Ferreira! Exclamava-se, assombradamente, encantadoramente: É uma grande artista !
Esta frase sintética, expressiva, lapidar, colhida em muitas centenas de bôcas, em tantas bôcas, por certo, quantas as pessoas que haviam assistido ao concêrto, serve para aferir, grosso modo, a impressão do público.
Desconhecido, poucas horas antes (ou conhecido, apenas através das referências e dos anúncios dos jornais), o nome de Maria Alice Ferreira conquistara, efectuado o concêrto, a celebridade a que todos os artistas, legitimamente aspiram e que só excepcionais circunstâncias lhes permitem, a maior parte das vezes, obter.
O grande e ilustre nome de Guilhermina Suggia, que havia, naturalmente, servido de reforço para a curiosidade dos musicófilos, saíra na verdade, mais prestigiado, ainda, da audição. A discípula, em tudo e por tudo, era digna da mestra. À coroa de glória desta somava-se, com o triunfo indiscutível daquela, mais um belíssimo florão. Note-se, porém, que esse triunfo indiscutível é, principalmente, obra de Maria Alice Ferreira, da sua extraordinária personalidade artística das suas qualidades assombrosas de concertista. A mestra poliu, afeiçoou, integrou nos cânones da arte-ciència o temperamento duma artista nata, que é, já, grande e será maior se porfiar, rumo ao futuro de glória que, desde ontem, ficou aberto diante dela. A mestra disciplinou, metodizou, deu o inconfundível retoque a esse temperamento de excepção. E o resultado patenteou-se, ontem, de modo impressionante a um público enorme e entusiasmado que, interrogando-se, duvidando, talvez, a princípio, encontrou a resposta mais rigorosa e se certificou, em absoluto, finda a audição reconhecendo e proclamando, entre si, esse reconhecimento: Esta Maria Alice Ferreira, afinal, é uma grande artista!
De “O COMÉRCIO DO PORTO” de 5-V-1937
Cedido por Luís Sá Pessoa
É hoje que, no Teatro Rivoli, a Grande Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional se apresenta no primeiro dos dois concertos que, pela segunda vez, nesta época, vem realizar nesta cidade.
No concêrto de hoje apresenta-se em público, pela primeira vez, a jovem e distintíssima violoncelista Maria Alice Ferreira, que é — podemos afirmá-lo, porque já a ouvimos acompanhada pelo conjunto orquestral de Pedro de Freitas Branco — uma artista de extraordinário talento. Maria Alice Ferreira, aluna da eminente violoncelista Guilhermina Suggia, que tocará, amanhã, com a Grande Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional, será acompanhada, ao piano, na segunda parte, por sua irmã, Maria de Lourdes Ferreira pianista de mérito, também.
O programa do concêrto de hoje, que vai ser um dos maiores acontecimentos musicais da temporada, tanto pela concertista que se estreia, como pelo conjunto orquestral que lhe serve de moldura e que o ilustre maestro Pedro de Freitas Branco dirige, está assim organizado, de modo a satisfazer os nossos dilettanti mais exigentes :
1.ª PARTE - I — Rienzi — Abertura, Wagner, pela orquestra; II — Concerto, em ré menor, Lalo, para violoncelo e orquestra, violoncelo: M.lle Maria Alice Ferreira;a)Prélude:lento – allegro maestoso, b)andantino com moto. – allegro presto – andantino – allegro presto. c) Final: introduction – andante – allegro vivace.
2ª PARTE – Violoncelo e piano, violoncello:M.lle Maria Alice Ferreira; III –Aria (da ópera Orfeu), Gluck; IV Rondo, Boccherini; V – Après un Rêve, Fauré; VI – Spinnlied (A fiandeira), Popper.
3ª PARTE – Violoncelo e Orquestra, violoncelo: M.lle Maria Alice Ferreira; VII –Allegro Apassionato, Saint-Saëns; VIII – Kol Nidrei, Max Bruch; IX –Tarantella, Popper.
De “O COMÉRCIO DO PORTO” de 4-V-1937
(Cedido por Luís Sá Pessoa)
Paremos um instante para acentuar o reconhecimento dum salto qualitativo na senda da nossa já abundante, mas raras vezes fulgurante, actividade concertística. O panegírico que segue, de Suggia, tal como os acima citados, entoa toda a escala dos superlativos, só que os faz soar, em geral, mais afinados, com os adjectivos ornamentais melhor colocados:
«Não é possível encontrar palavras, não há frases que possam traduzir cabal e capazmente as impressões que Suggia produziu no espírito de todos. Mixto de admiração e de pasmo, fascinação, encantamento, e arroubo por tudo. Sucessivamente, a grandíssima artista nos fez passar, numa gama ascendente, cada vez mais poderosa de domínio.
A sua arcada, a sua técnica, a sua grande alma, a sua mascara traduzindo passo a passo todas as "nuances" dos trechos executados, por forma a convencer-nos que artista e instrumento formam um todo, um bloco, como que completando-se mutuamente.
Independentemente destas qualidades assombrosas, Suggia ainda nos oferece outro prisma por que passamos a admirá-la: a modalidade da sua alma de artista, a sua compreensão nítida das obras executadas, a sua integração nelas. Talvez seja dentre as suas pasmosas qualidades a mais surpreendente! Suggia tocou a solo a celebre "suite" em dó de Bach [agora ficamos a saber qual das suites foi!], e com acompanhamento de orquestra dois concertos em ré, de Haydn e de Lalo.
Pois na execução das 3 obras não houve um só ponto de contacto, não houve um só compasso, uma só nota duma delas que nos podesse fazer lembrar uma nota ou um compasso de outra! Fantástico!»
Depois destas desmedidas hipérboles, Sampaio Ribeiro, reporta os aplausos apoteóticos que já conhecemos, mas acrescenta um pormenor revelador, quanto à qualidade do público, antes de apreciar Lacerda (a quem deixa de chamar sr., mas Maestro - com maiúscula!) e à Filarmonia:
«[...] Há a notar que na assistência havia muito do bom, musicalmente falando, por exemplo Viana da Mota, maestro Fão, Rey Colaço, Freitas Branco [Luís, decerto], José Henrique dos Santos, Rui Coelho, Artur Fão, Costa Reis, Adria¬no Pereia [Mereia, talvez], etc.
A orquestra preencheu o resto do programa, tocando optimamente a Abertura do "D. João", "Fragmentos do 3° acto dos Mestres Cantores" e o nocturno de Duparc "Aux Etoiles".
O Maestro Lacerda felicíssimo e competentissimo quer como regente quer como acompanhador.
E... creio bem que para o outono teremos novamente ensejo de aplaudir este esplendido núcleo sinfónico. Ego»(1923/06/16)
“ARTE MUSICAL” Volume I- IV SÉRIE, nº 5 - Outubro de 1996
Para quem viu tocar Suggia e, necessariamente, experimentou o seu sortilégio, não parecerá exagerado este efeito catártico, causado mais pela concertista que pelo maestro, diga-se de passagem. Mas para Lacerda, ao sucesso juntou-se a caução assim dada por aquela que, com Viana da Mota, era uma das duas estrelas portuguesas no universo dos virtuoses instrumentais, e que lhe confirmava, junto da opinião pública, a aura que as simples notícias dos seus méritos não seriam bastantes para atear. Sampaio Ribeiro - o Ego do República - já despido de prejuízos, não se conteve em louvores:
«Se o primeiro concerto deste núcleo sinfónico, foi, por si, um acontecimento artístico de primeiro plano, o segundo, em que Guilhermina Suggia se apresentava de novo - e para a maior parte das pessoas pela primeira vez - ao publico de Lisboa, marca um triunfo não só para a nossa celebrada compatriota, como para a Filarmonia e é mais um marco miliário na grande estrada do cultivo da musica entre nós.»
“ARTE MUSICAL” Volume I – IV Série – Nº 5 – Outubro de 1996

O segundo concerto triunfal
Se o concerto inaugural foi um sucesso, maior ainda seria o segundo em que participou a violoncelista portuguesa de renome internacional, Guilhermina Suggia. Mantendo o género feminino, vejamos o que disse Oliva Guerra, a poetisa responsável desde a sua fundação em 1921 pela coluna musical do Diário de Lisboa, onde levou a extremos de deliquescência um estilo de recorte literário e sentimental, e de enfoque social na elegante assistência dos concertos:
«Falar da Arte de Guilhermina Suggia fora o mesmo que tentar modelar no barro tosco da palavra frágil todo o frémito divino que se desprende, como uma chama, das mais altas manifestações do sentimento humano; fora o mesmo que tentar traduzir toda a essência mais vibrante do lirismo da alma, duma alma excepcional que sofre e chora e canta, fazendo do seu sofrimento, da sua voz e do seu canto toda a força esmagadora com que sacode, arrasta e despedaça toda uma multidão de almas, que a escuta de joelhos. Essas milhares de almas viu-as ontem Guilhermina Suggia ali rendidas, amarfanhadas por aquela angústia sufocante que se experimenta em face do que é grande de mais para este mundo, esses milhares de almas sentiram ontem ali aos pés da grande artista esses êxtases supremos e inesquecíveis que ficam a viver eternamente a dentro de quem os sente com todo o domínio absorvente duma visão larga de prodígio.
A Arte de Guilhermina Suggia não se define, é indescritível. Reúne em si tudo o que há de mais intimo, de mais profundo e mysterioso a dentro da alma humana. Domina e arrebata. Como sacerdotisa no seu trono, embriagada de sonho, em atitudes estilisadas de inspirada, Guilhermina Suggia teve momentos de emoção que a levaram para além da vida no voo transfigurador da arcada arrastadora. No seio do seu violoncelo privilegiado vibrou uma alma sublime que gemeu, gritou e se estorceu nos paroxismos da paixão, uma alma imensa, sedenta e desvairada, feita de retalhos de almas, de todas as almas sofredoras que vivem a vida eterna das emoções raras.»
Depois destes excessos verbais, vem a brevíssima referência às obras tocadas que, por sinal, marcam a versatilidade estilística da violoncelista e do maestro, mas não suscitam comentários à cronista (mais literária que musical, está bem de ver):
«Não é possível destacar qualquer trecho ou passagem dos concertos de Haydn [qual?] e de Lalo, que tocou com a orquestra, ou da suite [qual?] de Bach, que tocou a solo, porque em tudo foi igualmente grande inexcedivelmente genial.
Francisco de Lacerda, o grande regente que nos maravilhara há dias com o seu savoir faire inegualável, foi ontem ao lado da divina artista o colaborador insuplantável em todos os números de orquestra, só ou no acompanhamento á ilustre solista, e onde a sua regência cuidada, precisa e elegante, sem gestos inúteis nem teatralidades rebuscadas, soube comunicar como uma chama oculta todo aquele frémito de emoção indefinível, que é a grande vitoria da verdadeira Arte.
As ovações foram também indescritíveis. Nunca assisti a uma apoteose igual.» [1923/06/08].
"ARTE MUSICAL" IV Série, Volume 1, nº5, OUTUBRO DE 1996
Desenho de Francisco de Lacerda de Lydia Balomey, sem data

