
Secção 36ª - Jazigo 2132. Aqui estão sepultados: ELISA AUGUSTA XAVIER DE MEDIM SUGGIA e AUGUSTO JORGE DE MEDIM SUGGIA, pais de GUILHERMINA SUGGIA e JOSÉ CARTEADO MENA E GUILHERMINA SUGGIA.
O estado de abandono é total. A Associação Guilhermina Suggia vai ter que encontrar uma maneira que garanta a preservação do jazigo. É preciso honrar a memória de quem tanto nos honrou.

A Câmara Municipal do Porto quando mandou colocar esta placa à entrada do cemitério de Agramonte (foi certamente há alguns anos), de Guilhermina Suggia apenas sabia, decerto, que tinha sido uma excêntrica "inglesada" que deixou uma rabeca, ou coisa assim, que valia muito dinheiro e que era preciso guardar a 7 chaves. Moreira de Sá também não devia saber certamente que foi um homem importantíssimo.
E sei lá eu quem são os outros que estão no "etc"!
"DITOSA PÁTRIA QUE TAIS FILHOS TEVE"

(Foto tirada daqui)

Pablo Casals , em 1957, mostrando a Marta Montañez a casa com o nº 20 da Villa Molitor, em Paris, onde viveu entre 1906 e 1913 (com Guilhermina Suggia)
(do livro "PAU CASALS" de Robert Baldock- Ediciones Paidós)

(Cedido por CASA-MUSEU TEIXEIRA LOPES- VILA NOVA DE GAIA)

Ao fundo está Pablo Casals com sua mãe.
Fotografia de c. de 1912 tirada do livro "PAU CASALS" de Joan Descals, "MARCH EDITOR"
2006

do livro "GUILHERMINA" de Mário Cláudio, recentemente reeditado.

"Pelos portões ingressar do Real Palácio das Necessidades, notificada por um punhado de Braganças que declinam os restos de seu poder, a Guilhermina pareceria um presente de fadas. Ainda lhe determinaria o pai a toilette, pela mãe beneficiada, a de Virgínia também, já por então a seu gosto hiperbólico sobrepondo a razão protocolar, nem sequer de extrema rigidez.
Em Carlos, o rei, tão amiúde incitado ao dichote faceto, nem o tique do galanteio nem a verve do contador de caçadas a moçoila espevitaria. Amélia, sim, a rainha, aí se levantava, cumpridora de um mecenato de pouco fôlego, sobre ambas as manas, sem destrinça, projectando a agigantada figura, que a não poucos faria diagnosticar um descontrolo da hipófise. A inglória comitiva de duquesas de princípios implacáveis, ajudantes-de-campo que a custo se desprendiam do cio das debutantes, um bocejo haveria de causar em quem à celebração da Terra se votara. Distribuía a soberana seus óbulos de circunstância, rolando muito os rr, subsídios prometendo de aperfeiçoamento, sorrindo sempre, muito. Por detrás, contabilizaria Augusto o zelo de todos esses anos, as barbas cofiando como um Cronos tutelar, amigo do sucesso de suas filhas, do de Guilhermina ainda mais, tal como de trajecto próprio que se fosse esboçando. Da decisão da ajuda à sua fruição, um portulano compulsava ele, de nações a conquistar, ingentes aclamações, foyers encharcados de essências. Logo os portões se fechavam do real Palácio das Necessidades, escarvavam os cavalos, impacientes da demora, uma lufada atlântica penetrava pelo vidro, nas quelhas por onde descia a carruagem. Remetida a seu ângulo, com o delgado suor a empapar-lhe a testa, guardaria os mementos recebidos. Que faremos nós, entretanto, da existência que fica e prossegue, se congemina e se liquidou?"
do livro "GUILHERMINA" de Mário Cláudio, reeditado recentemente

Com, da esquerda para a direita, Filipe Loriente, Elisa Suggia, Augusto Suggia, Flaviano Rodrigues, Carlos Quilez, Regina Cascais e Filipe Silva
cedido por Isabel Millet

do livro "GUILHERMINA" de Mário Cláudio, agora reeditado


ESta estátua foi oferecida à Cidade do Porto pela Fundação Engº António de Almeida..
Hoje está num sítio fora dos olhares daqueles que têm todo o direito de a admirar.
É urgente pensar na sua mudança. É preciso que se estude e se encontre um sítio mais digno. Quem sabe junto à Casa da Música!
Fotografia cedida gentilmente pelo blogue FELIZMENTE HÁ LUAR


(Foto cedida por Isabel Millet)

(Esta é uma fotografia recente que nos foi cedida por Anita Mercier)

The death has occurred of Mr Augusto Suggia, the father of the famous cellist, Mme Guilhermina Suggia, who is well known in London.
Mr Suggia, was himself an excellent violoncellist and gave his daughter her first lessons – Reuters
(The Evening Standard, Saturday, April 2, 1932)

Concerto em 1906
Do catátolo da exposição " SUGGIA, O Violoncelo" que decorre na Casa-Museu Guerra Junqueiro, no Porto, até final de Março

