
ENSEMBLE MEDITERRAIN (Berlim)
Laura Ruiz Ferreres, clarinete
Gabriel Adorján, violino
Bruno Borralhinho, violoncelo
Dunja Robotti, piano
N.N., Orador
Programa:
Olivier Messiaen - 'Quarteto para o Fim do Tempo'

O compositor português João Pedro Oliveira foi distinguido com o prémio Magisterium, no concurso internacional de música e arte sonora electroacústica de Bourges (França).
O prémio, de relevo a nível mundial na área, é atribuído anualmente a um compositor que tenha desenvolvido uma carreira de prestígio na música eelectroacústica ou mista (instrumentos e electrónica).
Entre os compositores a quem já foi atribuído este prémio figuram nomes como Bernard Parmegiani, Jean-Claude Risset, Wlodzimierz Kotonski e Francis Dhomont.
Professor catedrático na Universidade de Aveiro, João Pedro Oliveira conta na sua carreira de compositor com vários prémios internacionais.
Além de ser distinguido em Bourges, em cujo concurso já havia sido premiado no ano passado, só no ano de 2007 obteve o primeiro prémio no Roma Soundtrack Competition (Itália), o prémio Yamaha-Visiones Sonoras(México) e foi ainda premiado no concurso de Música Nova (República Checa), tendo produzido obras sob encomenda para instituições como a Orquestra Arturo Toscanini (itália) e a Fundação Gulbenkian.
João Pedro Oliveira nasceu em 1959 e estudou composição, órgão e arquitectura em Lisboa. De 1985 a 1990 esteve nos Estados Unidos com uma bolsa da Fundação Gulbenkian e da Comissão Cultural Luso-Americana.
Na Universidade de Aveiro, João Pedro Oliveira ensina Composição, Análise e Música Electroacústica.
Diário Digital / Lusa

Junho Julho
Até 13 de Julho será representada a ópera extravagante SAGA.
Música de Jorge Salgueiro
Libreto é de João Brites a partir de contos e poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen.
De Quinta a Domingo às 21h30m,
Jerónimos/Museu de Marinha
JOANA: Inês Madeira (mezzosoprano dramático)
MIGUEL: João Sebastião (tenor lírico)
MULHER DO SILÊNCIO: Sara Belo (soprano dramático)
HOMEM DO SILÊNCIO: Rossano Ghira (contratenor)
DEUSA PIRATA e CAPITÃO PIRATA: Filipa Lopes (soprano coloratura)
DEUS PIRATA e ARMADOR PIRATA: Fernando Ribeiro (voz gutural "Moonspell") ou Rui Sidónio (voz gutural "Bizarra Locomotiva")
MARIA: Cristina Ribeiro (pop rock e fado)
GUSTAVO: Francisco Fanhais (cantautor de intervenção)
LAURA: Ana Brandão (actriz-cantora)
ISABEL: Sandra Rosado (bailarina-cantora)
JOÃO: Pedro Ramos (bailarino-tenor dramático)
BANDA DA ARMADA

Depois de cerca de sete anos afastado dos palcos enquanto performer, António Pinho Vargas, grande referência da composição erudita contemporânea em Portugal, regressa às gravações e aos concertos. A propósito do lançamento do primeiro de dois CD duplos a solo - Imperfeições 1 & 2 - o CCB recebe o aguardado reencontro de Pinho Vargas com o público. O compositor propôs que este concerto de lançamento tivesse lugar no mesmo local onde foi gravado em Dezembro de 2007: o Pequeno Auditório. Neste recital, António Pinho Vargas revisita, em novas versões para piano solo e com uma nova atitude face ao acto de improvisar, as composições para os seus grupos de jazz (de 1976 a 2000) e quatro outras peças suas nunca gravadas.
www.antoniopinhovargas.com
Programa:
MAX REGER – Prelúdio – Gavotte da Suite Nº 2 op. 131C nº 2 para violoncelo solo
Violoncelo – RAMON BASSAL
J.S.BACH – Preludio – da Suite Em Ré Maior BWV 1012 para violoncelo solo
Violoncelo – MIGUEL FERNANDES
S. PROKOFIEV – Sonata para violoncelo e piano em Dó Maior op 119
Violoncelo – MIGUEL FERNANDES
Piano – TERESA DOUTOR
INTERVALO
R. GLIÈRE – Folha de Álbum, op 51, nº 1
Violoncelo – CATARINA BRAGA
Piano – ALEXEI EREMINE
J.S.BACH – Sarabande – da Suite em dó menor, BWV 1011 para violoncelo solo
Violoncelo – CAROLINA MATOS
J. BRAHMS – Sonata para violoncelo e piano em mi menor, op 38
Violoncelo – CAROLINA MATOS
Piano –ALEXEI EREMINE
ASSOCIAÇÃO GUILHERMINA SUGGIA

O Museu da Música abre as portas excepcionalmente na próxima segunda-feira para acolher a estreia em Portugal do ConTempo String Quartet. A entrada é livre.
Constituído por Bogdan Sofei (1.º violino), Ingrid Nicola (2.º violino), Andreea Banciu (violeta) e Adrian Mantu (violoncelo), este quarteto Romeno escolheu para a sua primeira apresentação em Portugal composições de Joseph Haydn, Heitor Villa-Lobos, Radu Paladi, Sabin Pautza e Antonin Dvorak.
Além da sua actuação no Museu da Música, o ConTempo String Quartet apresentar-se-á ainda no dia 24, pelas 20:30 h, no Auditório do Instituto Franco-Português (Av. Luís Bívar, 91), dois concertos organizados pelo Instituto Cultural Romeno, este último a ser gravado para posterior transmissão no programa Concerto Aberto da RDP Antena 2.