Em 30 de Dezembro de 1907 lia-se o seguinte sobre Virgínia Suggia no Le Monde Musical:
«Mlle. Virgínia Suggia, irmã da notável violoncelista, é, também ela, uma pianista de talento e de temperamento. Num recital composto de uma Sonata de Beethoven, dos Estudos Sinfónicos de Schumann, de peças de Chopin, de Liszt e do famoso Sous bois do seu mestre V. Staub, conduzido com um raro brio bisado, a jovem artista portuguesa mostrou dons preciosos de sonoridade e de expressão, um jogo audacioso, por vezes um pouco precipitado; enfim, uma natureza fortemente interessante (...) à qual um numeroso auditório não deixou de manifestar as marcas da sua muito viva satisfação.»
Do livro “GUILHERMINA SUGGIA ou o VIOLONCELO LUXURIANTE” de Fátima Pombo
Trazida pela delegação vimaranense do Círculo de Cultura Musical, no quarto concerto da temporada, Guilhermina Suggia veio ao Teatro Jordão, na passada segunda-feira, realizar um concerto de violoncelo, com a colaboração da jovem pianista, Berta Alves de Sousa.
Dizer do prazer espiritual que a insigne intérprete de violoncelo nos proporcionou e, outrossim, focar a beleza dos números executados, o mesmo será que confessar a enternnecida admiração por quem se nos apresenta como lídima glória nacional e exaltar, também, o seu expressivo estilo de executante que, de facto, é na sua técnica impressionável.
Guilhermina Suggia obteve uma justa consagração do público vimaranense e soube impor-se-lhe pelo "virtuosismo”, da sua inegualável arte, quer maravilhando-o pela destreza de execução, quer embevecendo-o com as produções da sua preferência. Desde o Adágio da Toccata em dó maior, de Bach, â Sonata de Henry Eclles, e, ainda, as Variações Sinfónicas, de Boëllman. a Sonata de Richard Strauss, e o aligeirado programa da última parte do seu concerto, no castiço sabor das composições de Falla, Glazounov, Ravel e Joaquim Nin, mereceram a religiosidade de atenção, enriquecida de sobremaneira pela execução dos dois extras, Siciliana e Dança do Fogo, que arrebataram.
Chegou mesmo a ter-se a impressão de que, no palco da nossa esplêndida Casa de espectáculos pairavam em espírito as melodias mavíosissimas dos semi-deuses da Velha Grécia, que o nimbavam dum encanto de maravilhosa, compassiva e doce harmonia, capaz de fazer enternecer até as próprias lágrimas. como as corações se saturaram desse rescendente aroma que irisa e perfuma e a que não faltou as alegorias das ninfas e das parteneias.
Honra à Arte — honra a GUILHERMINA SUGGIA!
* * *
No princípio da segunda parte do programa, os académicos do Liceu de
Martins Sarmento subiram ao palco e estenderam no chão as suas capas, sobre as quais passou Guilhermina Suggia, oferecendo-lhe um ramo de perfumados cravos.
As senhoras D. Ana Maria Pereira Mendes Ferreira da Cunha, D. Maria Amélia Sequeira Braga Costa, Drª D. Maria José Moura Machado e D. Maria Filipa Freire de Andrade Martins Fernandes, que formavam a Comissão, depuseram nas mãos de Suggia um lindo ramo de mimosas flores.!
O Presidente da Câmara, Sr. Dr. Fernando Manuel de Castro Gonçalves, acompanhado do Presidente da Delegação do C. C. M., Sr. Francisco de Assis Pereira Mendes, ofereceu à distinta Artista um volume da Obra Comemorativa das Festas Centenárias em luxuosa encadernação. í
Com Suggia vieram várias famílias e pessoas de distinção do Porto, entre as quais nos lembra de ter visto a Sr.ª D. Adelaide Freitas Gonçalves, Directora do Círculo de Cultura, no Porto, Dr. António Calém, distinto entusiasta dos Círculos de Cultura, D. Maria Alice de Gomes Ferreira, de Riba d'Ave aluna muito distinta e predilecta da grande mestra Suggia.
(NOTÍCIAS DE GUIMARÃES – Ano 16º- Nº 791 dd 30 de Março de 1947
Cedido por Belmiro Oliveira)
PROGRAMME OF MODERN WORKS – Masterly renderings
Madame Suggia followed her recent recital of old masters with a second recital yesterday at the Wigmore Hall, dedicated to modern, and comparatively modern, composers. Composers – not masters. A short piece of Dvorak and another, equally short by Debussy are not enough to give character to a programme in which are found the variations of Boëlmann, the Humoreske of Sinigaglia, the Serenade of Kreisler and the Habanera de Ravel – most trifling and least exquisite of the Ravel’s exquisite trifles.
But the quality of the music did not interfere to any appreciable extent with our pleasure. The touch of Mme Suggia is life, and even the Boëlmann variations acquire at her hands moments of beauty and moments of great interest. If there was no special beauty in the phrase, there was always great beauty in the phrasing; if the ornamentation was tawdry, its weakness was hidden by the grace and finish of the performance.
And in a way we were glad of this opportunity to give our whole attention to the technical aspects of the rendering. No doubt the greatest musical pleasure is only possible when a great player is matched by great music. But there is also a pleasure in seeing a past master at work on second–rate material, mending, re-fashioning, restoring, polishing, till its poverty is no longer apparent. When the master in question is Mme Suggia that pleasure may surpass expectation. F.B.
“As others see us”
Mme Suggia, the famous cellist can no more help showing in her looks her love for music than a mother can help showing her love for her child.
Touching the strings of the cello, this great musician becomes as if divine,”

Wigmore Hall - SUGGIA – Recital – Monday
February 10, at 5,30 – Pianoforte GEORGE REEVES
(…) Those left-hand fingers like steel and velvet, that bowing like silk and thistledown. But Suggia the consummate stylist can never be taken for granted; she plays in a way that bestows freshness upon even the most hackneyed things.
One felt she had gone so deeply into the compositions played that she had reached the common denominator behind them – melody, that great life force of music. In a sonata by Valentini and two pieces by Boccherini, Suggia’s exquisite rendering of the melodic line taught one that in these old solo sonatas everything grew out of it, even the accompaniment was but an aura, thrown out from the melodic line.
Bach suite in G for cello alone went further, for he had designed the solo part to contain in itself the implications of melody, counterpoint, and centred so completely that one never noticed the absence of accompaniment.
She gave us another phrase of melody in Beethoven’s sonata in A Major for cello and piano. Here the concurrent melodic lines of the two instruments were carried on with an agreement in phrasing and a delicacy of contrasting timbres that delighted the imagination as much as they charmed the outer ear. Special recognition is due to Mr Reeves for the restraint he exercised over the bass of the piano, and for the peculiarly limpid quality of his treble cantilena. A group of cello solo pieces completed the programme.
MUSICAL TIMES – Março 1936
When Madame Guilhermina Suggia, the cellist, plays with the BBC Scottish Orchestra in the Usher Hall on Saturday she will remind listeners of a little-remembered composer born in Glasgow 85 years ago – Eugene d’Albert.
She is playing his forgotten concerto.
At 61, Madame Suggia is a slender, graceful woman, with crisply curling dark hair, just turning grey. How does she look so young?
Her explanation: for the first time she has no responsibilities, no worries.
“I am alone” she says. “without a tie or a single relative.”
For years, in Portugal, she and her scientist husband lived on a farm. Last spring, when he died, she went to live in Oporto, where she was born.
The Festival programme reproduces the Augustus John portrait of Madame Suggia. There is a story behind that.
She gave about 80 sittings to the artist. First he painted her in a golden gown. Then he painted it over, made it white chiffon. Finally he borrowed an entirely dress for her.
EVENING CITIZEN – GLASGOW- 24/8/1949
Londres, 5 – A rainha Isabel enviou um ramo de flores e uma carta, manifestando a sua simpatia, à célebre violoncelista portuguesa Guilhermina Suggia, que foi operada, na semana passada, na clínica de Londres, do célebre cirurgião britânico Rodney Maingot.
Ao fazer hoje esta revelação à “Reuters”, Suggia disse:
“Fiquei tão profundamente impressionada com o amável gesto da rainha que mal pude dormir na noite passada.”
Suggia manifestou, também, o seu profundo reconhecimento ao Presidente do Conselho Português, dr. António de Oliveira Salazar, que telegrafou a perguntar do seu estado, e ao dr. Rui Ulrich, embaixador de Portugal em Londres, que a visitou na Casa de Saúde de Londres.
Suggia disse esperar regressar a Portugal em meados deste mês.
REUTERS - Junho de 1950
Distinguidos amigos:
En la Parte 10 del 2º Capítulo de mi reportaje "Guillermina Suggia, el amor secreto de Pablo Casals" que se ha reproducido en esta web dedicada a la gran intérprete, existe un pequeño error de traducción en mi texto original publicado en los números 367 y 368 de la revista española Historia16 que se ha repetido al trasladarlo a estas páginas. Para una mejor comprensión del estado de ánimo de la artista en esa fecha, dos meses antes de su fallecimiento, les hago llegar la siguiente rectificación que próximamente se publicará en la citada revista.
Se trata de la carta originalmente manuscrita en francés de Guillermina Suggia dirigida a Pablo Casals en Mayo de 1950.
Donde dice: " No deseo morir sin que me escuches, querido maestro y volverte a ver..." Realmente debiera decir: "No quisiera morir antes de oírte, querido maestro, y verte de nuevo".
Con el mensaje, mis saludos a los seguidores de la gran intérprete.
Ana Mª Férrin

Después de sucesivos avatares la vivienda de la Rua da Alegria n° 665 fue vendida a un particular que la alquiló a una empresa que se anunciaba en las páginas especializadas como Agencia Internacional de Modelos, eufemismo que ocultaba una casa de prostitución de altos vuelos con cristales biselados, câmaras de vídeo en el exterior y un portón metálico que impedia ver el interior del jardín y con él a los visitantes que entraban con su coche.
Meses atrás de verse publicado este reporta je un tiroteo puso fin a la actividad de la mansión y el propietario tomo la decisión de venderla. Muchos portuenses que siguen la historia de la intérprete y los melómanos portugueses en general, especialmente los integrantes de la Asociación Guillermina Suggía, siempre animadores culturales en favor de la Intérprete, vieron la oportunidad de que la Administración adquiriese el edifício para ubicar en él un museo que perpetuase la memória de Ia violoncelista, pero las gestiones no cristalizarem. La idea era instalar allí a disposición de los estudiosos la rica bibliografia de temas musicales donada por Guillermina al Conservatório de Oporto con el objetivo de que los interesados pudieran servirse de ella y consultarla, a la vez que hacer del inmueble un punto de reunión internacional para los amantes del violoncelo.
En fecha reciente las autoridades de Matosinhos, donde la concertista residió de nina con sus padres, realizaron gestiones para adquirir los muebles y otras pertenencias de Guillermina que están en poder de sus beneficiários, en previsión de que no se les pierda el rastro y así preservarlos en lugar seguro para ser instalados un dia en esa futura Casa-Museo Guillermina Suggía que tantos aficionados lusitanos están seguros de que acabará siendo rescatada para la posteridad.
Guando se cierra este trabajo la sucursal de un Instituto de Medicina Naturista acaba de instalarse en el edifício de la Rua da Alegria n° 665. Después de servir de sindicato, oficinas, peluquería o burdel, al hogar donde Guillermina Suggía dio su último adiós después de vivir en ella 23 anos, a la casa donde tantos alumnos asistieron a sus clases y aprendieron a valorar Ia música, parecen aguardarle nuevas aventuras. Pero son aventuras con los dias contados, porque al igual que sucedió con la casa lisboeta de Fernando Pessoa, los muros de la Rua da Alegria n° 665 están llamados a un destino natural que acabará por cumplirse - solo la mediocridad es impaciente, los grandes saben esperar-. Puede que sea premonitório el que a la publicación de esta revista los responsables del Instituto Português do Património Arquitectónico se encuentren valorando su clasificación como de Interés Nacional, paso prévio para hacer realidad el proyecto de la casa-museo.
Sobre el papel, este proyecto lo tiene todo ganado. Existe la gloria real del personaje, Guillermina Suggía, una mujer que abrió de par en par los secretos del violoncelo a las mujeres, llevándose por delante balizas y amarres de prejuicios. A su alrededor perviven casas, tiendas, iglesias, teatros, lugares originales que acompanaron la vida y actuaciones de la artista, con un buen plantel ciudadano de aficionados a la música culta. Puede disfrutarse alguna filmación de sus aplaudidos recitales en tantos auditórios y una docena de temas grabados que se hacen inolvidables para quienes los escuchan, como su Kol Nidrei, de Max Bruch, delicado y turbulento, único. Intactas en manos de diferentes propietarios reposan muchas pertenencias y los trajes y violoncelos de la concertista, reunidos a la espera de que alguien con el motor suficiente dé la serial de salida para que se donen a la casa-museo los múltiples recuerdos que guardan tantos admiradores.
Y por encima de todo está el valioso ejemplo para las jóvenes generaciones de que cuando alguien se prepara y resiste, lucha y no se da por vencido, acaba ganando. Y queda para la posteridad.
El tiempo pondrá su punto y final a esta crónica que hoy se cierra braceando entre la pereza de un alegre despertar. Guillermina Suggía nos despide con un guiño y una breve misiva de su puño y letra dirigida a su pianista acompañante y amigo, José Vianna da Motta. A la chellista se le han pegado las sábanas y há faltado a una cita con él. Disculpándose con humor le envia estas líneas que no necesitan traducción:
Hotel de L'Europe
Installatíon Moderne (appartaments avec salle de bain)
Praça Luís de Camões, 6
Lisboa
Telephone C. 5363
9.35 h
My dear mouse:
Acordei às 8h para me levantar e tocar consigo mas não sei como, adormeci outra vez e só agora é que almoço.
Desculpe sim, eu ter faltado à minha palavra d ‘ingleza.
D'aqui a 20 minutos sou sua.
Pussycat.
*" Las fotos para este reportaje son de varias procedencias, porque existen multitud de copias de una misma imagen en poder de diversos propietarios. El principal reconocimento para el presente trabajo se deberá a Elisa Lamas, Isabel Millet, Virgílio Marques y el Arxiu Nacional de Catalunya.
Artigo - parte II-final - de ANA MARIA FÉRRIN editado na revista "HISTORIA16" de Dezembro passado