Esta condecoração está montada como alfinete.
GUILHERMINA SUGGIA era Oficial da Ordem de Santiago de Espada desde 1923.
No anverso, o centro em esmalte vermelho, verde e branco, ostenta a cruz de Santiago e a inscrição: "SCIENCIAS LETRAS E ARTES". Da parte central saem uma espécie de raios, de diferentes tamanhos em prata.
O reverso tem o nome do fabricante: "Frederico Costa Condecorações".
Foi um legado de GUILHERMINA SUGGIA ao Conservatório de Música do Porto.
do catálogo da exposição "SUGGIA, o Violoncelo" que decorre na Casa-Museu Guerra Junqueiro até final de Março

Caixa redonda usada para pó de arroz. Apresenta na tampa a assinatura "Suggia" gravada.
do catálogo da exposição "SUGGIA, O Violoncelo" que decorre na Casa-Museu Guerra Junqueiro até 31 de Março

Esta salva apresenta uma faixa com decoração de concheados, aletas e folhagem fortemente repuxados, no estilo Neo-D.João V. O fundo mostra um gravado semelhante, disposto numa faixa e no centro, envolvendo a seguinte inscrição:
"À insigne artista portuense D. Guilhermina Suggia
Homenagem da Associação Comercial do Porto
27/5/1938"
(É propriedade da Paróquia Senhora da Conceição)
- do Catálogo da exposição "SUGGIA, O VIOLONCELO" que decorre na Casa-Museu Guerra Junqueiro, no Porto, até 31 de Março p.f.

Escultura em Mármore do escultor Leopoldo de Almeida
(do catálogo da exposição "SUGGIA, O VIOLONCELO" que decorre na Casa-Museu Guerra Junqueiro, Porto, até 31 de Março p.f.)

Prata, ouro, pérolas naturais, esmeraldas e diamantes em talhe rosa e em talhe brilhante.
Século XX- anos 20/30
Local de fabrico- Portugal
(Do catálogo da exposição "SUGGIA, O VIOLONCELO", a decorrer na Casa-Museu Guerra Junqueiro, no Porto, até 31 de Março p.f.)

Escultura em bronze
autor:J Castelo Branco
(Do Catálogo da exposição "SUGGIA, O VIOLONCELO" que decorre na Casa-Museu Guerra Junqueiro, no Porto, até 31 de Março p.f)

Escultura em gesso - estudo para uma estátua em bronze.
Autor: escultora Irene Vilar
(Do Catálogo da exposição "SUGGIA, O VIOLONCELO" - Casa-Museu Guerra Junqueiro-Porto)

Vestido de renda e tule (atelier de costura "Candidinha" . Doado por Guilhermina Suggia ao Conservatório de Música do Porto. Era usado em concertos.
(Catálogo da exposição GUILHERMINA-O VIOLONCELO que decorre na Casa-Museu Guerra Junqueiro-Porto)

GUILHERMINA SUGGIA e Dr CARTEADO MENA
(Guilhermina Suggia e o marido assistem a um espectáculo numa friza de teatro)
Aguarela e tinta da China sobre papel, de Fernando de Castro- 1942
(do catálogo da exposição GUILHERMINA-o Violoncelo)

(Cedido por Isabel Millet)

(Cedido por Isabel Millet)

Virgínia e GUILHERMINA SUGGIA, num passeio, não sei onde nem com quem.
(Cedido por Isabel Millet)

Comment être triste si le jour de demain sera meilleur que celui d'hier! Puisque j'aurai demain la suprême joie d'Art: jouer avec Vianna da Motta, l'interprete idèal des grands maîtres.
Guilhermina Suggia
Bussaco, 16 Septembre 1924
(Josá Vianna da Mota- 50 Anos depois da sua Morte 1948-1998 - MUSEU DA MÚSICA)

Não sabemos se é uma chegada se irá ser uma partida. Nem sequer qual a estação. Vemos GUILHERMINA SUGGIA junto da mãe Elisa e do pai Augusto e mais à beira do cais a irmã Virgínia.
(Cedido por Isabel Millet)

56 anos após a sua morte é dado o nome de GUILHERMINA SUGGIA a uma sala de música.
O acto vai ser público amanhã, dia 17 pelas 17h.
às 18h haverá um concerto pelo Orquestra Nacional do Porto e a violoncelista Natalia Gutman que interpretará os concertos de Lalo e de Saint-Saëns para violoncelo e orquestra


O PROVINCIANISMO PORTUGUÊS - E SOBRETUDO DA SUA CIDADE NATAL - NUNCA A MERECEU.

Aqui, GUILHERMINA SUGGIA, com 3 amigos em Londres, entre eles o pianista GEORGE REEVES

Ao colo o seu cão Sandy e um enorme gato
(Cedido por Isabel Millet)

Vemo-la aqui ao lado de seu pai, AUGUSTO SUGGIA. Morreu na sua casa da Rua da Alegria, 665 - a mesma casa que, entre outras coisas, foi escritório, oficina de motas, cemitério de automóveis, sindicato, cabeleireiro, bordel, etc. -e que esperamos haja o bom senso de a transformar numa casa-Museu. Que se honre a memória de uma das maiores filhas que o Porto (e Portugal) teve.

"Au sommet du mont "Revard (1800 m) dans le fond il y a le massif blanc lui-même qui n'est pas venu à la photographie. Conheces o chapéu?"
(cedido por Iabel Millet)

Encontra-se num estado de ruína muito avançado. Deixou tanto ao seu país e este quase a esquece. Pobre Suggia! Pobre Portugal. Que ao menos se salve a casa da Rua da Alegria, 665, no Porto. Façamos por isso.