SALA NIETZSCHE
com:
PIANO:
ALEXEI EREMINE
TERESA DOUTOR
VIOLONCELO:
CAROLINA MATOS
MIGUEL FERNANDES
RAMON BASSAL
Interpretarão obras de J. Brahms, S.Prokofiev, R. Glière,

Guilhermina Suggia foi uma das intérpretes predilectas do Concerto para violoncelo de Elgar. A 22 de Junho de 2008 celebram-se 75 anos da primeira vez que o tocou em público e 60 anos sobre o último concerto da violoncelista na cidade do Porto.
Após a sua morte, Suggia doou em testamento os seus violoncelos para constituir um fundo que premiasse jovens instrumentistas de grande talento. Em 1970, Steven Isserlis foi galardoado com o Prémio Suggia em Londres. Hoje em dia, Isserlis conta com uma vasta discografia e uma preenchida carreira concertista, sendo considerado uma referência no Concerto de Elgar que gravou para a Virgin Classics.
Steven Isserlis homenageia a intérprete que deu nome ao grande auditório da Casa da Música.
"O Embaixador do Brasil em Portugal regressando de Inglaterra trouxe a notícia do êxito estrondoso de Suggia no concerto de Elgar no dia 10 de Dezembro de 1938 no Queen's Hall de Londres, com a orquestra sinfónica da BBC sob a direcção de Sir Henry Wood." Diário de Lisboa, 14 de Dezembro de 1938 (sobre Suggia e o Concerto de Elgar)
Joseph Swensen direcção musical
Steven Isserlis violoncelo
Programa:
Edward Elgar Concerto para violoncelo e orquestra
Concerto comentado por Fátima Pombo

Programa:
Armando José Fernandes
Sonatina
Allegretto grazioso
Tempo di follia Allegro moderato (fughetta)
João Domingos Bomtempo
Sonata Op. 9 nº 1
Allegro maestoso cantabile
Larghetto con molta espressione
Finale allegro vivace
Fernando Lopes Graça
Sonatina recuperada nº 1
Com spirito
Andantino
Fughetta
Chopin
Fantasia Op. 49
Nascida em Turim em 1914, é portuguesa pelo casamento. Estudou piano com Bufaletti, Alfredo Casella e Vianna da Motta e composição com Ferrari Trecate. É diplomada em piano pelos Conservatórios de Milão e Pesaro e licenciada em Direito pela Universidade de Parma. Em 1933, foi premiada no 1º Concurso para Jovens Concertistas, em Roma, e obteve, em 1944, por unanimidade, o primeiro Prémio Vianna da Motta, da Emissora Nacional de Lisboa.
Além de concertos sinfónicos e recitais em Portugal e outros países da Europa, realizou várias digressões no Brasil e África do Sul. Deu importantes primeiras audições, entre as quais, do Ludus Tonalis de Hindemith, dos Prelúdios de Frank Martin, de várias obras de Messiaen e dos concertos de Prokofieff, Béla Bartók, Hindemith, Dallapiccola, Shostakovitch, Tansmann, Gershwin, Ruy Coelho, Armando José Fernandes e Fernando Lopes Graça. Fez recitais e palestras sobre Scarlatti e Clementi. Gravou vários discos de música portuguesa e fez a gravação integral da obra pianística de Bontempo, incluindo os quatro concertos para piano deste mesmo autor, com a colaboração da Orquestra Sinfónica de Nuremberg.
Em 1974, recebeu da imprensa um prémio especial pela divulgação da música portuguesa. No dia 1 de Outubro de 1986, foi-lhe atribuída, pela Secretaria de Estado da Cultura, a Medalha de Mérito Cultural e, em 10 de Junho de 1989, a Comenda da Ordem de Santiago da Espada, pelo Presidente da República.
Em Janeiro de 2004, foi condecorada pelo Presidente da República da Itália com o grau de grande Oficial de Ordem da Solidariedade Italiana.

NOS DIAS 16 e 17 de JUNHO - ÀS 21,00 H - NO CCB - PEQUENO AUDITÓRIO
INTEGRAL DAS SUITES PARA VIOLONCELO SOLO de J. S. BACH
BRUNO BORRALHINHO - violoncelista
(esta é a entrada nº 1200 do blogue)


PEQUENO AUDITÓRIO DO CCB 21h
INTEGRAL DAS SUITES PARA VIOLONCELO SOLO DE JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750)
Bruno Borralhinho | violoncelo
Dia 16 de Junho
Suite nº 1 em Sol maior, BWV 1007
Suite nº 4 em Mi Bemol maior, BWV 1010
Suite nº 5 em Dó menor, BWV 1011
Dia 17 de Junho
Suite nº 2 em Ré menor, BWV 1008
Suite nº 3 em Dó maior, BWV 1009
Suite nº 6 em Ré maior, BWV 1012
O jovem e virtuoso violoncelista português Bruno Borralhinho, membro da prestigiada orquestra alemã Dresdner Philharmonie, interpreta a Integral das Suites para violoncelo solo de Bach em dois recitais, apresentando-se com o violoncelo Montagnana de Guilhermina Suggia.
"As Suites para Violoncelo Solo de Bach representam sem margem para dúvidas um auge no repertório do instrumento e uma herança absolutamente fascinante da inspiração e génio do compositor alemão. Dos vários manuscritos que chegaram até aos nossos dias, nenhum foi escrito pela mão do próprio criador e as constantes contradições e perguntas que vão surgindo sobre qual a versão mais autêntica, tornam as Suites para Violoncelo Solo ainda mais especiais. Verdades absolutas para essas perguntas teimam em não aparecer. E a imaginação e inspiração do intérprete e do ouvinte são certamente as melhores respostas para decifrar estas maravilhosas obras de arte que, pela sua beleza e requinte natural, conquistaram um lugar eterno na História da Música."
Bruno Borralhinho
Concerto com projecção vídeo original de
RUI GATO E MARGARIDA MOURA GUEDES
Programa
N. Côrte-Real
Quarteto para o Infinito op.41
para clarinete, violino, violoncelo e piano
intervalo
O. Messiaen
Quarteto para o Fim dos Tempos
para clarinete, violino, violoncelo e piano
Ensemble Darcos
Violino – Reyes Gallardo
Clarinete – Fausto Corneo
Violoncelo – Filipe Quaresma
Piano – Helder Marques
Participação especial de Jorge Sequerra
Direcção Artística – Nuno Côrte-Real
* A Temporada DARCOS 2008 é uma série de concertos que se realizam no Teatro-Cine de Torres Vedras, e cuja direcção artística está a cargo do compositor Nuno Côrte-Real. Maioritariamente constituída por música de câmara, a Temporada DARCOS 2008 conta com a presença de comentadores de renome nacional, músicos convidados nacionais e internacionais, encomendas a compositores portugueses, ensaios abertos ao público, e criação vídeo original. Da música interpretada destaca-se o romantismo alemão com compositores como Schubert ou Brahms, o modernismo francês com Debussy ou Ravel, e uma especial e regular presença de obras de Nuno Côrte-Real, revisitadas ou escritas a propósito. E claro, a presença estrutural do mestre Beethoven.