Por lo avanzado de su enfermedad, a Guillermina le fue imposible acudir a la cita del festival en junio de 1950, quedando en el aire el interrogante de un hipotético encuentro con Casals. De los músicos que tocaron en aquel evento de alcance mundial, solo el pianista Mieczislaw Horszowsky había formado parte del alegre grupo presente en San Salvador en 1912, cuando se produjó la ruptura entre Pablo y Guillermina. Sacando fuerzas de su verdadero estado, que pocos conocían, Guillermina se despidió de su público el 31 de mayo en Aveiro con un concierto en el Teatro Aveirense, donde las notas de Bach, Chopin y Falla sonaron por última vez interpretadas por la que fue llamada La Reina de los Chellistas.
El 28 de junio fue intervenida por el cirujano doctor Maingot en la London Clinic de la capital inglesa, aconsejada y acompanada por su médico el doctor Álvaro Rodrigues, que también colaboró en la operación. Guillermina Suggía falleció el 30 de julio de 1950. Su vivienda de la Rua da Alegria n° 665 de Oporto fue dejada en usufructo a su alumna Isabel Cerqueira, casada con Lluis Millet, un violinista barcelonés, sobrino del fundador del Orfeó Catalá del mismo nombre e impulsor del Palau de la Música de la Ciudad Condal. Al mismo tiempo dejaba dispuesto el destino del inmueble para el dia en que faltara su alumna.
La hija de la beneficiaria, llamada también Isabel Millet, nació en esa misma casa y allí vivió hasta los 13 anos. Ella no conoció a Guillermina, pero de una u otra manera al vivir rodeada por los objetos que acompañaron en vida a la violoncelista e inmersa en una familia de músicos, todo ese entorno avivó su imaginación de mujer creativa y ha tenido mucho que ver en el desarrollo de su vocación de escritora y profesora de interpretación.
La etapa inglesa de Guillermina, su relación con Casals y como vivió su vuelta a Oporto forman la trilogia inédita, en su mayor parte, de la existência de aquella mujer reservada que fue Guillermina Suggía y de quien los padres de Isabel MiIlet fueron alumnos, la madre amiga y confidente y quizá la mayor beneficiaria al heredar parte de sus bienes y una gran cantidad de documentación personal. Los manuscritos de Isabel Millet sobre la violoncelista, aún no editados, han aportado pasajes desconocidos para el presente trabajo.
Artigo - parte II (13) - de ANA MARIA FÉRRIN, editado na revista "HISTORIA16" de Dezembro passado

Susan Metcalfe y Pablo Casals se separaron de hecho en 1928. En 1957 él solicitó el divorcio y ese mismo año volvió a casarse a la edad de 80 anos con Marta Montáñez, de 21, a quien había conocido en 1951 cuando ella viajo a los 15 anos acompañada de su tio Rafael desde su tierra, Puerto Rico. Marta estudiaba violoncelo en Nueva York y al encontrarse en presencia de Casals, en Prades, se ofreció a tocar ante él.
Cuatro anos después se evidenciaba la atracción del maestro hacia la alumna, una historia que fue constante en la vida de Casais. Así le pasó con Guillermina Suggía y el mismo origen tuvo su relación con Francisca Capdevila, antigua alumna suya de 17 anos en 1896. En noviembre de 1954 se agravaba la dolência de Francisca, Ia esposa que compartió con Casals la peor época del músico, acompañando su soledad en el exilio francés de Prades y sosteniéndolo en sus profundas depresiones. Poco antes de morir ella, el 18 de enero de 1955, el músico avisó a un sacerdote y contrajó con su mujer una boda religiosa que si no tenía efectos legales por no estar divorciado de Susan Metcalfe, sí fue un acto de lealtad hacia la que llamó «compañera de mi vida».
AI trasladar el Festival de Prades a Puerto Rico en abril de 1957 Casals daba otro paso en dirección a su unión com Marta Montánez (que por azar había nacido en la misma casa que la madre del músico, en Mayagüez), a la que convirtió en su esposa el siguiente mes de agosto. En la madurez de su convivência con la joven, Casals disfrutó 17 anos de estabilidad y honores.
Artigo - parte II (12) - de ANA MARIA FÉRRIN, editado na revista "HISTORIA16" de Dezembro passado

El tono conciliador de la carta era complementario de otra conmovedora misiva enviada años atrás por Pablo Casals. Figura en Guilhermina, un libro del escritor português Mário Cláudio, Prémio Pessoa 2004. Jugando entre la realidad y la ficción, el autor cita un telegrama enviado a Guillermina por el maestro la noche de Fin de Ano de 1913, el ano de su separación, y en sus líneas Pablo dejaba escapar un anhelo:
Chére Guilhermina... Te deseo toda la dicha del mundo... En el momento en que abra la ventana para contemplar la medianoche estaré triste y pensaré en ti con toda mi alma. Tal vez también tu pensarás en mi.
De ser cierto el mensaje poco iba a durarle la tristeza al gran músico en esa ocasión, porque en enero de 1913 Pablo Casals ya mantenía una correspondência bastante íntima con la soprano norteamericana Susan Metcalfe, su amiga desde 1904. En marzo de 1914 el intérprete viajaba hasta Nueva York, donde en pocos dias contría un matrimónio relámpago com la cantante ante la sorpresa de amigos y familiares de ambos, que ignoraban la relación. Después viajó con ella desde Wasinghton hasta su villa de San Salvador, en Tarragona.
La refinada esposa de Casals tenía fortuna propia y estaba acostumbrada a una intensa vida social repartida entre la Costa Este estadounidense y los principales centros europeos, algo difícil de trasladar a las largas temporadas que Pablo gustaba pasar en la pequena localidad costera de San Salvador.Y mucho menos con la suegra, dona Pilar, controlando el funcionamiento de la casa y viviendo allí permanentemente, acompañada por otro de sus hijos, con la esposa y los niños.
Esa vida alejada de su propia família y ambiente, compartiendo intimidad con personas con las que no conseguia comunicarse, no entraba en los planes de una mujer independiente y cosmopolita como Susan, que había llegado a ser la señora Casals a la edad de 35 anos y debía de tener otros proyectos de convivência para su matrimonio. A la larga todo ello provocaria frecuentes disputas entre la pareja, que desembocarían en un paulatino alejamiento, hasta el dia en que Susan hizo su equipaje y partió hacia Nueva York abandonando a Pablo Casals. Los comentários hechos por el músico más adelante, presa de un gran abatimiento («...Mi esposa se marcho con el pretexto de ser incapaz de convivir con mi família...»], pueden dar una pauta de los problemas de fondo por los que debió pasar Guillermina Suggía 20 anos atrás, cuando se vio en la misma situación que Susan, pero siendo la portuguesa 15 anos menor y una mujer con mucha menos experiência que la cantante norteamericana.
Artigo - parte II (11) - de ANA MARIA FÉRRIN, editado na revista "HISTORIA16" de Dezembro passado

Pero los felices proyectos que la posguerra brindaba a los músicos al reanudarse las veladas, con los aficionados deseando olvidar las pesadillas vividas, se truncaron para la artista al intensificarse las molestias abdominales que venía padeciendo y confirmarse el diagonóstico de um cáncer avanzado. Guando tuvo constancia médica de que su final se acercaba, que ni operaciones ni tratamientos detendrían el fatal desenlace, fue desarrollando una serie de iniciativas que plasmó en su testamento. De ellas el Prémio Suggía instituído en Gran Bretana lleva médio siglo cumpliéndose tal y como la intérprete dejó dispuesto.
Entre las voluntades que ella misma cumplió consta su acercamiento a la Iglesia, «católica, apostólica y romana», puntualiza, aunque anteriormente hubiera tenido contactos con la Iglesia anglicana. Y el envio de una extensa carta escrita a Pablo Casals en mayo de 1950 con el motivo aparente de solicitarle unas entradas y la reserva de un hotel para el festival que iba a celebrarse en junio de ese año en Prades [Francia] para conmemorar el 200 aniversario de la muerte de J. S. Bach. Entre sus líneas anidaba mucho más. Afecto, respeto y una clara intención de hacer las paces con el pasado:
Querido amigo:
Te escribo con emoción y con la esperanza de que no me rechaces... Si te fuese posible reservar dos habitaciones sencillas o una doble para una amiga que me acompana y para mi, sé que es difícil, pero con tu influencia... Y también dos localidades para los conciertos, si es preciso que envie antes el importe dime adónde... Yo sigo trabajando en Porto, siempre con el mismo ideal que aprendi de ti... [pero] estoy muy enferma y desgraçadamente no sé si podré continuar con mi carrera... Mi marido murió hace un ano, ha sido una víctima de los Rayos X... No deseo morir sin que me escuches, querido maestro y volverte a ver... Espero que comprenderás la alegría que me darias si pudiese estar diez dias cerca... Recuérdame siempre como tu devota admiradora... (Hás olvidado a la pequena alumna que iba a Espinho a tomar lecciones contigo?... Hasta la vista, espero.
Saber si esa carta había llegado a las manos de Pablo Casals, conocer como había reaccionado él en caso de recibirla, si la respondió y en que sentido había constituído un interrogante durante médio siglo, ya que los archivos de Casals no guardaban constancia del envio y Guillermina pocos dias antes de morir hizo el esfuerzo de seleccionar una gran cantidad de papeles que dio a una amiga inglesa para que los destruyera y entre ellos podia haber desaparecido la prueba de esa correspondência.
Por azar, la fortuna hizo que al mismo tiempo que aparecia en el Arxiu Nacional de Catalunya el original enviado por Guillermina a Casals, Isabel Millet nos comunicaba desde Oporto que poseía la otra clave del enigma: la respuesta a Guillermina de Pablo Casals, enviada desde Perpignan a través de una carta de su amigo el doctor René Puig.
Si con su carta Guillermina dejaba claros sus sentimientos, por parte de Casals, al aparecer el testimonio de su contestación afirmativa dada con la mayor privacidad y desconocida por sus allegados hasta el punto de que biógrafos muy cercanos al músico no tenían noticia de que se hubiera producido, las especulaciones sobre su resentimiento hacia Guillermina se esfumaban. A quien ignore las presiones particulares y profesionales por las que pasaba el compositor esos dias, la respuesta encargada a un tercero podrá parecerle escueta. No obstante, para aquellos que conozcan la particular odisea que estaba viviendo Casals, aún convaleciente de su depresión, sufriendo fuertes migrarias y con Francisca, su mujer entre 1928 y 1955 enferma de Parkinson, a la que cualquier inconveniente provocaba una crisis que agravaba su estado, podrá leer entre líneas y dar a la carta todo su valor.
A pesar de la sobrecarga de responsabilidades en esos dias Casals encontró la forma de gestionar Ia estancia de su antigua pareja en el festival, lo que no debió ser fácil diez dias antes de su inicio. Las circunstancias le obligaron a coordinar, ensayar y grabar en menos de un mes un cambiante repertório diário durante 19 dias con solistas desconocidos entre si (legados de todo el mundo, recayendo en él por añadidura la responsabilidad final de acomodar en un pequeno perímetro a un gran número de personalidades universales que deseaban asistir al renacer de Pablo Casals y con él a todo un modo de vida anulado por la Segunda Guerra Mundial.
Con la carta remitida a Guillermina por medio de su amigo el doctor Puig, manuscrita, sin copia guardada en el archivo que contiene innumerables pruebas mecanografiadas de la correspondecia del l Festival, el maestro unia el recuerdo del joven de 22 anos con Ia nina de 13. Las almas de los dos músicos desprendían sus cortezas de rencores y volvían a quedar limpias, en paz, solo habitadas por su mutuo aprecio:
20 May 1950
«Madame»:
Imaginará usted facilmente las ocupadones del maestro y le ruego que le excuse por no responderle él mismo, él se encuentra muy conmovido por su carta, pero está atado de tal manera por los ensayos que no puede escribirle.
Cada dia ensaya o tiene grabación. Él toca todas las tardes, todos los músicos están aqui desde el 3 de mayo... Tiene usted dos habitaciones reservadas en el Hotel Alexandra de Vernet-les-Bains... Le agradeceremos que nos diga exactamente el número de localidades y aquellos conciertos a los que usted desee asistir… Le ruego que acepte mis sentimientos más respetuosos.
Artigo - parte II (10) - de ANA MARIA FÉRRIN, editado na revista "HISTORIA16" de Dezembro