"São seis casas de cada lado da rua. Uns terrenos baldios. Ao fundo, uma rua transversal tem o nome de João Domingos Bomtempo. Outras ruas têm o nome de outros compositores..."
(Enviado por Carlos Coutinho)

Guilhermina Suggia com um seu amigo Inglês
(Cedido por Isabel Millet)

Aqui Suggia passeia pela ilha de Lindisfarne.
(Cedido por Isabel Millet)

GUILHERMINA SUGGIA deitada no chão. No meio, sentado, o pai AUGUSTO SUGGIA
(Cedido por Isabel Millet)

(Cedido por Maria do Rosário Legros)
O seu autor é o escultor Henrique Moreira (o mesmo que fez a Menina Nua e os Meninos da Avenida dos Aliados, o Padre Américo da Praça da República, o monumento das guerras peninsulares na Rotunda da Boavista, o Salva-Vidas ou Lobo do Mar na Foz, etc.).
Quanto ao paradeiro do trabalho, infelizmente é desconhecido. Fizemos algumas tentativas para o descobrir, mas em vão. O original encontrava-se no atelier do escultor quando este faleceu, pois figura num diapositivo do interior do atelier tirado depois do falecimento. Mas depois do «desmantelar» precipitado do atelier em circunstâncias por demais dolorosas para toda a família, amigos, admiradores e jornalistas que, impotentes, assistiram a mais um desinteresse total da Câmara pelo património (recuando perante um compromisso assumido em Conselho Municipal), não se pode dizer se «desapareceu» por artes misteriosas ou se foi adquirida para alguma colecção particular.
Guilhermina Suggia foi contemporânea de Henrique Moreira (1890-1979) cujo atelier visitou várias vezes. O escultor Teixeira Lopes foi padrinho de casamento de Henrique Moreira. Também o foi no casamento de Guilhermina Suggia com o Dr. Carteado Mena!
SE ALGUÉM SOUBER O PARADEIRO DESTA ESTÁTUA AQUI FICA O APELO PARA QUE SEJAMOS INFORMADOS.

Alguém conhece alguma destas pessoas?
(Cedido por Isabel Millet)

(Cedido por Isabel Millet)

(CEdido por Isabel Millet)

Mercearia inaugurada no séc XIX, ainda hoje existe, no mesmo local - Rua Formosa - bem perto da Confeitaria do Bolhão.
Locais frequentados por Guilhermina Suggia

Se alguém souber quem acompanha Suggia nesta fotografia, seria interessante que no-lo dissesse. Ficamos à espera.
(Cedido por Isabel Millet)

Guilhermina Suggia , o marido Dr Carteado Mena e uma empregada, na Quinta dos Girassóis, em Barreiros da Maia
(Cedido por Isabel Millet)


(Cedido por Isabel Millet)

Estas fotografias dos cães de Suggia estão exactamente como foram deixadas por Suggia há 55 anos, na mesma divisão da carteira que lhes serve de moldura.
(Cedido por Isabel Millet)

Esta é uma das ruas de Matosinhos, onde a famíla Suggia viveu
É este o nosso fado. POBRE PAÍS. Aqui, na Rua Saraiva de Carvalho, em Lisboa, existiu até há bem pouco tempo a casa onde viveu e morreu Almeida Garrett. Agora irá nascer um condomínio de luxo.
Esperemos que nunca seja necessário escrever isto sobre a casa onde viveu e morreu GUILHERMINA SUGGIA, na Rua da Alegria, 665, no Porto. Não tenho a certeza. Parece-me que não se acha importante preservá-la. Oxalá eu me engane.

(cedida por Isabel Millet)

(espólio de Vianna da Motta, existente no MUSEU DA MÚSICA)

Da esquerda para a direita: Uma irmã de Isabel Cerqueira Millet, SUGGIA com a cadela Mona ao colo, a tia Fina (de Isabel Cerqueira Millet), a mãe de Isabel C. Millet, um irmão e Isabel Cerqueira Millet. No chão vê-se o cão Sandy.
Esta fotografia foi tirada na Quinta dos Girassóis em Barreiros da Maia.
(fotografia cedida por Isabel Millet)

(fotografia cedida por Isabel Millet)

Sentado está, penso, o Engº Carlos Beires e GUILHERMINA SUGGIA e, de costas, a pianista Ernestina Silva Monteiro
(fotografia cedida por Isabel Millet)

(cedida por Isabel MIllet)