...Für das Cello herrschte in dieser ruhmvollen Zeit Casals unumschränkt, gefolgt von jenen, die von seiner Cellorevolution inspiriert waren wie Gaspar Cassadó, Guilhermina Suggia, Maurice Eisenberg, dann Gregor Piatigorsky oder Emanuel Feuermann.
"GROSSE CELLISTEN" Piper Verlag GmbH, Munich 2007 (www.piper.de)

PROGRAMA
I
Alberto Gomes da Silva (-1795)
6ª Sonata em Ré Maior para Cravo
Allegro - Minuetto
João Baptista André Avondano (- 1800)
1º Dueto para dois violoncelos
Andantino - Largo - Allegro Assai
João Baptista André Avondano (- 1800)
3ª Sonata para violoncelo e baixo contínuo
Andantino - Largo - Minuetto con Variazione
II
Franz Keyper (1756 – 1815)
Romance e Rondo para contrabaixo e cravo
Luigi Boccherini (1743 - 1805)
Sonata em Lá Maior para violoncelo e baixo contínuo
Adagio - Affetuoso - Allegro
Giacomo Bassevi Cervetto (1682-1783)
1ª Sonata para dois violoncelos e baixo contínuo
Adagio - Minuetto I e II - Allegro
AVONDANO ENSEMBLE
MUSEU DA MÚSICA PORUGUESA - CASA VERDADES DE FARIA
Av de Sabóia, 1146
MONTE ESTORIL
Tel 214815904/02
Este agrupamento instrumental reúne um conjunto de músicos com um objectivo central comum: executar e divulgar a música instrumental dos Pós-Barrocos Europeus, em particular a que era cultivada nos diversos contextos sociais portugueses de finais do século dezoito e inícios do século XIX.
Após um período inicial de trabalho, em 2005, o agrupamento emerge com a sua formação de base de dois violoncelos, contrabaixo e cravo na sequência da tomada da decisão de prosseguir com o trabalho entretanto desenvolvido, sendo Catherine Strynckx, Miguel Rocha, Adriano Aguiar e João Paulo Janeiro os seus membros fundadores.
Esta decisão consubstancia-se num projecto que obteve o apoio do Instituto das Artes, da Casa da Música, da Câmara Municipal de Cascais, e que se encontra em finalização, no qual se integra a gravação discográfica das quatro sonatas e dois duetos de João Baptista André Avondano em instrumentos históricos de referência do Museu da Música, designadamente o violoncelo Stradivarius ‘Rei de Portugal’ e o cravo Antunes, bem como a edição crítica destas obras e a realização de concertos.
A adopção do apelido Avondano para a designação deste agrupamento decorre, por um lado, deste ter iniciado a sua actividade executando as obras de João Baptista André Avondano, e por outro, da evocação da família de músicos com o mesmo nome, de origem italiana, que desempenhou um papel marcante na prática e composição musicais do século dezoito em Portugal.
No seu breve percurso, o Avondano Ensemble realizou concertos no Centro Cultural de Belém, nos Encontros de Música Antiga de Tomar, em Castelo Branco e em Cascais.
Recentemente actuou nos “Dias da Música” no CCB e tem previsto concertos de lançamento das edições aqui mencionadas no início de Maio de 2008, em Cascais – Centro Cultural – e no Porto – Casa da Música

Cannes, França, 19 Mai (Lusa) - O realizador português Manoel de Oliveira manifestou-se hoje "muito sensibilizado por finalmente ter recebido a Palma de Ouro" no Festival Internacional de Cinema de Cannes, onde foi homenageado.
A organização do festival prestou hoje um tributo ao realizador português atribuíndo-lhe a Palma de Ouro pela carreira, associando-se também aos cem anos que Manoel de Oliveira celebrará em Dezembro.
"Ao longo de um século eu cresci com o cinema e hoje eu sei que foi o cinema que me fez crescer. Viva o cinema!", exclamou Manoel de Oliveira no Grand Théâtre Lumière, onde foi longamente aplaudido.
Manoel de Oliveira recebeu o prémio das mãos do actor francês Michel Piccoli, numa cerimónia onde marcaram presença o júri de Cannes, o realizador norte-americano Clint Eastwood e o presidente da Cinemateca Portuguesa, João Bénard da Costa.
"Esta foi a melhor forma de receber este prémio", disse Manoel de Oliveira emocionado, sublinhando que não gostaria de ser distinguido em competição com os seus colegas realizadores.
Na assistência estiveram ainda Christine Albanel, ministra da Cultura de França, e José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia.
O ministro da Cultura português, José António Pinto Ribeiro, não esteve na cerimónia, "por um contratempo de trabalho de última hora", mas estará presente no jantar de hoje homenagem ao realizador, disse à Lusa o assessor, Rui Peças.
Na cerimónia desta tarde foram exibidos o filme "Um dia na vida de Manoel de Oliveira", realizado pelo presidente do festival, Gilles Jacob, e a curta-metragem documental "Douro faina fluvial".
Manoel de Oliveira mantém uma relação muito próxima com o cinema francês, com co-produções e a participação de actores como Catherine Deneuve e Michel Piccoli nos seus filmes e tem sido presença assídua em Cannes.
"Os Canibais" (1988), "O convento" (1995), "A carta" (1999), "Vou para casa" (2001) e "O Princípio da Incerteza" (2002) estiveram nomeados para a Palma de Ouro, o prémio máximo atribuído em Cannes.
"Viagem ao Princípio do Mundo" (1997), protagonizado por Marcelo Mastroianni, foi distinguido com o prémio FRIPESCI e com o prémio do júri ecuménico e "A carta" (1999), com Chiara Mastroianni, recebeu o prémio do júri na edição de 1999.
Em 2007, quando o festival de Cannes cumpriu 60 edições, Manoel de Oliveira foi um dos 35 realizadores convidados pela direcção do evento para realizar uma curta-metragem subordinado ao tema "A cada um o seu cinema".
SS.
Lusa/fim