Su convencimiento de que el músico debe ser un dios sobre el escenario lo llevó Guillermina hasta el limite.
Físico. Resistiéndose a no parecer atractiva en los recitales:
Tuve bastantes problemas con la vista después de los concertos y cuando fui al oculista me prohibió tocar sin gafas. Dijo que de lo contrario sufriría fuertes dolores de cabeza. Pero las gafas no se aguantarían sobre mi nariz... debería sujetarlas con una pinza. Qué espectáculo seria!
Y económico. Después de ofrecer una serie de conciertos en el extranjero, en diciembre de 1924 Guillermina estaba a punto de volver a Portugal y se encontraba agotada. Vários conciertos le esperaban en Lisboa y Oporto. En esta última ciudad estaba previsto que su acompañante fuese Luis Costa, un pianista con el que se compenetraba muy bien y eso la tranquilizó, significaria un descanso para sus ojos, adernas de ayudarle a recobrar las energias al no tener que dedicar largas horas a ensayar.
Por el contrario, en Lisboa le adjudicaron un músico local desconocido para ella. En una larga carta a su buen amigo el pianista y compositor José Vianna da Motta le pidió que mediase con la directiva organizadora del evento para que al pianista concertado lo sustituyeran por el inglês George Reeves, otro asiduo de sus recitales por Europa con el que había compartido a menudo el repertório diseñado para Lisboa.Todo ello dirigido a cumplir su exigência de calidad sin verse en la situación de tener unos pocos ensayos con el nuevo pianista que podrían no ser suficientes, pues la artista seguia la norma de no encararse a un auditório sin antes lograr una total compenetración con sus acompanantes. Guillermina conocía las dificultades de tesorería por las que navega la Sociedad de Conciertos y no dudó en ofrecerse a descontar de sus propios honorários los gastos de la estancia de Reeves en Lisboa.
Con el fin de la Segunda Guerra Mundial llegó la reactivación de la vida artística internacional. En un período de euforia en el que se reabrían los auditórios de toda Europa, Japón y Estados Unidos ofreciéndole interesantes contratos, la violoncelista vio llegado el momento de emprender otra etapa en su carrera, esta vez decidiéndose a viajar cruzando los cielos. Como anécdota curiosa contaremos que Guillermina nunca había querido aceptar conciertos en el continente americano por temor a que sus queridos violoncelos se vieran afectados por la humedad de los viajes marítimos. Su meticulosidad llegaba a ordenar que retirasen inmediatamente del escenario cualquier centro de flores situado frente al instrumento o el estuche. Al viajar en avión esa dificultad no existia y un abanico inmenso de experiências y posibilidades se abria para ella en los auditórios que esperaban al otro lado del océano.
Artigo - parte II (9) - de ANA MARIA FÉRRIN, editado na revista "HISTORIA16" de Dezembro passado

Por parte de La Suggía, como empezó a conocerse a Guillermina en Gran Bretana ante el êxito del retrato pintado por Augustus John, actuar con buenos contratos se traducía en un compromiso de perfección artística que la llevaba a disfrutar apasionadamente de sus actuaciones frente al público. Con sus ingresos pudo procurarles una buena vejez a sus padres y colaborar en obras sociales de su interés. Y para ella misma significó extraer el máximo placer de una vida cómoda rodeada de amigos, buena residencia y un coche de primera clase, buena selección de joyas y un guardarropa de alto estilo que la hicieron sentirse admirada en las continuas fiestas a las que era invitada; hoteles de lujo, yates privados. Para Guillermina los seres humanos habían sido creados para ser felices.
Ninguno de los dos, Casals y Suggía, tuvieron descendencia juntos ni en sus sucesivas uniones. Por Clarinda, empleada y amiga de Guillermina, se conoce la confidencia de que en los últimos años de su vida la intérprete lamentaba no haber tenido hijos. Aunque un jugoso episódio relatado por la profesora de la Juilliard School de Nueva York, Anita Mercier, relaciona a Guillermina Suggía con el escritor lan Fleming, el creador del conocido agente secreto James Bond, a quien conoció a través del pintor Augustus John y su hija ilegítima Amaryllis Fleming, conocida violoncelista y hermanastra a su vez de lan Fleming.
Augustus John mantuvo una intensa relación amorosa con Eve Fleming, viuda con cuatro hijos varones de un miembro del Parlamento britânico y héroe inglês de Ia Primera Guerra Mundial. Un dia la dama anunció a sus íntimos la adopción de una nina recién nacida, AmarylIis. Durante años Amaryllis Fleming creyó esa historia hasta que a la edad de 24 años descubrió que en realidad era hija natural de Eve y del pintor Augustus John. La rareza siguiente se produjo cuando John admitió que ciertamente él podia ser el padre de Amaryllis, mientras que Eve Fleming siguió insistiendo en que la nina era adoptada.
Pero la historia aún se enriqueceria con un sorprendente rumor londinense. Ba-sándose en el parecido físico y musical de Amaryllis Fleming con su profesora de violoncelo, Guillermina Suggía, y las muchas atenciones que esta tuvo con su alumna, se especuló con que la verdadera madre de la joven había sido Guillermina y no Eve Fleming, apoyándose en la débil motivación de que a mediados de 1925, el ano del nacimiento de Amaryllis, todas las referencias biográficas daban cuenta de que Guillermina Suggía fue sometida a una delicada intervención de la que nunca se han dado pormenores. El sobrino de Amaryllis y autor de su biografia, Fergus Fleming, desechaba rotundamente en 1993 esa conjetura, reforzada por la afirmación de que el rostro de Guillermina lo pinto Augustus John de memória, cuando ya su relación con ella había concIuido.Y si todas las notas históricas datan la ejecución del famoso cuadro entre los anos 1921-1923, Ia progenitura de la pareja Suggía-John resulta bastante improbable.
Artigo - parte II (8) de ANA MARIA FÉRRIN, editado na revista "HISTORIA16" de Dezembro

La violoncelista solía afirmar que era muy sensible al bien que le hacian, mientras que no prestaba oídos a quien la quisiera mal. Esa forma suya de proceder le procuró un escogido grupo de amigos, entre ellos su empleada Clarinda o Isabel Cerqueira de Millet y su família, a los que consideraba como propios, lo mismo que la cantante lírica Ofélia Costa, para cuyos hijos Guillermina solía traer regalos cada vez que volvia de sus conciertos. Gentes que supieron entender que bajo los toques britânicos en el vestir, que en su tierra resultaban exóticos, su amor a los animales o la rareza para la época del interés que demostraba por el deporte y la vida al aire libre siendo mujer se se mantuvo intacto hasta que una temida enfermedad fue ganando terreno en su organismo.
En la colónia inglesa de Oporto contaba con antiguas amistades que estuvieron siempre a su lado compartiendo veladas musicales en casa de unos y otros. Las biografias de Guillermina y Pablo Casals seguidas en paralelo hacen evidente que la penúria de los malos tiempos cuajó de modo diferente en cada miembro de la pareja. A Casals los sufrimientos de tantas guerras le forjaron por largos anos un carácter austero, poco amigo de fiestas, y le agudizaron un cierto miedo escénico a tocar en solitário que padecia de antaño y que
él paliaba procurando actuar rodeado por otros músicos siempre que le era posible, amén de un compromiso político cada vez más radicalizado que lo llevó a distanciarse de muchos antiguos amigos trás los excesos de la República, la locura de la Guerra Civil española y la tragédia de la Segunda Guerra Mundial. «El arte es lo contrario de la barbárie», solía decir.
Fue necesario un prolongado retiro en el pueblo francês de Prades, mirando cara a cara a la depresión y rebelándose ante un mundo que parecia haber perdido la capacidad de razonar, para que el compositor de El Pesebre volviera a captar el pulso de la música, lo que sucedió a partir de que a su alumno norteamericano Alexander Schneider se le ocurriera aglutinar el sentimiento del mundo musical ante el retraimiento voluntário de Casals en protesta por la dictadura del general Francisco Franco en Espana y el posterior reconocimiento de ese regimen por las principales potências occidentales.
Aprovechando la cercania del bicentenário de la muerte de J. S. Bach en 1950, Schneider y un grupo de admiradores de Casals consiguieron que músicos y melómanos de todo el mundo se dirigieran hasta Prades para conmemorar la efeméride junto con el maestro de Vendrell, lo que le hizo salir de su aislamiento.
De solemnidad, gravedad, irreductibilidad en el compromiso ético, es el perfil que llega de Pablo Casals entre los años 1931 y 1957. Pero el ser humano guarda amplios registros que a menudo son una sorpresa para los extraños. Un dia aparece un testimonio impensable para su imagen de esos anos y asoma en el lector una sonrisa cómplice al conocerse otra conexión portuguesa de Casals en el âmbito amoroso.
Vinícius de Moraes dedicaba un poema en 1973 a três Pablos fallecidos ese ano:
Que ano más sin cri¬tério/, Ese del setenta y três.
Llevó para el cementerio/, A três Pablos de una vez.
Três Pablotes, no Pablitos/. -En tiempo, como en espacio,
Pablos de muchos caminos/: Neruda, Casals, Picasso...
A esos tres pablos los había conocido más o menos bíblicamente,según ella, una de las más populares actrices portuguesas de cine y teatro que dio el siglo XX, Beatriz Costa, la Clara Bow lusa nacida 1907. Bonita y menuda,con la perfecta de muñeca de porcelana y cuerpo mullido de muñeca de trapo, también vedette de music-hall y cantante, la picante e inteligente mujer, que al retirarse a princípios de 196O desarrolló una labor literaria de éxito, contaba en el segundo de sus seis libros publicados, Quando os Vascos eram Santanas, que a Pablo Neruda lo visitaba en los tiempos en que el Premio Nobel de Literatura era embajador de Chile en Paris; a Pablo Picasso le debía «a honra de ser apalpada por él em casa de la modista Elsa SchiapareIIi»;en cuanto a sus relaciones con Pablo Casals escribió:
...O casamento com mulher jovem era uma idea fixa en él. Quando quis casar comigo, já tinha bastante idade. Acabou por dar o seu nome ilustre a uma discípula sua de vinte um años.
Artigo - parte II (7) de ANA MARIA FÉRRIN editado na revista "HISTORIA16" de Dezembro

Guillermina se instalo en Oporto el período de 1939 a 1942 prácticamente completo. Se centró en su dedicación a la ensenanza y tareas de voluntariado en apoyo del Ejército britânico durante la Segunda Guerra Mundial.
Tenía sus propias recetas contra el aburrimiento y cuando la ausência de los auditórios se le hacía insoportable se fugaba a su manera cambiando la disposición de los muebles y renovando la decoración. En la faceta docente que desarrolló entre su vivienda de Oporto y la quinta de Os Cirassóes, en Barreiros da Maia, encontro lazos de amistad y complicidad con muchas de sus alumnas, que serían más tarde beneficiarias de su herencia, entre ellas Isabel Cerqueira de Millet, Pilar Torres y Madalena Sá e Costa. Esta última violoncelista sigue en activo a sus 90 anos en Portugal, donde es una figura altamente respetada. En referencia al abuelo de Madalena se guarda un recuerdo que ilustra la calidad humana de Guillermina. El 2 de abril de 1924 el músico Bernardo Moreira de Sá dejaba de existir De viaje desde Inglaterra y antes de partir hacia Espana con un largo contrato de conciertos que la llevarían a desplazarse por todo el país, ese mismo mês Guillermina hizo escala en Oporto para acompanar en sus últimos dias de vida a Bernardo Moreira de Sá, el maestro que había confiado en ella haciéndola formar parte a los 13 anos del cuarteto profesional de cuerda que él dirigia. En agradecimiento de aquella primera oportunidad y de su vieja amistad, Guillermina viajo expresamente para tocar unas suites de Bach junto ai lecho de su gran amigo.
Artigo - parte II (6) - de ANA MARIA FÉRRIN, editado na revista "HISTORIA16"de Dezembro

Guillermina contrajo el que seria su único matrimonio en 1927 con el doctor radiólogo del Instituto Pasteur de Portugal José Casimiro Carteado Mena. Estuvieron juntos hasta la penosa muerte del marido, que le llegó como resultado de una continua exposición a los Rayos X en sus largos anos de profesión en tiempos que aún se desconocía el alcance nocivo de las radiaciones. Después de sucesivas amputaciones de vários dedos y un brazo, no se consiguió atajar el mal y José falleció en 1949, un año antes que Guillermina.
Las cartas cruzadas entre ambos en ese mismo periodo nos hablan de complicidad y lealtad entre dos seres que se comprendían y respetaban. Lo demuestra que al partir en 1948 hacia Londres para someterse a una intervención con pocas esperanzas de éxito, Guillermina confio sus últimas voluntades a su marido, haciéndole saber que lo había nombrado beneficiário de una renta y que parte de sus joyas y accesorios personales los legaba a la hija de él, Maria Anna, y a su cuñada, Anna Mena. Para Guillermina después de la perdida de sus padres en 1932 y de su hermana entre 1948 y 1949 la desaparición del marido significó Ia soledad familiar absoluta. «Ahora estoy sola en el mundo», confesó a los íntimos.
Lãs frecuentes ausências de Guillermina por toda Europa, con largas estancias en Inglaterra alejada del marido, habían dejado espacio libre en Oporto para que algunas voces Ia tacharan de libertina, dando crédito a las habladurías propiciadas por el desdén de un determinado grupo social hacia ella, que la llamaba despectivamente a ingleza y que relacionaba a Guillermina con jóvenes amantes locales o foráneos, algo que pudo ser cierto. O no. En todo lugar existen seres que mientras más êxito y talento detectan en un compatriota con más ahínco se lanzan a su yugular procurando desprestigiarlo.
Se sabe que poco después de instalarse Guillermina en Oporto dos de esas damas se acercaron a ella en los salones del club social de la ciudad rogándole que aceptara ser la figura central de un concierto de benefícencia, a lo que ella accedió encantada de colaborar. Unos dias más tarde, al coincidir en un baile de dicho club, las mismas senoras le dieron la espalda fingiendo no conocerla, negándole el saludo. La violoncelista no se dio por enterada, pero memorizó el detalle para corresponderles como se merecían en el momento adecuado, que no tardó en llegar. Cercana la fecha del concierto, ya con el nombre de la intérprete utilizado como reclamo, las damas volvieron a visitarla para concertar los pormenores del acto y al entrar Clarinda en sus habitaciones y comunicarle la visïta, Guillermina adoptó la pose altiva, la conocida frialdad inglesa de la que se revestia cuando lo consideraba necesario, y le dijo a su empleada con la recomendación de que transmitiera textualmente el mensaje:
—«Madame» me manda decirles que no está.
Artigo - parte II (5) de ANA MARIA FERRIN, editado na revista "HISTORIA16" de Dezembro