E já em Matosinhos, na casa que habitavam na Rua do Godinho, para onde se mudam depois do Verão de 1891 - antes habitavam em Manhufe, próximo da igreja de Matosinhos - que Guil é iniciada no violoncelo. O pai é o primeiro professor. Guilhermina recusa a autoridade e consequentemente as indicações rígidas. As lições com o pai são tempestuosas quando lhe diz que ela está a exagerar no estilo da interpretação. Guilhermina parece não poder deixar de estar ligada ao violoncelo à maneira dela. Augusto Suggia não deixa, no entanto, de lhe espiar o vibrato, o legato, a arcada, reconhecendo-lhe um desmesurado talento. Guilhermina mantém a ligação quotidiana ao violoncelo e não se conhecem factos que a impedissem.
Há talvez, entretanto, um acontecimento que para ela pode ter sido insólito: o seu baptismo. Certamente sem intensas convicções religiosas decide-se baptizar Guilhermina a 6 de Janeiro de 1891. Tem ela seis anos e vai pelo seu próprio pé à Igreja Paroquial de Sto. Ildefonso no Porto inclinar a cabeça à água de bênçãos inodora. Não se reveste de nenhum fausto especial o acontecimento. Regressam a Matosinhos recolhendo-se da humidade invernosa. É possível que ela ainda tenha pegado no violoncelo.
Do livro “GUILHERMINA SUGGIA- A SONATA DE SEMPRE” de Fátima Pombo

GUILHERMINA SUGGIA morreu na sua casa, na Rua da Alegria, 665 em 30 de Julho de 1950, donde saiu o funeral no dia 1 de Agosto. às 11,30h é celebrada missa de corpo presente, na Igreja da Lapa. Segue depois para o Cemitério de Agramonte onde foi enterrada

Vemos aqui GUILHERMINA SUGGIA, em 1943, fazendo parte de um juri dum concurso da Emissora Nacional.Os outros membros do juri são: Pedro de Freitas Branco, Pedro Prado, Paul Grümmer e Armando José Fernandes.
Em 1º plano estão os jovens violoncelistas: Carlos de Figueiredo, Madalena Sá e Costa e Fernando Costa.
(Fotografia cedida pelo MUSEU DA RÁDIO)

Foi nesta Rua - a Rua Ferreira Borges - que em 27 de Junho de 1885 nasceu Suggia.
Não nasceu em nenhum dos prédios que estamos a ver. A casa onde nasceu foi demolida para dar lugar à construção, provavelmente, de um destes prédios. E a família muda-se para Matosinhos, para a Casa do Leão, Munhufe.

(Fotografia cedida pelo MUSEU DA RÁDIO)

24/12/1903
GUILHERMINA SUGGIA E VIRGÍNIA SUGGIA
DESEJAMOS FELIZES FESTAS
(Cedido por por Prof ELISA LAMAS)

(fotografia cedida pelo MUSEU DA RÁDIO)

ESta fotografia foi tirada do jardim da Rua da Alegria, 665 ( A casa que se vê é a casa do lado).

Aqui, na Quinta dos Girassóis, em Barreiros da Maia, Guilhermina com a "Tia Fina" (a dona da casa na Rua Almeida Brandão, em Lisboa)

Vemos nesta fotografia o TRIO PORTUGÁLIA (Prof Henri Mouton, a Prof Helena Sá e Costa e a Prof Madalena Sá e Costa, que hoje dia 20, comemora o seu 90º aniversário). Desejamos muitos mais. Lembramos que hoje à tarde - não tenho a certeza da hora por isso não me aventuro a referi-la, no Teatro Rivoli, um grupo de ex alunos da Prof Madalena Sá e Costa e a Câmara Municipal do Porto lhe prestam uma homenagem, naturalmente aberta a toda a gente que queira assistir.
A fotografia aqui deixada foi tirada no Palácio Nacional de Sintra em 1959 e vem no livro "UMA VIDA EM CONCERTO" de Helena Sá e Costa

Esta é uma foto recente da casa de "Tia Fina" - tia de sua discípula Isabel Cerqueira Millet - na Rua Almeida Brandão, em Lisboa, onde Guilhermina Suggia era recebida como se fosse de família

Nm concerto no Teatro S. João, em 17 de Maio de 1862 ( com 9 anos de idade)
do livro "IN MEMORIAM Bernardo V. MOREIRA DE SÁ"

( do livro HISTÓRIA DA MÚSICA PORTUGUESA, de João de Freitas Branco, reeditado recentemente )

(Cedido por Prof Elisa Lamas)

Na noite de 5 de Maio de 1937 a jovem violoncelista Maria Alice Ferreira - uma das mais promissoras discípulas de Guilhermina Suggia e que, por razões que não me devo pronunciar, teve que abandonar a sua carreira - descerrou no Teatro Rivoli uma placa de homenagem à sua mestra.
Aquando da remodulação do teatro antes do Porto 2001, não sei a data certa, acharam os doutos senhores que a placa estava a mais na sala e não pensaram duas vezes: retiraram-na. Muito provavelmente não sabiam quem foi Guilhermina Suggia e também ninguém responsável lhes deve ter sabido explicar.
Gostaríamos muito de voltar a ver a placa no sítio certo. Foi-nos dito que não foi deitada fora. Ao menos isso!

Esta é a Rua Guilhermina Suggia, em Algueirão. Ao fundo vê-se a Rua Vianna da Motta.
(fotografia gentilmente enviada por Ana Maria Costa)

Fotografia de Elliott & Fry Ltd, London - coleção particular de Maria TEresa Matos -(Curso de Música Silva Monteiro), publicada no CD de José Pereira de Sousa

Esta é uma recente fotografia da Confeitaria do Bolhão, que em 27/8/1927 forneceu o "LUNCHE DE MARIAGE" de Guilhermina Suggia com o Dr Carteado Mena.