Porto, 12 Mai (Lusa) - A escultora Irene Vilar faleceu hoje no Hospital de São João, no Porto, onde se encontrava internada há mais de um mês, disse hoje à Lusa fonte hospitalar.
Aqui, neste grupo, em 27 de Junho de 2007 no descerramento da placa de sua autoria na casa de GUILHERMINA SUGGIA.
Ficará a sua obra e a sua memória.
Autora de uma vasta obra de escultura, medalhística, numismática e de ourivesaria, Irene Vilar, que tinha 77 anos, nasceu em 1930, em Matosinhos, município ao qual fez, em 1976, um legado de parte da sua obra escultórica.
Licenciou-se pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto, com 20 valores, na tese de Escultura, tendo sido discípula de Barata Feyo e Dórdio Gomes.
Depois de formada foi bolseira do Instituto de Alta Cultura e da Fundação Calouste Gulbenkian, no estrangeiro.
Participou, com escultura e medalhística, nas grandes exposições realizadas em Portugal, entre as quais "Cristo fonte de esperança" (Porto), "Morte e Transfiguração" (Sociedade Nacional de Belas Artes - SNBA, Lisboa), "Natividade 2000" (Mosteiro dos Jerónimos) e "100 anos - 100 artistas" (SNBA, Lisboa).
A sua obra escultórica encontra-se dispersa por Portugal, Alemanha, África do Sul, Brasil, Bélgica, Holanda e Macau, tendo sido apresentada em duas exposições recentes: "Modelar o mistério", Lisboa, Universidade Católica Portuguesa (2003) e "Do gesto ao gesso", Matosinhos (2004).
Irene Vilar representou Portugal em diversos certames internacionais, nomeadamente nas Bienais de São Paulo, Paris, Colónia, Roma, Florença, Estocolmo, Londres, Helsínquia, Budapeste, Neuchâtel, Weimar e Roterdão.
Realizou, de entre muitos outros, os monumentos a Camões, Garcia de Orta e Guilhermina Suggia, no Porto; ao Bombeiro, em Paredes; ao Artilheiro no Regimento de Artilharia 5, em Vila Nova de Gaia; a São Rosendo, em Santo Tirso; ao Pescador, a Florbela Espanca e a Abel Salazar, em Matosinhos; a São Miguel Arcanjo no Comando-Geral da PSP, em Lisboa; a Dom António Ferreira Gomes, ao Padre Américo, assim como o conjunto de nove esculturas na Rotunda do Cameirinho, em Penafiel.
Concebeu vários monumentos a Fernando Pessoa, nomeadamente em Durban (África do Sul), São Paulo (Brasil) e em Ixelles, Bruxelas, na Bélgica.
A convite do Governo de Macau executou, em 1996, o Monumento Abraço para o Jardim Luís de Camões.
De carácter monumental são igualmente as esculturas para o Sheraton Porto Hotel, a fonte Universo para o SMAS, no Porto; Mundo para os jardins do CAM, da Fundação Calouste Gulbenkian.
São também da sua autoria o Monumento aos 500 Anos do Teatro, em Guimarães (2003) e a estátua da Imaculada Conceição para os jardins da Universidade Católica, em Lisboa (2004).
Executou vários baixos-relevos para os tribunais de Valença, Moimenta da Beira, Paços de Ferreira, Porto e Santo Tirso.
Da vasta e inovadora produção no universo da expressão cristã, deu recentemente corpo a obras como: Cristo Ressuscitado, na Igreja dos Padres Carmelitas, na Foz do Douro (Porto) e São Miguel, na Igreja da Maia, entre muitos outros.
Está representada em colecções particulares e oficiais, nomeadamente da Secretaria de Estado da Cultura, Museu Amadeo Souza-Cardoso, Biblioteca-Museu de Vila Franca de Xira, Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto, Museu do Chiado, em Lisboa, Património Artístico de Matosinhos, entre outras.
Para a Imprensa Nacional-Casa da Moeda executou várias moedas, destacando-se as da Batalha de Ourique, D. Afonso Henriques, de Amadeo Souza-Cardozo, Antero de Quental, Camilo Castelo Branco, Pauliteiros, Banco de Portugal e Porto 2001, Capital Europeia da Cultura.
Em 1991, foi publicada uma obra com parte da sua criação escultórica, intitulada "Irene Vilar: quem me dirá quem sou?", com texto de Maria da Glória Padrão (Edições ASA).
Em 1997, por iniciativa do Governo de Macau, é publicado o livro "Abraço - Uma escultura para Macau".
A Câmara Municipal de Matosinhos editou em 2004 "Do gesto ao Gesso", com textos de João Antunes e de Jorge Araújo.
Irene Vilar recebeu várias distinções, nomeadamente as de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, Medalha de Mérito, grau Ouro, da Câmara Municipal do Porto, Cidadã do Ano 1989/90, do Lyon`s Club de Matosinhos e Medalha de Mérito Dourada da Câmara Municipal de Matosinhos.
PF.
Lusa/Fim

Compositor e violoncelista português, João Baptista André Avondano fez parte da Orquestra da Real Câmara e estudou em Paris em 1769 com Jean-Pierre Duport, tendo publicado nessa cidade e em Lyon estas Quattro Sonate e Due Duetti per due Violoncelli dedicati a Sua Maestà Il Re di Portugallo dal Sig.r Gio: Batista Andrea Avondano.
Este projecto contou com a participação de várias entidades, tendo recebido o financiamento da Direcção-Geral das Artes, Casa da Música e Câmara Municipal de Cascais com apoios do Museu da Música, LPI, J. A. Santos, Lusitânia e Museu dos Coches.
Na gravação deste CD duplo foram utilizados dois instrumentos históricos do Museu da Música: o violoncelo Stradivarius “Rei de Portugal” (1725) e o cravo Antunes (1758).
O Avondano Ensemble desenvolveu este projecto tendo como base o único exemplar conhecido destas obras, que se encontra na Staatsbibliothek de Berlim com a referência KH.M. 122 – Rism A 2946 e dos vários manuscritos aí existentes.
A publicação em partitura contém uma edição crítica, com uma versão em notação actualizada e a realização harmónica do baixo contínuo, para além de um fac-simile da edição original.
Avondano Ensemble
Catherine Strynckx e Miguel Rocha (violoncelos)
Adriano Aguiar (contrabaixo)
João Paulo Janeiro (cravo)
O Avondano Ensemble lançará, nos próximos dias 9 e 11 de Maio do corrente ano, uma edição em CD e outra em partitura das 4 sonatas para violoncelo e baixo contínuo e 2 duetos para 2 violoncelos de João Baptista André Avondano ( -1800).
Compositor e violoncelista português, João Baptista André Avondano fez parte da Orquestra da Real Câmara e estudou em Paris em 1769 com Jean-Pierre Duport, tendo publicado nessa cidade e em Lyon estas Quattro Sonate e Due Duetti per due Violoncelli dedicati a Sua Maestà Il Re di Portugallo dal Sig.r Gio: Batista Andrea Avondano.
Estes eventos terão lugar no dia 9 de Maio de 2008 em Cascais, no Centro Cultural, às 21.30 horas e no dia 11 de Maio de 2008 no Porto, na Casa da Música, às 18.00 horas.
Em cada uma destes lançamentos o Avondano Ensemble realizará um momento musical, com 2 obras destas edições.


Compositor e violoncelista português, João Baptista André Avondano fez parte da Orquestra da Real Câmara e estudou em Paris em 1769 com Jean-Pierre Duport, tendo publicado nessa cidade e em Lyon estas Quattro Sonate e Due Duetti per due Violoncelli dedicati a Sua Maestà Il Re di Portugallo dal Sig.r Gio: Batista Andrea Avondano.