A título íntimo se le conocieron a Guillermina varias relaciones amorosas durante su etapa londinense - se especuló sobre su amistad con el entonces príncipe de Gales-. La más seria y duradera fue con un conocido integrante de la aristocracia inglesa, el editor y empresário sir Edward Hudson. Incluso se llegó a publicar en la prensa británica de 1919 el inminente enlace de la pareja.
Son una buena colección de fotografias de esa época las que muestran a Guillermina en traje de baño en sus playas, paseando, haciendo equilibrios colgada de los aparejos de un barco hundido, mostrando las capturas de una jornada de pesca, encaramada en las almenas dei Castillo de Lindisfarne, propiedad de su prometido en la costa de Northumberland, siempre elegante por rara que fuera la ocasión.
Con motivo de su compromiso Mr. Hudson le regaló el Stradivarius de 1717 que aparece en el cuadro de Augustus John, un presente que Guillermina no le devolvió al romper su relación en 1919, como tampoco abandonaria el fastuoso apartamento en Queen's Anne Gate que le proporcionó el novio inglês. Ambos siguieron manteniendo vínculos de afecto y ai morir en 1937 sir Edward le dejó en su testamento una determinada cantidad de libras en aprecio a su valiosa amistad y a su música gloriosa.
Después de décadas de vivir prácticamente separados, los padres de Suggía se habían reunido a princípios de los anos 20 para residir juntos en la casa que su hija había adquirido para ellos en Oporto, en la Rua da Alegria n° 885, situada frente ai n° 665, donde la violoncelista instalaria más tarde su hogar definitivo. Augusto llevó con el a Felisbella Passos, una hija ilegítima que lo acompañaba desde hacía tiempo,y todos continuaron su vida a expensas de Guillermina.A cargo de la intérprete corrieron la manutención y el servicio de Augusto y Elisa, incluso algún gasto galante de un padre que llevó una vida revoltosa desde sus tiempos de músico y profesor del conservatório. Augusto era un caballero con fama de bohemio al que se tenía por un asiduo visitador de direcciones poco recomendables. Guillermina nunca llevó un control de gastos con sus progenitores; debía pensar que la diferencia entre sus propios honorários de 60.000 escudos por concierto contra los 20 escudos que pudiera ganar ocasionalmente su padre, ya retirado, tocando alguna noche en un cine o teatro le permitia proporcionar a sus mayores todos los caprichos que no disfrutaron en sus años más jóvenes, cuando se sacrificaron para que ella triunfase.
Augusto Suggía murió en marzo de 1932 a los 81 anos - esta fecha desmonta una leyenda, según la cual Pablo Casals había rescatado a Guillermina en Paris en 1906 de la mala situación en que se encontraba al quedar huérfana de padre -. Su fallecimiento fue un duro golpe para la artista, que se consideraba muy cercana a el . Y, en octubre de ese mismo año, cuando aún no se había repuesto de la perdida, moría Elisa, su madre.
La desaparición de ambos no modificó la generosidad de Guillermina para con su hermanastra Felisbella. De forma documentada le dejó en su testamento el querido violoncelo de su infância, en agradecimiento por los cuidados que la joven había tenido con Elisa y Augusto mientras Ia intérprete cumplía sus compromisos por Europa. Fuentes allegadas van más alia y aseguran que adernas del violoncelo Felisbella recibió una dotación económica, lo mismo que su empleada y confidente Clarinda, unos legados quizá ocultos bajo las disposiciones del párrafo donde Guillermina encargaba a determinada persona que diese destino conforme «as instruções que de min tenha recebido» a ciertos valores que poseía en Londres.
Artigo - parte II (4)- de Ana Maria Férrin, editado na revista "HISTORIA16" de Dezembro

En la capital inglesa residió Guillermina por espacio de muchos anos, integrada en un ambiente afín a su temperamento, que tantas veces fue definido como británico. Sus êxitos en el Reino Unido expandieron su contratación por toda Europa y la popularidad de que gozó entre los súbditos ingleses la confirma el hecho de que los primeros años de su estancia no llegó a tener un hogar propio en Londres, ni le fue preciso reservar habitación en un hotel, pues numerosos amigos se anticipaban a invitarla a sus residências cada vez que la artista regresaba de cumplir sus compromisos en el continente.
Sus actuaciones cruzando Europa fueron numerosas en esa época y más vale remitir a los estudiosos hacia las hemerotecas que guardan las crónicas de sus éxitos, de Budapest a Sevilla y de Estocolmo a Lisboa. Sus relaciones sociales abarcaban realeza y aristocracia, músicos de renombre, políticos. El Prémio Nobel de Ia Paz y ministro inglés Joseph Austen Chamberlain declaraba en una entrevista a propósito del poco sentido musical que había en él:
... Una vez se abrió por un instante para mi esa cortina que permite sentir el placer de Ia buena música. Fue cuando escuché tocar a «Mme.» Suggia y casi llegué a pensar que podia existir en mi alguna música. Pêro después de oírla esa cortina volvió a cerrarse quedándome de nuevo en la oscuridad.
En la revista Times and Side el periodista Christopher St. John dedicaba una crónica a Ia actualidad musical londinense con una larguísima crítica a Guillermina que finalizaba con las siguientes palabras:
...Después de que «Mme.» Suggia ejecutara en Wigmore Hall la obertura de Ia «Sonata de Brahms para violoncelo en Fa Mayor» yo no hubiera corrido por ahí fuera aunque otros diez conciertos hubieran exigido mi atención... Había tanta expresión en aquel primer fraseado desde los primeros compases que los asistentes sentíamos que estábamos ante el perfil de Brahms, lo cual siempre es tremendo, lo mismo que su colorido. Estoy feliz a todos los niveles por ser Suggía quien me parece la mayor de todos los violonchelistas. Casals es tecnicamente igual, mas su interpreíación no me prende con el mismo jovial entusiasmo que Guillermina Suggía.
Arturo Rubinstein después de tocar con ella declaro al Aberdeen Press and Journal el 25 de octubre de 1926:
...La admiración y el interés más encendido de la noche se reservaron para la interpretación de la señora Suggía.
Y uno de los momentos cumbres de su carrera Io consiguió Guillermina tocando en diciembre de 1932 en Londres ante una audiência de 10.000 personas en el concierto conmemorativo dei 65° aniversario de la esposa del rey Jorge, la reina Mary, en el Royal Albert Hall a beneficio del Fondo de Asistencia a los Músicos.
La escritora Virgínia Wolf y la pintora Dora Carrington, integrantes del grupo de Bloomsbury, la nombraron ellas mismas, o sus biógrafos. La primera dijo:
...Quizás consiga algunas horas de puro placer escuchando a Suggía, porque deseo su música para estimularme e inspirarme...
La segunda afirmó:
...Un incentivo de mi vida londinense es oir una sonata de Bach tocada por «Mme.» Suggía en Aeolian May.
Artigo (PARTE II - 3 -) de ANA MARIA FÉRRIN, editado na revista "HISTORIA16" de Dezembro.

Para Pablo Casals romper su convivência con Guillermina Suggía en 1913 llevó aparejado el distanciamiento con muchos de los amigos frecuentados hasta entonces, incluso su vida profesional quedó afectada. La relación de sus actuaciones durante ese año apenas contiene una densa gira otoñal por la que el llamaba la tierra triste de Rusia, finalizada a mediados de diciembre en Moscú con un concierto dirigido por Rachmaninov.
En Gran Bretaña, desde que Casals pisó su território por primera vez, nunca había encajado muy bien entre Ia sociedad inglesa, ésa es una realidad a la que el se refirió a menudo. Sin existir en principio un motivo concreto, si se pasa revista a sus íntimos de esas islas veremos que solo Donald Francis Tovey era inglês de nacimiento; precisamente Tovey, que había sido el desencadenante de su ruptura con Guillermina. Por el contrario, Inglaterra era para la violoncelista su habitat natural y una vez establecida en esa tierra, trás su etapa con el músico de Vendrell, Donald Tovey se convirtió en su principal apoyo, el admirador y amigo íntimo que le proporcionó buenos contactos en aquel país puntero en cuanto a oportunidades musicales, y la presentó a los miembros influyentes de la alta sociedad britânica. De ahí que Casals no quisiera correr el riesgo de encontrarse a los dos en la intimidad de algún salón londinense, circunstancia que le sucedió alguna vez. Guillermina había retomado una actividad imparable al separarse de Casals. Un recorrido por las críticas musicales de Ia época muestra frases irrebatibles para definir los recitales de Ia violoncelista portuguesa, como Ia siguiente:
Un ideal de perfectión estilística y musical... Guillermina. «The Queen of the Cellists».
Sus actuaciones llevaban el marchamo de algo irrepetible. lmpecable, desarrollaba sus recitales con un despliegue de sutiles pianísimos, transformados a su placer en los agresivos pasajes graves, rápidos o agudos, tradicionalmente asociados a la fuerza de un varón, según afirmaban los entendidos. A la vez Guillermina Suggía dominaba el juego de la sofisticación.
La Suggía, el cuadro pintado por el artista galés Augustus John,que hoy puede contemplarse en la Tate Gallery de Londres, donde está considerado una de sus joyas, es una tela impactante que no deja indiferente a quien la observa y despierta los sentidos mostrando a la llameante mujer en todo su esplendor. Para comprender varias características del sorprendente retrato, los brillos que se deslizan por el barniz del instrumento y el vestido hasta posarse en la piel de la intérprete y los pliegues del cortinaje, se hace preciso acudir a los apuntes que la misma Guillermina publicó con motivo de la primera exhibición de la obra en los que explica como llevó a cabo Augustus John su realización.
El artista hizo que la modelo se colocara encarada hacia la izquierda de la habitación - vista desde la óptica del espectador -, donde un ventanal ocupaba buena parte de la pared, escogiendo los dias soleados para pintar y de ellos sólo las horas de máxima luz. El sol traspasaba el cristal y le daba de lleno en el rostro deslumbrándola, por lo que de una forma natural ella echaba hacia atrás el cuello girandolo hacia el hombro derecho y cerraba los ojos, acentuando la sensación de arrobamiento. Empezó su posado vestida con un traje dorado escogido por el pintor, pêro al comprobar que atrapaba demasiado Ia luz, un dia de repente el artista decidió cambiarlo por otro blanco. Tampoco ese color conseguia expresar el tintineo, la pasión que buscaba destacar en la violoncelista. La pureza del tono prestaba a la modelo un aire angelical, todo lo contrario del fuego que John deseaba transmitir, por lo que finalmente pidió a Guillermina que lo sustituyera por uno rojo, que esta vez si fue el definitivo.
Ese retrato, La Suggía, contiene un movimiento de brazos y manos tan vivo que el observador no se sorprendería si de pronto brotara la música, eso y el batir de una falda a la que casi puede oírsele crujir la seda fueron efectos conseguidos para una Guillermina que a petición del pintor no dejó de interpretar a Bach todo el tiempo que duraron las sesiones. Cadencia y medida. Mientras pintaba John tarareaba la música con ojos de travesura. Y cuando un toque de pincel lo dejaba especialmente satisfecho empezaba a caminar por el estúdio, apoyándose en la punta de los pies, azogado, como si danzara. Ella lo veia de reojo y tenía que esforzarse para contener la risa. El contrasentido de una modelo a la que se le pedia que no dejara de moverse fue el mecanismo que empleó Augustus John para, retocando continuamente la pintura, congelar el instante mismo de una determinada presión de los dedos sobre una cuerda más o menos tensa del violoncelo. O jugando con el brazo, el arco y el mástil acechar y atrapar los três elementos formando un triângulo casi perfecto con el nacimiento del cuello.
Las sesiones de dos horas se alargaron otras dos en muchas ocasiones con entreactos que ambos aprovechaban para comer juntos y mantener una charla. Augustus John era todo lo contrario de su hermana Gwen, solitária y mística,amante dei escultor Auguste Rodin y también pintora. Guillermina dejó escrito que John era un hombre ameno, mordaz y sarcástico, y el «todo Londres» dejó extender el rumor de que entre el pintor y Guillermina, ambos alrededor de la cuarentena, había surgido un romance.
Artigo (PARTE II - 2 -) de ANA MARIA FÉRRIN, editado na revista "HISTORIA16" de Dezembro.