Se fosse hoje, que mistérios descobriria o cão Sandy do alto da varanda para o que outrora foi o jardim da Rua da Alegria, 665?
Sabe-se lá!
(foto cedida por Isabel Millet)

Esta é a entrada para a Quinta dos Girassóis. Repare-se que do lado esquerdo , onde dantes era pinhal, crescem prédios. Desaparecem as árvores, tal como em Lisboa, constroem-se dormitórios e deixam-se morrer de podres ( O PORTO ESTÁ A CAIR , MAIS AINDA QUE LISBOA) as cidades. Era bom que mudasse esta triste situação. E os cidadãos têm também a sua responsabilidade.

Esta é uma fotografia tirada da HISTÓRIA DA MÚSICA PORTUGUESA de JOÃO DE FREITAS BRANCO -4ª edição Actualizada, preparada por João Maria de Freitas Branco com um NOVO ANEXO SOBRE A CRIAÇÃO MUSICAL EM PORTUGAL 1960-2004 por José Eduardo Rocha
Note-se que nesta fotografia o espigão do violoncelo não parece tão comprido como o do quadro de Augustus John, motivo do comentário de Eric (Bois D'Harmonie)
![QUINTA_DOS_GIRASSOIS_3[1].jpg](http://suggia.weblog.com.pt/arquivo/QUINTA_DOS_GIRASSOIS_3[1].jpg)
ESta é uma fotografia muito recente da Quinta dos Girassóis em Barreiros da Maia, onde Guilhermina Suggia se refugiava tantas vezes para estudo, ou descanso apenas, com alunos e amigos. Onde estava em contacto com a narureza. Há referências escritas por Suggia ao seu apego às sua plantas: flores, pinheiros, vinha, milho.
A Quinta está num estado grande de degradação. Segundo informações que me foram dadas é propriedade da autarquia da Maia.
(Foto cedida por Isabel Millet)
![CASA_DE_LE_A_2[1].jpg](http://suggia.weblog.com.pt/arquivo/CASA_DE_LE_A_2[1].jpg)
Já aqui havíamos posto uma pintura de António Mendes da casa de Leça que Guilhermina Suggia manteve arrendada para estar perto do mar, poder nadar, remar, pescar.
Aqui a temos numa fotografia tirada há dias por Isabel Millet. Está situada na Rua Nogueira Pinto, em Leça da Palmeira. Parece estar habitada. Felizmente não está em ruínas.
![D[1].jpg](http://suggia.weblog.com.pt/arquivo/D[1].jpg)
Elisa Suggia com a cadela Sandy no Jardim da casa de Guilhermina Suggia, na Rua da Alegria, 665. Hoje este jardim não existe, o chão está coberto de cimento e da rua não se espreita para dentro. Em vez do portão arte nova lindíssimo foi posto um portão de chapa que esconde o mistério da casa verde, hoje cor de rosa.

ESta é uma uma fotografia da rua Guilhermina Suggia, em Ermesinde, que nos foi enviada pelo sr Álvaro Mendonça

Fotografia do recital dado no passado dia 10, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Matosinhos, com o violoncelo Montagnana de Guilhermina Suggia, aqui tocado por José Augusto Pereira de Sousa, acompanhado ao piano por Emídio Teixeira

Este é o busto de Guilhermina Suggia, da autoria do escultor Helder Carvalho, oferecido pela Associação dos Antigos Alunos das Escolas da Confraria do Bom Jesus de Matosinhos, inaugurado ontem na Praceta com o nome da grande violoncelista, em Matosinhos.

Esta Fotografia foi tirada hoje de manhã, dia 11 de Setembro. Na casa funciona uma agência de modelos, de há uns meses para cá. Os vidros transparentes foram mudados para vidros opacos. O portão arte nova em ferro, lindíssimo, de onde se avistava o que antes tinha sido um jardim, foi mudado para este portão fechado. Será que se pretende esconder alguma coisa?! Permita-me senhor Álvaro Mendonça, discordar, mas não me parece que estas transformações viessem beneficiar a casa. É pena.
A falta de uma placa que assinale que nela viveu e morreu Guilhermina Suggia é sentida por nós. Queremos reparar essa falta. Já contactámos o senhorio que, telefónicamente, diz que autoriza que a placa seja colocada na casa. Mas queremos que tudo seja transparente.
Quanto à casa que existe abandonada na mesma Rua da Alegria, nº 894, foi uma casa que Guilhermina Suggia comprou para os pais e onde nunca habitou. Foi comprada em 1924. Os pais morreram em 1932 e, ao que consta, foi vendida ainda em vida de Guilhermina Suggia.
De qualquer modo temos pena que as sucessivas vereações da Câmara Municipal do Porto não tenham vindo a preservar melhor ó que foi um verdadeiro património histórico e cultural - e deve continuar a sê-lo. É urgente salvar a Casa de Guilhermina Suggia e fazer com que continue, tal como na sua vida, a ser um verdadeiro centro de encontro de músicos e melómanos.
GUILHERMINA SUGGIA merece ser mais respeitada, mais honrada pela terra onde nasceu e que tanto honrou e respeitou.
Sê-lo-ia, com certeza, em qualquer outro país que tivesse mais orgulho nos seus valores. E SUGGIA foi muito grande. Só a ignorância de quanto ela foi enorme pode levar a que não seja devidamente respeitada.