MASTER-CLASSES - DATA LIMITE PARA INSCRIÇÕES: 2 MAIO 2008
Professores:
Piano:
Nina Schumann - Africa do Sul
Luis Magalhães - Portugal
Cordas:
Benjamim Schmid (violino) – Austria
Suzanne Martens (violino) - Africa do Sul
Xandi van Dijk (viola) - Africa do Sul
Eugene Osadchy (violoncelo) - EUA
Peter Martens (violoncelo) – Africa do Sul
Leon Bosch (contrabaixo) – Ingelaterra
Trompa:
Abel Pereira - Portugal
O Stellenbosch Festival de Música de Câmara Internacional é o único festival do seu tipo na Africa do Sul, incorporando música de câmara nas suas componentes prática e educativa. Em 2008 o festival celebra o seu 5º aniversario e a organização decidiu promover uma versão reduzida do evento com o objectivo de criar uma rede musical com outras cidades internacionais. A primeira extensco deste Festival vai decorrer na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicco, Portugal, nos dias 9, 10 e 11 de Maio.
Com a Direcção Artística assinada por Luis Magalhães, pianista português de renome internacional residente na Africa do Sul, o elenco internacional será constituído por alguns dos melhores intérpretes da actualidade, para trompa, cordas e piano: Benjamim Schmid (Austria), Nina Schumann, Xandi Van Dyk, Suzanne Martens e Peter Martens (Africa do Sul), Eugene Osatchy (EUA), Lesn Bosch (Inglaterra), Abel Pereira e Lums Magalhces (Portugal).
Com um formato de três dias, os músicos participantes no Festival protagonizarão três concertos, a solo ou em formação de orquestra de câmara. Estão também previstas acções educativas (master-classes), de formação (worhshops) e de lazer (conversas informais com músicos, melómanos e musicólogos – Conversas no ‘Café Concerto’). Os alunos que se inscreverem nas master-classes terão ainda a oportunidade de participar no concerto de encerramento caso sejam seleccionados para isso durante os dias do festival.
Criar um ambiente de interacção entre estudantes de música e instrumentistas de calibre internacional e servir de montra a jovens talentos são os principais objectivos deste festival. Assim, vimos por este meio solicitar a divulgação do mesmo junto dos estudantes e músicos em geral.
Lígia Candeias
Telm.: 91.9588953
E-mail: ligiacandeias@miltemas.com

com Andreia Bento, Cecília Henriques, Pedro Carmo, Pedro Gil, Pedro Lacerda, Sérgio Godinho e Sílvia Filipe
Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves
Luz Pedro Domingos
Encenação Jorge Silva Melo
Assistência de encenação Luís Godinho
O texto está publicado nos Livrinhos de Teatro, nº 24 dos Artistas Unidos.
De novo pais e de novo filhos. Américo é o pai, doente e solitário. Vítor, o seu filho, casado com Gabriela que o deixa para partir em viagem. Patrícia, a irmã de Gabriela, vive na casa da infância, vazia agora que os pais morreram. Gustavo regressou depois de vinte anos fora do país e procura uma casa onde ficar e o pai que já há muito não via. Mas encontra apenas Vânia, a sua meia-irmã, que está ainda no princípio. E por último Mário, que trabalha como estafeta para uma florista incompetente que se engana sucessivamente na morada dos clientes.
Uma nova peça de José Maria Vieira Mendes, escrita para os AU. Sete personagens deambulam pelas suas histórias e cruzam-se umas com as outras, numa teia irregular e esburacada que a todos une. Gente que entra e sai numa cidade onde muita coisa se esconde ou não se vê, onde as ruas ficam desertas à noite e por onde passa um comboio que não se sabe para onde vai. Desencontros, partidas e abandonos. Uma peça sobre a morte, sim, o escuro, claro, mas também sobre a distância, o regresso, o esquecimento e a procura de uma morada.
GUSTAVO Tenho de comprar um mapa de jeito.
Pensava que me lembrava das ruas, mas nada.
Esta cidade engana

TEMPORADA DARCOS 2008
Concerto comentado por Alexandre Delgado
Programa
J. S. Bach
4 prelúdios do primeiro livro do Cravo Bem Temperado
(arranjo para quarteto de cordas de N. Côrte-Real)
- Praeludium XVII em Lá bemol maior
- Praeludium X em Mi menor
- Praeludium XXII em Si bemol menor
- Praeludium VII em Mi bemol maior
N. Côrte-Real
Sonata Holandesa opus 36
para violino, violoncelo e piano
Intervalo
L. van Beethoven
Quarteto de cordas nº 7, opus 59 nº 1 - “Razumovski”
- Allegro
- Allegretto vivace e sempre scherzando
- Adagio molto e mesto
- Thème Russe
Ensemble Darcos
Violinos – Giulio Rovighi e Reyes Gallardo
Viola – Jadenir Lacorte
Violoncelo – Filipe Quaresma
Piano – Helder Marques
Direcção Artística – Nuno Côrte-Real
* A Temporada DARCOS 2008 é uma série de concertos que se realizam no Teatro-Cine de Torres Vedras, e cuja direcção artística está a cargo do compositor Nuno Côrte-Real. Maioritariamente constituída por música de câmara, a Temporada DARCOS 2008 conta com a presença de comentadores de renome nacional, músicos convidados nacionais e internacionais, encomendas a compositores portugueses, ensaios abertos ao público, e criação vídeo original. Da música interpretada destaca-se o romantismo alemão com compositores como Schubert ou Brahms, o modernismo francês com Debussy ou Ravel, e uma especial e regular presença de obras de Nuno Côrte-Real, revisitadas ou escritas a propósito. E claro, a presença estrutural do mestre Beethoven.