Na próxima semana começaremos a publicar a segunda parte do artigo de ANA MARIA FÉRRIN, editado na revista "HISTORIA16" de Dezembro

Los años cicatrizaron la ruptura, con matices, y sus encuentros posteriores fueron escasos. En los anos 20 Casals actuaron juntos tres temporadas con la Hallé Orchestra, pero solo se vieron cara a cara al coincidir en un vagón de ferrocarril en la estación de St. Pancras en 1923. Casals camino de Manchester, Suggía viajando hacia Leicester para dar un concierto con Malcom Sargent y ella, que se encontraba en un gran momento de popularidad por sus conciertos y por el éxito de la exhibición del cuadro de Augustus John, con una gran seguridad en si misma le dijo que esa noche tocaria «como una diosa».
En 1924 Casals actuó en Inglaterra y Guillermina acudió a oírlo en un concierto de Dvorak. Casualmente coincidieron después en un restaurante, Guillermina con su madre y él acompañado de un amigo. Se sentaron juntos y hablaron largamente, «observados morbosamente por todos los clientes, que nos conocían de vista y sabían la historia. Pablo no había estado bien en Londres, pero volvi a verlo en Manchester y allí tocó maravillosamente», le contó la artista a su amigo Vianna da Motta en una carta.
Lo que Guillermina no sabia era que al sentarse ella en la primera fila y verla Casals después de un largo tiempo de alejamiento, el intérprete sufrió una gran impresión poniéndose más y más rígido a medida que avanzaba el concierto hasta que un calambre lê agarrotó una mano.
Otra ocasión de cruce de sus vidas, sin encuentro personal, se produjo ai sustituir Suggía a Casals en 1931 cuando él tuvo que anular un concierto para la BBC por una emergencia familiar.
Guillermina, del germánico «la que protege en firme libertad», fue una figura indiscutible del violoncelo en toda Europa. En Inglaterra tocó con la Royal Philarmonic Society, la State Simphony Orchestra, la BBC Simphony Orchestra, la London Simphony Orchestra. Sus recitales en el Royal Albert Hall o en Wigmore Hall provocaban raptos críticos como este:
Oírla es como apresar la expresión musical de un puma en las florestas sudamericanas, esplendidamente flexible, vigorosamente graciosa, dibujando una pasión durmiente hasta que llegada al clímax toda su brillante inteligencia salta y consigue su fín. Es altamente excitante.
(Brighton Herald, 8 de diciembre de 1934].
Guillermina fue reconocida, adernas de por su talento interpretativo, por ser una innovadora de la puesta en escena. Sabia instintivamente que la musca debe abrirse camino a través de todos los sentidos posibles, desplegando la imaginación hacia un mundo de belleza global y para ella en ese concepto cabia todo; crear la ilusión de un paisaje idílico y un fondo decorativo que rimara con los cortinajes y el traje del músico, lograr una depurada estética en la posición y los movimientos del intérprete, buscar la elegância sensual en las ropas coordinadas con el calzado. Ella misma disenaba su peinado subrayándolo con un cuidadoso maquillaje que acentuaba sus ojos rasgados.
El cuidado de las manos, el tono rojo de sus lábios y sus unas, todo era supervisado, coordinado por la artista para crear un ambiente que predispusiera al espectador a sumergirse en un baño de armonía propiciado por l música.
No seria un detalle nimio el que Suggía poseyera un atractivo rostro nefertiano y contara con un buen par de piernas enfundadas en seda, de las que mostraba parte de los tobillos durante sus recitales calzando zapatos sofisticados que se convertían en un referente de moda, asomando por el borde de unos trajes de gala que todos creían confeccionados por famosas firmas de alta costura cuando a menudo salían del sencillo taller de Cla
rinha, la costurera de Leça da Palmeira en la Rua Direita.
El atelier estaba situado en una casa que aún existe, allí las oficialas y aprendizas vivían la excitación de ver aparecer cada verano a la famosa y elegante Suggía portando los más atrevidos sombreros y accesorios.
La casa que solía alquilar cada verano en la Rua Nogueira Pinto de esa localidad costera sigue en pie, como casi todos los edifícios que puntuaron su
vida.Y felizmente este ha llegado hasta nuestros dias en perfecto estado.
* Las fotos para este reportaje
son de varias procedencias porque
existen multitud de copias de una
misma imagen en poder de diversos
propietarios. El principal reconoci-
miento para el presente trabajo se
deberá a Elisa Lamas, Isabel Millet y Virgílio Marques"
Artigo - parte 11 - de ANA MARIA FÉRRIN, editado na revista "HISTORIA16" do passado mês de Novembro
Nota de VM- Infelizmente a casa que Suggia manteve arrendada durante muitos anos em Leça da Palmeira está - como a quinta dos Girassóis em Barreiros da Maia e a casa da Rua da Alegria 894 que Suggia comprou para os pais - num estado de ruína quase total. A informação incorrecta deve-se ao facto de ter sido publicada em tempos no blog uma fotografia da casa errada.
Pelo facto pedimos as nossas desculpas

Por su parte, Guillermina Suggía tuvo al principio de su ruptura algún intento de silenciar el nombre de Casals de su biografia, con especial hincapié en dejar bien claro que musicalmente se hablaban de tu a tu, evitando mencionar que de nina ella fue alumna del maestro catalán y que cuando se unieron el tenía un cachet muy superior al de ella. Jamás volvió a nombrar a su antigua pareja a título personal, pero si se refirió a el como músico.
En abril de 1920, en un largo artículo para la revista Music & Letters, después de hacer un duro repaso al mundo musical eligió el nombre de su antigua pareja para extenderse en largos párrafos sobre el que considera el violoncelista ideal, el más dotado y exigente, Pablo Casals:
...Me veo forzada a mencionar un nombre que, en opinión de todo el mundo, es el que destaca preeminente entre los violonchelistas vivos. Ese nombre es Pablo Casals. No trazaré su biografia, pero si diré algunas palabras acerca de su trabajo y de su inmenso valor para la generación venidera de violoncelistas... Casals tocó todos los instrumentos orquestales entre los 5 y los 12 anos y solo después de conocerlos todos se decidió por el violoncelo... Revolucionó todas las escuelas de violoncelo créando una técnica nueva que abrió Ias puertas a todas las posibilidades de este instrumento, haciéndolo capaz de la más pura expresión musical...
El descubrió que para sentarse bien y sen tirse seguro con el violoncelo, colocando el arco sobre las cuerdas y utilizando la posición corporal correcta, no era necesario contorsionarse... Ejecutaba su trabajo artístico de tal modo que su cuerpo se adaptaba con naturalidad a las formas y movimientos correspondientes, siendo así capaz de armonizar aquello que los franceses llaman «l'esthétique» con su técnica y su sentimiento musical...
Veintitres anos más tarde sus respuestas a una entrevista tenían un tono diferente:
...Que pena que Casals no pueda venirahora a Portugal. La crítica nos colocó siempre cara a cara en una equilibrada confrontación de valores. Pablo Casals me considera la mayor violoncelista del mundo y solo me queda pagarle con la misma moneda. Seríamos, en ese caso, dos glorias peninsulares, como si el destino se hubiese encaprichado de que el y yo naciésemos en naciones vecinas del extremo occidental de Europa...(The Violoncello, 12 de enero de 1943].
Artigo - parte 10 - de ANA MARIA FERRIN, editado na revista "HISTORIA16"
de Novembro passado

De poco les sirvió un breve intento de reconciliación vivido por la pareja entre marzo y junio del año siguiente a raiz del concierto que Emmanuel Moor había escrito para ellos y que tenían comprometido en Paris. Una pieza que, por cierto, guardaba la línea más importante para ser ejecutada por Guillermina, lo que debió reavivar el problema de su convivência. En julio Casals dejaba de nuevo la capital francesa para veranear en su casa junto a la playa de San Salvador y Guillermina atendia la invitación de su hermana Virgínia y su cuñado el editor Pichón para que les acompañara a Brive-la-GailIard hasta el otoño.
Al año siguiente, 1914, la violoncelista de 29 anos se instalaba en Londres dispuesta a empezar un nuevo capítulo y por primera vez en su vida sin nadie a quien rendir cuenta de sus decisiones profesionales ni personales.
En el Museo Casals de San Salvador que hoy ocupa la antigua mansión del músico, una fotografia de madre e hijo reposando cada uno en su hamaca podrían reflejar la tranquilidad en que quedo la casa trás la partida de los huéspedes aquel verano de 1912. Guillermina ofrece otra imagen tumbada en un banco junto al lago de Aix-les-Bains, su rostro y toda su figura parecen gritar de alegria por la libertad recobrada.
De Pablo Casals existen biografias autorizadas que simplemente excluyen de sus páginas el nombre de Suggía. En otras se hace patente, que si un escritor decide escribir sobre un protagonista real podrá escoger entre varias posturas, pero la menos aconsejable es la de permanecer arrodillado escribiendo al dictado, ya que eso obligará al escritor a ir rebajando, cuando no desprestigiando, a aquellos personajes que no resulten gratos al biografiado o a su entorno.
En tono apologético para Casals transcurre una de esas primeras biografias, lo que no tendría más importância que un cuestionable ejercicio de estilo si no fuera porque de esa obra, de esos párrafos sobre Guillermina se ha nutrido médio siglo de perfiles biográficos con datos descalificativos para la intérprete portuguesa en un intento de desacreditarla. El autor confiesa que como Casals había quedado herido con la relación nunca quiso hablarle de ella y tampoco quienes lo rodeaban quisieron informalo, todos callaron. Cuenta que sólo encontró a alguien dispuesto a transmitirle que Suggía «era una criatura de historias, de intrigas, de aventuras». Y con esos mimbres el autor construyó un retrato desfigurado de la violoncelista que ha servido para ser copiado y traducido y trasladarse a otros libros una y otra vez.
Del mismo modo ignoran la presencia de Guillermina en la vida del maestro algunas reseñas biográficas exportadas desde Puerto Rico, la residência de sus últimos 16 años, la pátria de su madre y de su última esposa y donde la figura de Pablo Casals es reverenciada hasta el punto de haberse convertido en un icono musical y turístico.
Artigo - parte 9 - de ANA MARIA FÉRRIN, editado na revista "HISTORIA16" de Novembro passado

Para los dos, Casals y Suggía, revisando la documentación existente queda claro que fueron el uno para el otro parte importante de sus vidas. Si la ruptura se produjo por celos profesionales [se guardan críticas de la época donde alaban a Suggía por encima de Casals], serían ciertas las informaciones según las cuales el maestro tarraconense llegó a esconder los instrumentos de su pareja para que ella no pudiera ensayar, y auténticos los rumores de que Guillermina estaba harta de una relación que asfixiaba sus proyectos. Si por el contrario, como afirman testigos muy diversos, los motivos fueron pasionales, resultarían creíbles los testimonios de que Casals se enzarzó en una pelea con el pianista y compositor inglês Donald Frances Tovey al encontrarlo, según metáfora de la época, «en plena transgresión» con Guillermina.
Pero existen otras interpretaciones del suceso. Tovey tenía la edad aproximada de Casals, había tocado a los 18 anos con el gran violinista Josef Joachim y de esa colaboración había partido un espaldarazo que lo llevó a ser conocido en Inglaterra, añadiendo su gran talento interpretativo, casi malabarista. Entre otras cualidades era capaz de memorizar partituras de una gran complejidad y del grosor de un libro, tocarlas y volverlo a hacer al revés, de atrás para adelante. Hijo de un clérigo, entró a los 12 años en la escuela privada de Sophie Weisse, dejado en sus manos, y a partir de entonces toda su vida estuvo programada por esta mujer que, posiblemente por temor a perder su ascendência sobre él, lo apartó de las relaciones normales de niñez y juventud, lo que contribuyó a un cierto autismo en su carácter, incapacitado normalmente para comunicar y comprender los sentimientos. Tovey llegó aquel verano de 1912 a la casa construída por Casals en el pueblo tarraconense de Sant Salvador con su Sonata para dos Chelos, compuesta especialmente para Casals y Suggía. Era la segunda invitación, el ano anterior había tenido que suspender el viaje por una epidemia de cólera en Barcelona. Poco antes el músico británico había concluído el exótico encargo de una Marcha Nacional para el sultán de Zanzíbar y los amigos bromeaban con él recibiéndolo con plumeros y colchas a modo de mantos. En el chalet se encontraban hospedados el pianista Mieczyslav Horszowski y un flamante Enrique Granados con su esposa Amparo celebrando el êxito de su obra Goyescas.
A mediados de septiembre de 1912 Donald Tovey recibió la noticia de que su padre, el reverendo Duncan Tovey, se encontraba gravemente enfermo. Muy sensibilizado por la noticia y antes de partir para Inglaterra, el músico intensifico Ia buena relación con Guillermina e intimó amigablemente con ella, que se sinceró con el músico confiándole un determinado problema íntimo existente en su relación con Casals.Tovey intentó mediar entre la pareja hablando con Casals y posiblemente, sin ser consciente de su inoportunidad, mencionó un cierto tema de índole sexual que provocó en Casals una violenta explosión de celos.
Situándonos en el rigor se trata de un terreno en el que solo pueden hacerse conjeturas basadas en confidencias ajenas, porque ninguno de los dos, Casals o Suggía, se refirió nunca a verdadero motivo que los llevó a la ruptura. Se sabe que el maestro regresó a San Salvador después de un viaje antes de lo previsto por GuiIIermina, y que aquellas vacaciones acabaron bruscamente volando la vajilla y empuñando Casals un revólver que no se llegó a disparar. Mientras Casals se quedó en su casa de San Salvador con su madre y sus hermanos, Tovey partió para Londres y Guillermina fue Paris, pero no acudió al hogar común de Villa Molitor, sino que prefirió quedarse en otra dirección a la espera de ver como se resolvia el episódio.
Artigo - parte 8 - de ANA MARIA FÉRRIN, editado pela revista "HISTORIA 16" de Novembro passado