GUILHERMINA SUGGIA numa das suas viagens de barco com um grupo, talvez, de admiradores.
(Foto cedida por Isabel Millet)

(Foto cedida por Isabel Millet)
Aproveito para referir aqui as 4 últimas adesões à Associação Guilhermina Suggia:
Márcio Carneiro, Inbal Megiddo, Julian Lloyd Webber e Augustin Dumay.
Vim só ver se a casa estava a ser despejada ou se havia intrusos.

As férias não acabaram. Mas fomos de férias e fomos despejados...
Lapso nosso, com certeza. Não devemos ter fechado bem as portas.
Para já há que encher de novo a casa.
Fica esta fotografia de Guilhermina Suggia.
E como nem toda a gente vai com frequência ver "As novas adesões" à Associação Guilhermina Suggia aqui ficam alguns nomes que aderiram nos últimos dias. Algumas histórias perfeitamente surpreendentes ficam para mais tarde.
Mário Vieira de Carvelho, Alfredo Brendel, Sir Colin Davis, Steven Isserlis, Raphael Wallfisch, Mats Lidström, Patrick Demenga, Thomas Demenga, Enrico Dindo, António Meneses, Moray Welsh, Wayne Marshall, Fred Parry, Robert Cohen, David Cohen, Gautier Capuçon, Alexander Chaushian, Angela East, Pedro de Alcantara, Pedro Faria Gomes, Romand Garioud, Adolfo Gutierres Arenas, Peter Brüns, Erling Blondal Bengtsson, Alexander Baillie, Jian Wang, James Kreger, Richard Hardwood, Roel Dieltiens, Steven Honigberger.
Claro que todas estas pessoas aderiram porque sabem quem foi Suggia. Quão importante ela foi. E ainda é. Para muitos deles.
Desejo que não despejem a "casa" muito rapidamente. Nós voltamos mais uns dias para férias.
Até breve. E Espero que com boas notícias.

do livro "Guilhermina Suggia - A Sonata de Sempre" de Fátima Pombo

Fotografia oferecida por Guilhermina Suggia ao seu grande mestre Bernardo Valentim Moreira de Sá, "como prova de eterna gratidão", antes de partir para Leipzig.
E assim foi. Guilhermina Suggia nunca esqueceu quem a ajudou. O último recital escutado por Bernardo V. Moreira de Sá foi no seu leito de morte: Suggia levou o seu violoncelo e foi tocar para o seu grande mestre as suites para Violoncelo Solo de J S Bach

Pintura de ANTÓNIO MENDES, da Casa em Leça de Palmeira ainda existente, onde Guilhermina Suggia se refugiava para férias, banhos, remo, pesca.
(Cedido por A Cunha e Silva)

Esta é a Rua Guilhermina Suggia, em Lisboa

Embora nesta fotografia não seja bem visível, as placas na Rua Guilhermina Suggia, no Porto, referem como data de nascimento da grande violoncelista 1888 em vez de 1885. Há a certeza de que Suggia nasceu na Rua Ferreira Borges em 27 de Junho de 1885, como se pode, aliás, verificar na cópia da certidão de nascimento há dias editada aqui. É preciso rectificar estes pequenos erros, que se tornam grandes. Brevemente contactaremoa a CMPorto para que emendem o erro.

(Cedido por A Cunha e Silva)

(Cedido por A Cunha e Silva)

Esta estátua foi oferecida pela Fundação Engº António de Almeida, à Cidade do Porto.
(Fotog cedida pela escultora Irene Vilar)

Outro dos salões da Rua da Alegria, 665 no Porto.Por aqui andou Suggia durante 23 anos da sua vida (1927-1950).
(Cedido por Isabel Millet)

Dentro destas paredes quanto se terá falado de música?! Quanto se terá estudado? Seria bom se estas paredes pudessem reproduzir-nos agora toda a música que escutaram.
(Cedido por Isabel Millet)

Por esta escada, do interior da casa verde, do nº 665 da Rua da Alegria, subiu Guilhermina Suggia inúmeras vezes. Se entrasse na porta à direita dava para um dos salões. Se subisse a escada iria para os quartos.
A memória desta casa devia ser preservada. Oxalá venha a ser a CASA-MUSEU GUILHERMINA SUGGIA. Faremos por isso.
(Cedido por Isabel Millet)

Este é um retrato de António Mendes, da casa ainda existente, da modista onde Guilhermina Suggia mandava fazer o seu guarda-roupa, em Leça, na Rua Direita.
A Clarinha, a mestra de costura de grandes senhoras, apara-lhe os caprichos, tateia os tecidos que a Suggia traz, cinge-lhos à cintura, traça-os em diagonal sobre o peito.
Na sala de provas, as duas na intimidade. Suggia ensaia o seu altar, o seu estrado ou palco da vida realçado em sedas e cetins. No espelho, o corpo inteiro reflecte vida. Suggia aproveita o Verão e a sua modista de Leça para preparar as suas "toilettes", os vestidos pomposos dos concertos das "tournées".
Na sala do primeiro andar estavam as costureirinhas - minha mãe estava lá - que cochichavam: "que mulher espalhafatosa e elegante! Que tecidos exóticos!"
E assim ficavam mais um ano à espera do dia Suggia, como quem espera o dia da festa de São Bartolomeu.
(cedido por A Cunha e Silva)