A petição "Alguém Acuda ao Salão Nobre do Conservatório, por favor!" que recolheu 5043 assinaturas foi entregue no dia 11 de Fevereiro na Presidência da República, no dia 18 do mesmo mês na Assembleia da República e Gabinete do 1º Ministro e Ministério da Educação e no dia 19 no Ministéria da Cultura e Câmara Municipal de Lisboa.
No dia 5 de Março fomos informados pela Assembleia da República de que a petição tinha sido aceite e que tinha sido entregue à Comissão de "Ética, Sociedade e Cultura" (presidida pelo Deputado Luís Marques Guedes) para efeitos de apreciação e parecer.
No dia 14 de Março os peticionários foram convocados pela Deputada Matilde de Sousa Franco, relatora da petição, a comparecer perante a Comissão para serem ouvidos pela mesma, no dia 27 do mesmo mês.
Assim foi. Estiveram presentes os 3 peticionários responsáveis pela petição (Virgílio Marques, Paulo Ferrero -do Forum Cidadania Lisboa - e a Prof Leonor Lucena) bem como 2 Vice-Presidentes do Conselho Executivo da Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa (Prof Ana Mafalda Pernão e Prof Jorge Sá Machado) e ainda Glória de Matos, Professora Aposentada da Escola de Teatro do Conservatório Nacional.
Segundo informação da Deputada Relatora todos os partidos tinham sido convocados a estarem na reunião. Lamentavelmente nem 1 só deputado esteve presente, o que mostra a importância dada às questões do nosso património.
De acordo com a lei das petições da Assembleia da República, todas as petições que lhe sejam dirigidas e que tenham mais de 4000 subscritores, desde que tenham um parecer favorável da comissão que a apreciou, serão obrigatoriamente discutidas em plenário.
Pareceu-nos que a Senhora Deputada Relatora Matilde Sousa Franco é uma pessoa conhecedora e informada do Salão Nobre do Conservatório Nacional.
Depois do seu parecer, que esperamos seja favorável a esta causa, ser entregue ao Senhor Presidente da AR, este terá 30 dias para agendar a discussão em plenário.
Foi entregue a cada um dos Grupos Parlamentares da AR uma pasta com documentação sobre o Convento dos Caetanos/Conservatório Nacional/Salão Nobre do Conservatório Nacional e várias fotografias reveladoras da sua importância e do seu mau estado.
Perante a indiferença dos deputados na defesa dum património que, provavelmente, não conhecem sequer, corre-se o risco de tudo ficar como está.
Teremos que prosseguir a luta pelo restauro duma obra importantíssima, evitar que este Salão caia e seja transformado num Hotel de Luxo que parece ser o que "está a dar".
Foi entregue também uma pasta igual às que foram entregues aos GP no Gabinete do Vereador Arq Manuel Salgado e na "Unidade de Projecto de Bairro Alto e Bica".



O MovArte apresenta e subscreve esta petição lançada pelos professores da EMCN (ESCOLA DE MÚSICA DO CONSERVATÓRIO NACIONAL), e apela a todos os leitores que se juntem neste momento crítico a uma mobilização nacional pela defesa do ensino artístico.
O movimentopelamusica, formado por um grupo de Professores da Escola de Música do Conservatório Nacional, tem como objectivo informar a população em geral sobre as implicações que a reforma prevista pelo Ministério da Educação terá no ensino especializado da música. Sob a bandeira falaciosa de uma democratização do ensino musical, o Ministério da Educação prepara-se para extinguir o ensino especializado da música no país. As crianças entre os 6 e os 9 anos, assim como os alunos de idades mais avançadas serão excluídos do sistema. Como exemplo: dos cerca de 900 alunos da Escola de Música do Conservatório Nacional, 75% não poderá prosseguir os seus estudos. As famílias, e só as que tiverem maiores possibilidades financeiras, serão então obrigadas a pagar por um ensino de qualidade em escolas privadas. A cultura musical ficará empobrecida, mais cara e mais elitista! Somos pela abertura de uma sensibilização à música dirigida a todas as crianças desde a pré-primária e, se possível, nas escolas do ensino genérico. Mas estas medidas não podem ser tomadas à custa da extinção do ensino especializado, onde até agora crianças a partir dos seis anos de idade podiam aprender a tocar um instrumento. O ensino especializado da música tem um valor formativo único e é igualmente uma importante fonte geradora de emprego - a indústria da música e do espectáculo gera aproximadamente 100.000.000.000€ por ano (não tendo em conta as verbas de espectáculos musicais), quantia que cobre 7 vezes a despesa do Ministério da Educação com o ensino especializado da música. Em consonância com outros movimentos (Movarte, salvemoconservatorionacional) somos pela defesa de um ensino de qualidade e as nossas posições encontram-se reflectidas no Manifesto aprovado em Assembleia Geral de Escola e que se encontra em anexo a este e-mail.
Se partilhar das nossas inquietações, junte-se a este movimento, ajude a divulgar este e-mail e assine a petição on-line que encontrará em:
http://www.petitiononline.com/CFEEMP/petition.html

O MESSIAS de George Friedrich Händel
4 e 5 JANEIRO | 21h | AULA MAGNA
Nova Orquestra Sinfónica de Lisboa e o Coro da Nova Orquestra Sinfónica de Lisboa
Ana Paula Russo, soprano
Margarida Reis, meio-Soprano
Fernando Guimarães, tenor
Nuno Vilallonga, barítono
Direcção
Albertino Monteiro


Aceite o convite feito pelo Heitor, aqui estou a tornar pública a escolha dos meus 5 filmes – esta é a maior dificuldade. Em vez de 5 aparecem 50. Faço a selecção mas daí a 5 minutos vêm-me à memória outros e depois outros. Tenho uma dificuldade muito grande em fazer escolhas, seja de filmes ou músicas ou compositores ou intérpretes. Mas de todos estes filmes que vou referir que cada um escolha 5. Eu não consigo. Aqui vai:
-“Vida Solitária” (The Whisperers) um filme de 1967 de Bryan Forbes com Edith Evans.
- “Crepúsculo dos Deuses” com Glória Swanson
-“O Criado” de Joseph Losey
-“Viagem a Itália” de Rosselini
-“Matrimónio à Italiana” de Vittorio de Sica
-“O Leopardo”, “Obsessão”, “Senso”, “Morte em Veneza” de Visconti (apetecia-me escolher todos deste realizador)
-“Providence” e “O Último Ano em Marienbad” de Alain Resnais
-“Diário de Uma Criada de Quarto” com Jeanne Moreau, “Viridiana”, “Tristana”, “La Belle de Jour” de Buñuel
- “Roma”, “Ensaio de Orquestra” de Fellini
-“As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant”, “Querelle” de Fassbinder
-“Rebecca”, “Janela Indiscreta”,”Intriga Internacional”, “Chamada para a Morte” de A Hitchcock
-“A Flauta Mágica”, “Lágrimas e Suspiros”, “Fanny e Alexander”, “Sonata de Outono” de I. Bergman
-“1900” de Bertolucci
-“A Vida É Bela” de R.Benigni
-“Elizabeth” de Shekhar Kapur
-“Querida Mamã” com Vanessa Redgrave.
Pedirem que escolha 5 e apresento 30 é no mínimo desonesto mas se espero mais tempo aparecem 50.
Passo o convite ao Rogério Santos, Jorge Guimarães Silva, Valter Hugo Mãe,
à Aldina Duarte e a uma Bandida