Allí empezaron sus desventuras. Perdida la beca, al dia siguiente partían animosamente los Casals hacia Paris para continuar los estúdios en medio de un invierno terrible, Pablo esperanzado con encontrar un trabajo que les costeara la vida y las clases. En aquellos dias, felices años del can-can y el Moulin Rouge, el estudiante se enteró por un amigo del concurso para una plaza de violinista que celebraba el Folies-Marigny, un teatro de vodevil. Pablo se presente y se hizo con el puesto. Pero cuando parecia que la vida se encarrilaba, el joven de 19 anos contrajo una disenteria complicada con hemorragias intestinales que los médicos no acertaban a tratar. Entre el frio y la mala alimentación el músico no se recuperaba.
Un dia la madre tomó una decisión que dejó perplejo a Pablo:
— Yo miraba asombrado a mi madre mientras me decía: «Volvamos a Barcelona, es lo mejor que podemos hacer, no te convienen estos inviernos tan rigurosos» - recordaba Casals en la entrevista de José Corredor-. Mi madre se había cortado su magnífica cabellera por mi, vendiéndola por un poco de dinero para ayudar al viaje de vuelta a Barcelona! Lo hizo así, con toda sencillez, sin gritos ni lamentaciones, aunque para ella suponía el fin de un sueño.
En 1897 el imán que atrae la buena o la mala suerte aguardaba a Pablo en Barcelona bajo su aspecto más favorable, a partir de entonces su carrera iria de triunfo en triunfo. Con semejantes antecedentes, al coincidir tiempo después en Paris era indudable que Pablo Casals y Guillermina Suggía hablaban un mismo idioma, ambos sabían el valor del bienestar y el esfuerzo que cuesta llegar a el cuando no se posee más capital que ilusiones y una buhardilla alquilada.
Qúantas veces volvieron a encontrarse Casals y Guillermina en la ciudad del Sena, donde residia el músico por esas fechas antes de hacerse pública su relación? El ano 1905 fue en el que Casals alquiló Villa Molitor, una casita con jardín, el n° 20 de un total de 25 chalets situados en el barrio de Auteuil. Guillermina cumplía 20 anos, Casals 29. Surgió ia circunstancia subliminal de una postal enviada por ella a su benefactor y amigo António Lamas comunicándole que en breve daría una serie de conciertos con el violoncelista Casals. La postal es la reproducción de una tela de Van Dyck mostrando al príncipe Guillermo y a Maria Estuardo tomados de la mano. Al año siguiente ya hay constancia de una vida en común de ambos músicos en el chalet francés, pero pudo iniciarse tiempo atrás. A ese respecto existen contradicciones de fechas y el dato nunca ha sido muy preciso.
Las fotografias de la pareja durante su primera época parisina llevan todas un marchamo: Joie de Vivre. Amor, música, viajes, reuniones con amigos. La mayoría eran músicos que acudían al chalet con sus instrumentos para organizar saraos privados tocando juntos las piezas que se lês antojaban, cantando, comiendo, bebiendo, lejos de empresários y de las presiones de escenarios y público. «La banda de los ladrones», como gustaban llamarse a si mismos, artistas de talento que luego vieron inmortalizados sus nombres, se apiñaban en el salón o en el pequeno jardín. Unas veces Pablo y Guillermina se muestran en las fotos con la excitación de montar en automóvil, nadar, jugar al ténis. Otras aparecen más relajados, ella cose, el pule sus violoncellos, donde brilla la esmeralda regalada por la reina Ma Cristina de España que Pablo hizo engarzar en un arco.
H. L. Kirk describía así a GuiIlermina en su biografia de Pablo Casais [1974]:
Suggia no era una belleza a la manera clásica, pero resultaba fascinante con su tez clara, aceitunada, enmarcada por una espléndida cabellera muy negra, a juego con sus ojos. Su risa era alegre, explosiva, y centraba Ia atención en cualquier reunión. Exuberante y atractiva, poseía una mente rápida y un espíritu independiente con gustos bohemios que Casals no aprobaba. Desde el principio de su relación Suggia demostró a Casals su impredecible y temperamental carácter.
Ella aprobaba la vanguardia, él preferia a los artistas más conservadores. Si más adelante Pablo Casals condensó su vida con Guillermina en la frase «con ella viví el episódio más cruel e infeliz de mi vida», puede que ese sufrimiento se gestara durante aquellas alegres reuniones donde la veta fascinante de Guillermina con los hombres mostraba sus inicios. Amigos que le pedían más solos a ella que a Casals, mientras la intérprete se hacía de rogar entre risas, y los compañeros insistían, y ella más risas corriendo a esconderse hasta que ellos la encontraban. Alegria de vivir, travesuras de mujer que recobraba su infancia perdida de niña agobiada por la estricta disciplina de un instrumento implacable. Aun así, abundantes testimonios cuentan que durante anos estuvieron muy unidos, Casals corria a encontrarse con Guillermina tras cada actuación y si estaba previsto que su ausencia durara más tiempo ella lo acompañaba, lo que lógicamente debió estancar su propio desarrollo profesional que tan bien había empezado. Las fotos primeras nos los muestran siempre con llas manos unidas o apoyados uno en el hombro del otro.
Todo parece indicar que Suggia y Casals no llegaron a casarse. Se sabe que el maestro la pidió en matrimonio y que al parecer fue ella la que no consintió. No obstante, los dos provenían de famílias católicas y conservadoras y ésa pudo ser la causa de que ambos escribieran a los íntimos contando que se habían casado y refiriéndose desde entonces el uno al otro como marido y mujer. De ahí que en diversos programas de los principales centros musicales europeos se refirieran a las actuaciones de los dos como un matrimonio. En su History of the Violoncello el doctor Lev Ginsburg escribía sobre los recitales dados en Moscú en noviembre de 1908 por la pareja:
Pablo Casais y su esposa Guilhermina Suggia ofrecieron su concierto para dos cellos en el Moor Concerto.
Artigo - parte 7- de ANA MARIA FÉRRIN, editado na revista "HISTORIA 16" de Novembro passado

Su predestinación a encontrarse abarca vários niveles, eran dos vidas de arranque muy similar. La madre de Casals, Pilar Defilló, era una joven portorriqueña nacida en Mayagüez de família catalana, cuyos padres habían conseguido una posición cómoda en la isla hasta que, posiblemente por causas políticas, el padre y el hermano mayor se suicidaron y la madre decidió volver a España en 1860 con los dos hijos más pequenos de los ocho que había tenido. Los três se establecieron en Vendrell y Pilar empezó a estudiar piano con Carlos Casals, el organista de la Iglesia de Santa Anna, con quien acabó casándose.
El padre de Guillermina, el violoncelista y profesor del Conservatório de Oporto, Augusto Jorge de Medina Suggía, tenía ascendência italiana y española. Los dos personajes tuvieron mucho que ver en los éxitos de sus hijos, buscándoles contactos, empujándolos y alentando sus ilusiones cuando la precariedad en movimientos de avance y repliegue amenazaba con asfixiarlos. Si Augusto Suggía abandonó su puesto de profesor para sostener el proyecto de futuro de su hija de 16 anos en un país extranjero, Pilar Defilló, la madre de Pablo Casals, también aportó su vena audaz dejando solo a su marido en VendrelI y partiendo con sus tres hijos, Pablo de 17 anos y dos muy pequenos, el menor aún de pecho, hacia Madrid para solicitar ayuda a la família real con una carta de presentación del compositor Isaac Albéniz. La escasez pasada por los Suggía no puede compararse con la miséria en su grado más grave sufrida por la señora Casals y sus tres hijos en la capital francesa.
En declaraciones a J. Mª Corredor, Pablo Casals recordaba emocionado la llegada al Palacio de Oriente con los tres miembros de su família que lo acompanaban aquel invierno de 1895. Mientras Pablo tocaba una composición propia al piano, su hermanito Luis correteaba por la estancia y Enrique, el bebé que hacía el número 11 de los hijos del matrimonio Casals-Defilló, lloraba a todo pulmón porque tenía hambre y su madre no se atrevia a amamantarlo en aquel marco... hasta que la infanta Isabel, la Chata, los acompañó a un lugar reservado y la madre pudo alimentado.
Igual que sucedió con GuiIlermina, Pablo Casals obtuvo una beca de la Corona de su país para Madrid y Bruselas, siempre acompanado por su madre y sus hermanos, lo que fue desastroso para la relación de los padres. El esposo no comprendía lo que el llamaba la locura de mi mujer, de acá para allá con los três hijos supervivientes del matrimonio, de Madrid a Bruselas, de Bruselas a Paris, trabajando de costurera para sobrevivir y gastándose los escasos ahorros de la família, que poco a poco iba enviándole el marido.
En Bruselas Casals reaccionó con una gran dignidad ante las burlas del profesor del conservatório, Edouard Jacobs, quien sin motivo alguno el primer dia de clase le hizo pasar un largo rato de humillación con sus sarcasmos, provocando las contínuas carcajadas de los alumnos:
— Bien, ahora escucharemos a «le petit espagnol...». Parece que estamos ante un muchacho que lo sabe todo, debe ser un individuo extraordinario! El gran artista no ha traído su violoncelo y tocará con cualquier instrumento. Qué sublime!
Tragándose la rabia, Casals tomó el chello prestado y tocó como nunca lo había hecho dejando paralizado al auditório. Guando acabó, el silencio era general y el profesor le pidió que lo acompañara a su despacho y le dijo:
— Si está dispuesto a ingresar en mi clase le prometo, contra todas las ordenanzas del Reglamento, que este ano le concederemos el Primer Premio del Conservatorio.
A lo que Casais contestó:
— No señor, usted me ha vejado y no me quedaré aqui ni un minuto más.
Artigo - parte 6 - de Ana Maria Férrin, editado na revista "HISTORIA 16" de Novembro passado

Al ir espaciando su hermana las actuaciones, en lo sucesivo Guillermina compartiria sus recitales con pianistas cada vez más notables. Tocaria junto a George Reeves, Gerald Moore, Harold Bauer, Ernestina da Silva Monteiro y Arturo Rubinstein, entre una larga serie de concertistas de primera fila.Y una y otra vez, vuelta a Paris, vuelta a Pablo Casals.
Quando la precoz Guillermina conoció a Casals tenía 13 anos y ya era la violoncelista principal de la Orquesta de la Ciudad de Oporto y uno de los integrantes del cuarteto de cuerda de Bernardo Moreira de Sá. Ese verano de 1898 Casals estaba contratado en Portugal por el Casino de Espinho para amenizar las cenas, los bailes, las veladas de juego, como parte de un sexteto de cuerda con el compromiso de que un dia a la semana él actuaría como solista. De la misma manera que le había sucedido en Barcelona cuando interpretaba solos en el café Tost dei barrio de Gracia, se difundió por Porto y los demás círculos portugueses el prestigio de sus excepcionales recitales y personalidades de todo tipo acudían a escuchar al músico de Vendrell. Los reyes de Portugal, don Carlos y dona Amélia, tuvieron noticia de su presencia y lo invitaron a dar un recital en su Palacio de Lisboa.
No se sabe donde se enteró Augusto, el padre de Guillermina, de la presencia de Casals, si concidieron ambos en el Casino de Espinho o en algún salón privado. Lo único cierto es que después de escucharlo y de confirmar la categoria de sus nuevas técnicas de digitación y posición que lograban una sonoridad de calidad única, el padre de la adolescente acordó con Casals que diera lecciones a su hija durante el tiempo que durara la estancia del músico español en Portugal. Por espacio de varias semanas la menuda Guillermina y su padre cargaron con el violoncelo y las partituras, recorriendo en tren los 18 kilómetros que separaban Espinho de su lugar de residência, Oporto.
En 1903 la concertista volvió a coincidir con Pablo Casals en Leipzig como solista de la Gewandhaus Orchestra y convertida en una espléndida mujer de 18 anos, llamada, en opinión del ambiente musical alemán, a convertirse en una celebridad. A partir de ahí de una u otra manera sus vidas quedarían unidas hasta 1913.
(Artigo - parte 5 - de ANA MARIA FÉRRIN, editado na revista "HISTORIA 16", em Novembro passado)