Óleo s/ Tela de Ângela Macedo
(Cedido por A. Cunha e Silva)

Esta é uma fotografia da Sala de jantar da casa da Rua da Alegria, 665, no Porto, onde GUILHERMINA SUGGIA viveu entre 1927 e 1950.
(Cedido por Isabel Millet)

No dia 25 de Março de 1901 GUILHERMINA SUGGIA tocou neste salão, integrada no Quarteto Moreira de Sá.
O Salão que tem uma das melhores acústicas existentes, está hoje, e perante a indiferença de todos os governos, a cair. Chove lá dentro, o balcão está escorado a fim de evitar uma queda mais rápida. As pinturas de José Malhoa desfazem-se.
Que país é este? Que gente somos nós?

(Cedido por Isabel Millet)

Na Casa da Rua da Alegria, 665.
(Cedido por Isabel Millet)

Busto de GUILHERMINA SUGGIA com araucária ao fundo nos jardins do Conservatório de Música de Porto.
Fotografia "desviada" do blog DIAS COM ÁRVORES, a quem agradecemos

Esta fotografia de Prof Madalena Sá e Costa - discípula de Guilhermina Suggia - e pianista Maria Carlota Tinoco, saída num jornal no dia do 58º aniversário de Guilhermina Suggia (casualidade apenas, creio)
(Cedido por Isabel Millet)

do livro " Guilhermina Suggia- A Sonata de Sempre" de Fátima Pombo

Fotografia tirada na Associação Britânica do Porto, em 26/1/1943, na recepção dada em honra de Malcolm Sargent

Aqui vemos, na Quinta dos Girassóis em Barreiros da Maia, a pianista e professora D Ernestina da Silva Monteiro, que tantas vezes acompanhou Guilhermina Suggia em recitais.
Suggia deixa-lhe em testamento um dos seus pianos: " À Excelentíssima Senhora Dona Ernestina da Silva Monteiro, professora de piano, residente na Praça Mouzinho de Albuquerque, sessenta e nove, desta cidade, lego o meu piano de cauda "Franz Arnold" que se encontra no salão da minha casa".
(Cedido por Isabel Millet)

Aqui se vê Guilhermina Suggia com o violoncelo 3/4 mandado vir de Paris pelo Visconde d'Allen.
(Cedido por Isabel Millet)

Esta é a mesma casa onde Guilhermina Suggia viveu com os pais, em Matosinhos, tal como é hoje.
(Cedido por Isabel Millet)

A CASA DO LEÃO, como é conhecida. Aqui começou Suggia a aprender a tocar violoncelo com seu pai, Augusto Suggia. Daqui saiu para ir estudar com Julius Klengel, em Leipzig.

do livro " GUILHERMINA SUGGIA A Sonata de Sempre" de Fátima Pombo

Esta é uma fotografia muito recente da casa onde Guilhermina Suggia viveu desde 1927 até à sua morte, em 30 de Julho de 1950.
Foi-nos gentilmente enviada por HVA do blog desNORTE, a quem muito agradecemos

do livro " GUILHERMINA SUGGIA A Sonata de Sempre" de Fátima Pombo

1905- SUGGIA tinha 20 anos
(cedido por Prof Elisa Lamas)

Guilhermina Suggia com a sua discípula Isabel Cerqueira Millet(à direita da foto), a senhora de seu discípulo Filipe Loriente e uma outra senhora cuja identidade desconheço.
(Cedido por Prof Henrique Fernandes)

Na sua Quinta de Barreiros de Girassóis, local de apego à terra mas também local de estudo, de trabalho com os seus alunos

O "GUILHERMINA SUGGIA" vai estar de férias durante cerca de 10 dias. Fica esta fotografia de Suggia aos microfones da BBC em 1948 aquando da sua ida a Londres para participação num concerto de beneficência a favor dos músicos desempregados.
Desejos de Bom Ano

Oferecem como recordação da noite de 11 de Junho de 1903 ao seu amigo António Lamas
(Cedida por PROF ELISA LAMAS)

GUILHERMINA SUGGIA E PABLO CASALS
do livro "GUILHERMINA SUGGIA ou o Violoncelo Luxuriante" de Fátima Pombo

VIOLONCELO
Chorai arcadas
Do violoncelo!
Convulsionadas,
Pontes aladas
De pesadelo...
De que esvoaçam,
Brancos, os arcos...
Por baixo passam,
Se despedaçam,
No rio, os barcos.
Fundas, soluçam
Caudais de choro...
Que ruínas (ouçam)!
Se se debruçam,
Que sorvedouro!...
Trémulos astros...
Soidões lacustres...
– Lemos e mastros...
E os alabastros
Dos balaústres!
Urnas quebradas!
Blocos de gelo...
– Chorai arcadas,
Despedaçadas,
Do violoncelo.
CAMILO PESSANHA

Este automóvel foi deixado por testamento ao empregado António Igrejias da Silva que veio a casar com a sua empregada Clarinda. Do casamento nasceu uma filha. Clarinda morreu há cerca de 3 anos. António está, possivelmente, vivo, num lar.
Foto do livro " GUILHERMINA SUGGIA ou o Violoncelo Luxuriante" de Fátima Pombo

(Foto extraída do Expresso-11-12-2004)
Graças às negociações dos violoncelistas (com a Prof Madalena Sá e Costa sempre à frente) com a Câmara Municipal do Porto, o "Montagnana" de Suggia saíu do cofre-forte do Museu Soares dos Reis. Esta foi uma primeira vitória de todos os amantes de música. A outra será vermos o violoncelo a ser tocado pelos violoncelistas. Assim seja!