a segunda edição do livro «o remorso de baltazar serapião» está nas livrarias. com nova capa e nova paginação, surge a oportunidade para uma conversa, sobre tudo o que o envolve, na loja da fnac, em braga.
acontece na sexta-feira, dia 14, às 22 horas.
www.casadeosso.blogspot.com
O Centro de Estudos Franciscanos vem anunciar que no dia 8 de Dezembro promove, conjuntamente com a Fundação Conservatório de Gaia, um Concerto de Música Sacra onde serão executadas em primeira audição quatro peças musicais correspondendo aos Quatro Mistérios do Rosário, encomendadas por este Centro de Estudos Franciscanos a quatro dos mais ilustres compositores portugueses, Professores Fernando Lapa, Fernando Valente, Eugénio Amorim e Rui Soares da Costa.
Esta obra intitula-se:
"Os Mistérios do Rosário, Cantar a Vida com Maria"
(para coro, instrumentos de sopro e órgão)
e será interpretada por um Conjunto Vocal e Instrumental da Fundação Conservatório de Gaia. Dirigirão o Concerto os Professores Jorge Pires e Artur Pinho.
O Concerto terá lugar na Capela de Nª.Sª dos Anjos dos Padres Franciscanos (OFM), na Rua dos Bragas no Porto pelas 21:30 Horas, sendo a entrada livre.


Vianna da Motta, que tão festejado foi em Weimar por occasião dos concertos que, associado a Busoni, realisou em honra de Liszt, como noticiamos no anterior numero, vae agora fazer uma conferencia sobre o decano dos pianistas francezes, Valentin Alkan.
Executará algumas composições d'este artista, empresa em que poucos se poderiam abalançar, porque as obras produzidas por Alkan pertencem à categoria da mais difficil musica que tem sido escripta para piano.
"A ARTE MUSICAL", Anno II, numero40 de 31 de Agosto de 1900

Uma das 5 caricaturas de José Malhoa offerecidas aos amadoes qur tomaram parte no 1º concerto de musica de camara em 30 de Janeiro de 1899
"A ARTE MUSICAL" Anno I, numeri 5 de 15 de Março de 1899

Em 3 de junho, com uma concorrência diminuta, umas 80 pessoas, deu o seu segundo concerto o pianista Alfredo Napoleão, sendo o local escolhido o Salão do Conservatório.
Eis os trechos de que constava o programma: Sonata Clair de lune, de Beethoven ; Nocturno e Ballada, de Chopin ; dois trechos de Schumann ; o 2º" Concerto e uma suite de pequenas peças do próprio Napoleão.
Além d'isso o talentoso violinista Júlio Cardona tocou a 5ª Sonata de Beethoven.
Devemos dizer, em homenagem á verdade, que o nosso publico não aprecia benevolamente a interpretação de Alfredo Napoleão, em tudo que é Beethoven e Chopin. Acha que elle precipita desordenadamente certos andamentos, tirando-lhe todo o charme e toda a finura. Acha que elle não tem a calma precisa para a interpretação de certas passagens melódicas, que demandam mais elevação do que bravura.
E... talvez tenha razão o publico.
Por outro lado, fez óptima impressão aos entendidos o 2.° Concerto de sua composição, que é obra de valor e superiormente trabalhada do principio ao fim.
Consta-nos que Alfredo Napoleão partirá brevemente para o Porto.
“A ARTE MUSICAL” Anno I nº 35 de 15 de JUNHO de 1900