Dejando aparte el cariño que se profesaron las dos hermanas hasta el final de sus días, Virginia no debía sentirse feliz con tanta carga y acabó por irse a vivir sola a la zona de Ribeirinho, en Matosinhos. Más adelante también ella recibió una Beca de Ia Corona y viajó a Paris a estudiar en su conservatório con el profesor y compositor Louis Diémer. En una actuación conoció al influyente editor León Pichón, que se convertiría en su marido y los salones de su residência serían considerados en poco tiempo de los más elegantes de Paris. El piano quedaria en un segundo plano a plena satisfacción de Virgínia, las cartas de esa época a su família son una continua alabanza de la vida doméstica y los viajes sin trabajar, solo de placer, al tiempo que bendice la suerte de tener un marido que la cuide. Incluso la novedad de disfrutar en el hogar de un nuevo electrodoméstico, el aspirador, le resulta un motivo más interesante para comentar con su familia que la música.
Elisa no parecia apreciar mucho el talento de su hija Virgínia. En una ocasión recibió una carta suya en la que la jovén le contaba el gozo de un viaje con su reciente marido por el sur de Francia. En ella Virgínia enviaba unos párrafos para su hermana aconsejándole el matrimonio, porque «el amor es mejor que la música y no vás a estar toda la vida con el violoncelo en la mano». Quando la recibió la madre le hizo llegar el recado a la hija menor, pero desechando para Guillermina la perspectiva de una boda, algo que, según creia, estaba bien para la gente común (entre ellas Virgínia), pero los elegidos debían tener otras metas:
...Porque una artista como tu, Guillermina, pensaria de la misma manera? Lo que tu posees es muy raro, mientras que lo que ella tiene [un marido] cualquiera lo puede tener...
Las atenciones de Julius Klengel con Guillermina fueron contínuas aquel período de 1902. En un dueto llevado a cabo por ambos ante profesores y alumnos del Conservatório, fue criticada la actitud del profesor, que cedió a su alumna la parte del primer violoncelo poniéndose él en un segundo plano.
— Ya soy viejo y empieza mi declive - les contestó con firmeza a los músicos, acallando sus quejas-. En cambio ella es joven, llena de talento y conoce todos los secretos del violoncelo. Está empezando a triunfar y llegará tan alto que nadie la detendrá.
No todo eran parabienes. Hasta Portugal llegó la noticia de que contraviniendo las normas de la Bolsa de Estúdios que prohibían especificamente las actuaciones pagadas mientras durase la dotación, Guillermina había percibido unos pequenos honorários por alguno de sus recitales en Leipzig, lo que provocó la retirada fulminante del único dinero fijo con que contaban padre e hija y agravó su ya maltrecha economia. Con la ayuda de Julius Klengel y las mil penúrias que podemos imaginar, la estancia en tierras alemanas fue dilatándose fuera del plazo previsto y el 26 de febrero de 1903 Guillermina Suggía escribió varias páginas nuevas en la historia de la música. Nunca antes un intérprete de 17 anos había formado parte de la Gewendhaus Orquestra, por añadidura era una mujer y además actuaba como solista. Otras novedades se producían. La avalancha de aplausos aclamando a Guillermina trás su actuación con la orquesta pidiéndole un bis hizo que el director Arthur Nikisch decidiera aprobar la petición del público pidiéndole a Guillermina que repitiese toda su parte, contraviniendo las normas de la entidad que prohibían ese tipo de privilégios. El despegue internacional de Guillermina Suggía se gestaba desde Leipzig. En marzo de 1903 Guillermina dio por terminados sus estúdios alemanes y regresó a Portugal llevándose el regalo de la partitura del Capricho en forma de Chaconne de Klengel, dedicado a su alumna «Con afecto profundo en recuerdo de su tiempo de estúdio en Leipzig».
Conocedora de la dureza del público portuense, Guillermina preparó minuciosamente el primer concierto en su ciudad hasta el último detalle, incluso el modo de aparecer en escena, con el propósito de dominar la situación. La acompanaba al piano su hermana Virgínia. Un murmullo de rechazo recorrió al auditório ante la actitud de Guillermina, que optó por salir a escena con pose altiva porque no deseaba dejar traslucir la emoción que la embargaba al volver a su lugar de nacimiento. Como si careciera de importancia para ella la respuesta de sus compatriotas, acostumbrada al reconocimiento de un público tan preparado como el alemán. El desencuentro desapareció al escucharse la fuerza de los primeros acordes del concierto rasgando el silencio de la sala. Entre la intérprete y su público natural se produjo una entrega total.
La vida de Guillermina se convirtió en una continua gira desde esa fecha, mayo de 1903. Las salas de concierto europeas la acogieron en Suiza, La Haya, Bremen, Amsterdam, Paris, Mainz, Bayreuth, Praga, toda Viena, Berlín y parte de Rusia.En Rumanía el éxito fue clamoroso, Guillermina se sorprendió con la exclamación unánime del público, que coreaba una palabra que ella no identificaba:
— Quê están gritando, que dicen? Le pregunta a un empleado del teatro.
— Madame, la están llamando Paganina, sabe?, como Paganini - le aclaro éste.
(Artigo- parte 4 - de ANA MARIA FÉRRIN editado na Revista "HISTORIA 16" de Novembro

Mientras tanto, junto a esas cartas del padre relatando los êxitos de la joven concertista, otras letras iban y venían entre Portugal y Alemania. Eran las peticiones y agradecimientos, súplicas y preocupaciones, transmitidas por Augusto Suggía a su hija Virgínia y a diversos amigos para que remediasen la penúria económica que vivían el padre y la hija menor en Leipzig, sosteniéndose los dos con la dotación real calculada para pagar unicamente las clases y la estancia de Guillermina. Los cuatro miembros de la família, Elisa y Augusto, Virginia y Guillermina, se habían unido para que la joven promesa tuviera la más alta titulación, preparándose con los mejores profesores de la época y en el país de mayor prestigio musical. Si para ello era preciso, Virginia, tres anos mayor que su hermana y una pianista bien valorada hasta entonces, sacrificaria su carrera abandonando su propia formación para dar clases particulares de piano a un grupo de alumnos y con esa única renta mantenerse ella y la madre mientras durara la estancia de Guillermina y su padre en Leipzig.
A menudo la responsabilidad depositada en los hombros de Virgínia se cargaba más y más con las añadidas y contínuas peticiones de dinero del padre. Había que pagar las clases de Klengel, en las que Ilegaron a retrasarse vários meses, cubrir la estancia de los dos, la alimentación, y esos otros gastos de un padre atento al cuidado de una hija que debía relacionarse y darse a conocer, gastos a los que Guillermina se referia como «las trompetas de la fama». Hay una segunda lectura muy interesante de las cartas de esa época dirigidas a Portugal por Augusto Suggía moviendo los hilos unas veces para conseguirle conciertos a la hermana pianista, otras para que le pagasen a Virginia un piano nuevo. El dinero ahorrado por la joven para el nuevo instrumento se había evaporado camino de Leipzig invertido en los futuros êxitos de Guillermina.Virginia contaba 20 años por entonces, três más que su hermana, y las circunstancias la convertían en el único miembro familiar que aportaba financiación efectiva a toda aquella empresa, ya que el padre había renunciado a su sueldo de profesor en el Conservatório de Oporto para acompanar a la joven promesa y la madre carecia de recursos propios.
(Artigo- parte 3 - de ANA MARIA FÉRRIN editado na Revista "HISTORIA 16" de Novembro de 2006

Poco antes del nacimiento de Guillermina en 1885 se creaban en Oporto La Sociedad de Música de Cámara y el Orfeón Portuense, lo que dio la oportunidad de que un gran número de compositores contemporáneos de renombre mundial, Dvorak, Debussy, Ravel, Tchaikosvky, Rachmaninoff, fueran conocidos en Portugal. Con su padre el violoncelista y profesor de música Augusto Suggía, amigo de los promotores de ambas sociedades y como parte del mundo cultural portuense, Guillermina al violoncelo y su hermana Virgínia al piano eran invitadas a las veladas y posteriores recepciones, a las que se presentaba a personajes normalmente inaccesibles por ser las dos niñas unas concertistas muy conocidas en Oporto. En marzo de 1901 con motivo de un recital dado por las dos hermanas en el Palácio Real de Lisboa, la reina Amélia le preguntó a Guillermina, de 15 años, cuál era el sueño de su vida. Con determinación ella le contestó:
— Mi sueño seria poder perfeccionar mis estúdios en el extranjero.
Un mês más tarde se recibieron en el hogar de los Suggía dos pulseras de oro, una para cada hermana, de las que pendían dos corazones de rubíes y brillantes acompañadas de una una carta de los reyes de Portugal en reconocimiento a las concertistas. En octubre se añadió la ansiada respuesta de la Corona a la petición de Guillermina en forma de Bolsa de Estúdios para costearle la estancia y las clases en el conservatório de su elección. La família logró que la hija menor pudiera empezar las lecciones aquel mismo curso, ya comenzado. Por aquel tiempo el máximo prestigio musical se fijaba en la escuela alemana con dos líneas principales de magistério provenientes ambas del profesor Grützmacher, de Dresden, personificadas por Hugo Becker en Berlín y Julius Klengel en Leipzig. De ambos el padre de Guillermina decidió que fuera este último el escogido para los estúdios de su hija y a primeros de noviembre de 1901 la estudiante y su padre se instalaron en Leipzig en casa de Olga Katzentein, sobrina del cónsul alemán en Oporto.
El cálido y paternal Julius Klengel, primer violoncelista de la famosa Gewandhaus Orquestra a la vez que profesor, no tardó en hacer de Guillermina su alumna predilecta. Se preocupó por una lesión del hombro que la joven arrastraba desde niña por una sobrecarga de trabajo mal dirigido y ayudó a que la trataran hasta solucionar el problema muscular. Klengel era realmente un antiprofesor si nos atenemos al estilo de una época en la que abundaban los divos tiránicos. Saboreando un grueso cigarro puro que rodaba entre sus dedos, escuchaba plácidamente a sus discípulos guiándolos para que desarrollaran sus peculiaridades originales sin copiar a nadie.
— Lo hacia sin sofisticación, sin caprichos, sin una pauta rígida. Para él todos éramos diferentes - dijo de él William Pleeth.
El profesor presentó a Guillermina entre aquellas amistades que pudieran ayudarla en su carrera, directores de orquesta, mecenas, músicos de fama, compositores. Augusto escribía regularmente a la familia y entre otros amigos a Miguel Angel Lambertini dando cuenta de los progresos de su hija y de las atenciones que recibía.En una carta fechada el 1 de diciembre de 1901 el padre relataba a Lambertini el insólito pasaje del encuentro de Guillermina con el director de la Gewandhaus Orquestra, Arthur Nikisch, al serle presentada por Julius Klengel. Seguiria una serie de comunicaciones en las que explicaba las invitaciones a tocar com la orquesta, las ovaciones que provocaban las actuaciones de la adolescente e incluso las quejas de los demás profesores integrantes de la Gewandhaus, acalladas por un fascinado Arthur Nikisch:
…Quando el profesor Klengel le presentó a Guillermina con muchas alabanzas, Arthur' Nikisch no quiso que fuéramos a su estudio. Nos dijo que preferia escucharla acompañada por la Gewandhaus Orquestra y acordamos la cita... Al terminar Guillermina su parte en la Gewandhaus, Nikisch rompió en aplausos y en bravos, lo que consideramos un gran honor por lo inusual... ( 1 de diciembre de 1901)].
...El profesor Julius Klengel ha insistido en que Guillermina se quede todo el verano en Leipzig para completar su aprendizaje y confrontar su técnica con sus colegas masculinos de cara a poder confirmar su lanzamiento artístico en los conciertos de invierno. Como la beca finaliza ahora, el profesor Klengel ha escrito un certificado que enviamos al ministro acompanado de una carta nuestra solicitando que se le amplie la beca y podamos estar aqui hasta el nuevo curso... (22 de junio de 1902].
...Guillermina ha sido invitada por la dirección de la Gewandhaus a formar parte del concierto conmemoratívo de la orquesta, que será el próximo 26 de febrero... Para celebrarlo, el profesor Klengel organizó una fiesta en su honor a la que invitó al resto del cuarteto de cámara de la Gewandhaus del que él forma parte... La señora Klengel se encargo personalmente de la decoración de la sala, presidida por un retrato de Guillermina adornado con flores y con un rótulo donde se leia «Viva la gran artista»... Cuando ella entro en la sala, los aplausos duraron cinco minutos y al acabar tuvo que bisar cada una de sus piezas, aplaudidísima... (23 de noviembre de 1902].
(Artigo- parte 2 - de ANA MARIA FÉRRIN editado na Revista "