( Foto cedida por PROF HENRIQUE FERNANDES)

Na Quinta de Girassóis, as duas discípulas de Guilhermina Suggia com a sua cadela "Mona"
(Cedida por Isabel Millet)

Em 29 de Janeiro de 1937 a Mestra felicitava a discípula pela sua estreia.
Hoje somos nós que felicitamos a Prof Madalena Sá e Costa pelo seu 89º aniversário. Parabéns! Deve ser bom ter quase 90 anos e ser jovem e dedicar tanto do seu tempo e amor à memória e reconhecimento dos ensinamentos que recebeu de sua Mestra. Bem-haja!

do livro "GUILHERMINA SUGGIA- A Sonata de Sempre" de Fátima Pombo

PEGGIE SAMPSON, violoncelista, nascida em Edinburgh em 1912. Começou a estudar violoncelo aos 8 anos com Ruth Waddell em Edinburgh e continuou as suas lições em Inglaterra e Portugal com GUILHERMINA SUGGIA, entre 1929 e 1932. Em 1937 foi assistente de Donald Francis Tovey na Universidade de Edinburgh. Em 1951 emigra para o Canadá para ensinar na Universidade de Manitoba. Em 1973 naturalizou-se canadiana. Ensinou ainda na York University, de Toronto, University of Victoria e Wilfrid Laurier University.
Foi galardoada em 1985 com Canadian Music Council

Também durante a guerra, na antiga feitoria inglesa do Porto, mulheres inglesas que habitam nesta cidade criaram um organismo para colaborar com a Cruz Vermelha.
Mulheres de bata branca fazem pensos e ligaduras e ajudam a socorrer soldados britânicos feridos na guerra. Miss Muriel Tait, amiga inglesa de Suggia, orienta esses grupos que deixam as suas casas na Foz, na Boavista, em Matosinhos, em Leça... para se dedicarem algumas horas por dia a este tipo de solidariedade.
Guilhermina Suggia participa, com dedicação, nessa tarefa humanitária.
Outras vezes, é solicitada para conselhos técnicos e musicais.
Suggia, generosamente, diz que sim.
Do livro “GUILHERMINA SUGGIA- A Sonata de Sempre” de Fátima Pombo

Na noite de estreia(4/5/37) da jovem - 15 anos - discípula de Guilhermina Suggia, Maria Alice Ferreira.
Da esquerda para a direita vemos Maestro Pedro de Freitas Branco, Maria de Lourdes Ferreira, Maria Alice Ferreira e Guilhermina Suggia.

do livro "GUILHERMINA SUGGIA- A Sonata de Sempre" de Fátima Pombo

do livro "GUILHERMINA SUGGIA- A SONATA DE SEMPRE" de Fátima Pombo

Este é o violoncelo mandado vir de Paris pelo Visconde Villar D'Allen, com que GUILHERMINA SUGGIA aprendeu a tocar.
Fotografia actual cedida por José Alberto Allen

cedida por Isabel Millet
Em 1931, a Prof Madalena Moreira de Sá e Costa, com Guilhermina Suggia e Augusto Suggia no final do ensaio do 1º concerto da violoncelista discípula de G. Suggia (Teatro Gil Vicente, Palácio de Cristal

Eis as placas com os nomes dos pais de Guilhermina Suggia, corrigidas. Em vez de Dª GUDA já se pode ler AUGUSTO SUGGIA e em vez de ELIGA pode ler-se ELISA. Graças a Isabel Millet que tomou a ser cargo a reparação dos erros, apesar de ter sido feita a denúncia dos erros junto da CMPorto.

É desconhecido o autor deste desenho de G Suggia. Será, provavelmente, António Carneiro
(cedido por Isabel Millet)

Parece-me ser importante formar a Associação de Amigos/Admiradores de Guilhermina Suggia, que tenha como objectivo fundamental divulgar a sua vida e a sua obra, lutar pelo cumprimento dos seus desejos testamentários.
Bem sei que como Suggia muitas outras figuras importantes da música e de outras áreas, estão esquecidas. Mas isso não é razão para ficarmos quietos. Oxalá outras pessoas pegassem, por exemplo, no nome de Luisa Toddi e tentassem fazer justiça com esta grande cantora. Ou com Marcos Portugal. Felizmente que podemos fazer o mesmo com muitas figuras importantes. Infelizmente esquecidas.
Seria interessante que mais músicos se manifestassem em relação a estas questões.
Oxalá!

Este e o AMAR QUARTETT. O violoncelo que se vê é o Stradivarius que pertenceu a Guilherminina Suggia. Hoje é propriedade de Habisreutinger Foundation que o cede a violoncelistas para ser tocado, cumprindo assim o fim que lhe foi destinado.
O Montagnana (de qualidades e valor semelhantes ao stradivarius) que Guilhermina S