Lançamento na Sala AMÁLIA RODRIGUES, CCB - 2ª-feira, dia 3 de Dezembro - 18,30 h
O espírito do barroco
1. Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Les Tendres Plaintes - Rondeau [3'13'']
2. Georg Friedrich Haendel (1685-1759): Sarabande [2'10'']
3. Óscar da Silva (1870-1958): Dolorosa nº3 [3'03'']
4. Dmitri Chostakovitch (1906-1975): Prelúdio opus 87 nº1 [2'30'']
5. Johann Sebastian Bach (1685-1750): Gavottes I & II da Suite Inglesa em sol m [3'15'']
O espírito do romantismo
6. Franz Schubert (1797-1828): Trauerwalzer [1'54'']
7-10 Robert Schumann (1810-1856): Kinderszenen (Cenas Infantis), opus 15:
nº1 Von fremden Ländern und Menschen (De terras e gentes desconhecidas) [2'08'']
nº7 Traümerei (Sonhando) [2'51'']
nº13 Der Dichter spricht (Fala o Poeta) [2'49'']
nº9 Ritter vom Steckenpferd (Cavaleiro do cavalo de pau) [0'47'']
11. Johannes Brahms (1833-1897): Variações sobre um Tema de Paganini, opus 35 (2º caderno): Variação XII [1'48'']
12. Franz Liszt (1811-1886): En Rêve [2'36'']
13. Robert Wagner (1813-1883): Ankunft bei den schwarzen Schwänen (O Regresso dos Cisnes Negros) [4'59'']
O espírito ibérico
14. Padre José António [de San Sebastián] Donostia (1886-1956): Preludios Vascos: nº6 Ońazez! - Dolor [1'48'']
15. Federico Mompou (1893-1987): Scènes d'Enfants nº5, Jeunes filles au jardin [3'18'']
16-18 Constança Capdeville (1937-1992): Visions d'Enfants:
nº3 Quand je serai soldat [0'42'']
nº4 Maman, j'ai vu dans la lune... [1'23'']
nº5 Humble danse des petits canards [1'22'']
19-20 Fernando Lopes-Graça (1906-1994): Cinco Embalos, LG 136 / 148:
nº4 [1'48''] *
nº5 [1'46''] *
O espírito da memória
21. Leoš Janáček (1854-1928): Na památku (Lembrança) [2'15'']
22. Luciano Berio (1925-2003): 6 Encores, nº3: Wasserklavier (Piano de água) [3'04'']
23. Arvo Pärt (n. 1935): Variationen zur Gesundung von Arinuschka (Variações para a convalescença de Arinuschka) [4'33'']
O espírito do povo
24. Heitor Villa-Lobos (1887-1959): Chôro Típico nº1 (Chora violão) [4'01'']
25. João Maria Blanc de Castro Abreu e Motta (1914-1959): Olhos Negros - Fado [3'32''] *
26. Astor Piazzolla (1921-1992): Chris-talin - Tango [2'43'']
27. Chick Corea (n. 1941): Where have I loved you before - An improvisation [1'58'']
O espírito do futuro
28-29 Sara Claro (n. 1986): Nove Pequenas Peças
nº7 Balada [2'21''] *
nº9 Momento III [0'27''] *
30-31 Sérgio Azevedo (n. 1968): Duas Borboletas para Olga (para 2 pianos)
nº1 Tango Dolorido [2'11''] *
nº2 Valsa Realejo [1'59''] *
* estreias discográficas absolutas
Total: 1h 16'33'' (76'33'')
Texto para CD “Olga Prats – Piano Singular”
Por Sérgio Azevedo
A poesia dentro de um piano
Fazendo jus ao título deste CD (Muito próximo do título do livro que a editora Bizâncio publicou em Maio de 2007), Olga Prats conduz-nos numa viagem poética através do universo infinito da música escrita para teclado, uma viagem de três séculos e meio, que aqui se inicia com Rameau e Haendel, para continuar no presente com Berio e Piazzolla, e apontar para o futuro com Sara Claro. Uma viagem sem barreiras de estilos, épocas ou credos estéticos que, lado a lado com as formas clássicas da sarabanda, da gavota, da variação e do prelúdio, faz ouvir o fado, o tango, a valsa e o chorinho brasileiro.
Nesta viagem, como no vasto oceano, a linha do horizonte encontra-se sempre à mesma distância, por muito que na sua direcção caminhemos. Viagem sem rumo nem fim. Olga Prats detém-se no caminho, explora algumas veredas, afasta-se – por vezes quilómetros – do itinerário mais frequentado, Bach, Schumann, ou Brahms (que aceita, ainda assim, como a base do seu percurso), para conhecer – e nos dar a conhecer – clareiras e arvoredos esconsos, mas nem por isso (ou talvez por isso mesmo) menos belos: uma peça tardia de Liszt, uma raridade de Wagner, uma bagatela inspirada pela memória amorosa de Janacék, um quase que teatro musical em miniatura escrito por uma Constança Capdeville adolescente, ou um tango e uma valsa de Sérgio Azevedo dedicados a Olga Prats na forma de Duas Borboletas para Olga, essas criaturas evanescentes, símbolos de uma poesia alada e frágil, que a pianista tanto admira.
Este “piano singular” podia, aliás, intitular-se igualmente (usurpando o título de um dos ciclos pianísticos mais poéticos de Janacék), Por um caminho relvado, tal é a poesia romântica e misteriosa que se eleva das obras, escolhidas segundo critérios totalmente opostos à banal programação da maior parte de discos e concertos, que se obstinam em seguir apenas pelos caminhos já estafados do repertório, o qual, de tão explorado na mesma direcção, esconde a verdadeira riqueza e grandeza cósmica de um “corpus” absolutamente sem par em qualquer outro instrumento. Não houve praticamente um compositor, maior ou menor, que não tenha dedicado peças, uma que fosse, ao piano (ou ao cravo, o que vai dar ao mesmo, sendo que muito do repertório cravístico funciona igualmente bem, senão melhor, no piano moderno), sendo Berlioz, Verdi e Puccini as excepções clamorosas que confirmam a regra.
Para além do elevado número de obras para ele escritas, o piano, instrumento de eleição de maior parte dos compositores enquanto auxiliar da criação, serviu também de “diário” musical, diário onde os pensamentos mais profundos, íntimos e elevados encontraram a sua “madre” e aí fecundaram. Não admira pois, que compositores menos célebres, ou até de segundo plano, tenham igualmente deixado música admirável de poesia para o instrumento, e mesmo entre os não pianistas – como Wagner, conhecido sobretudo pelos seus dramas operáticos e pela técnica orquestral – tenham existido momentos sublimes imaginados para um instrumento que, ou não tocavam de todo, ou dominavam muito mal. A Chegada dos Cisnes Negros, desse mesmo Wagner, consegue em alguns minutos de música transformar o solitário piano num Bayreuth em miniatura, e as três vezes que o tema se faz repetir, no início e fim da peça, antecipam o Tristão e as três enunciações do presságio da morte com que se abre o audacioso terceiro acto do mais audacioso e romântico drama musical alguma vez escrito.
Não obstante a beleza que se desprende destas páginas, quantas vezes deparamos com uma tal obra programada? Ou com o enigmático En rêve, do velho Liszt? Ou ainda com esse hino à memória amorosa, nostalgia de um tempo irrecuperável, que é Recordação, de Léos Janacék, a última obra que o velho mestre escreveu, antes de se embrenhar debaixo de uma tempestade nos bosques morávios à procura do filho de Kamila, por amor de quem virá a falecer depois de uma pneumonia contraída nessa busca insana? E que dizer das despojadas e tragicamente simples Variações para a convalescença de Arinushka, de Arvo Pärt, escritas para a filha doente do compositor, do enigmaticamente aquático Wasserklavier de Luciano Berio, dedicado a um amigo querido, ou da liberdade agógica do maravilhoso Where have I known you before de Chick Corea?
São alguns destes tesouros de uma história da música muito diferente da história da música sem imaginação que povoa a maior parte das programações pianísticas, que Olga Prats nos oferece neste registo íntimo, pessoal, e inequivocamente singular, como ela também o é.
© Sérgio Azevedo, 2007 para Trem Azul


uma das 5 caricaturas de José Malhoa offerecidas aos amadores que tomaram parte no 1º concerto de musica de camara em 30 de Janeiro de 1899
"A ARTE MUSICAL" ANNO I, numero 3 de 15 de Fevereiro de 1899

Colecção das 5 caricaturas de José Malhoa offerecidas aos amadores que tomaram parte no 1º concerto de musica de camara realizado em 30 de Janeiro de 1899
"A ARTE MUSICAL", ANNO I, volume 9, de 15 de Maio de 1899

A camara de Londres nomeou uma commissão para dar parecer sobre a creação de um theatro permanente de opera nacional, e essa commissão concluiu que tal creação é necessária ao desenvolvimento da arte nacional e á educação musical do povo, e que o theatro de Convent-Garden, accessivel só aos millionarios e onde se canta em francez, allemão e italiano, linguas que a maioria dos espectadores não entende, é unicamente um objecto de luxo.
Mais observou a commissão que a musica merece tanto ser animada como a pintura e a esculptura, e que se o Estado paga largas subvenções aos museus e compra por preços fabulosos quadros dos grandes mestres para que o publico possa aprecial-os e receber por este meio uma educação artística, a mesma razão deve determinar que se estabeleça um theatro permanente de musica, accessivel ao povo, onde se cante em inglez e onde os artistas inglezes tenham um meio de se produzirem e aperfeiçoarem.
A questão pratica também não pareceu difficil á commissão; não será preciso um grande auxilio dos cofres públicos, nem talvez elle seja necessário. Segundo calculos muito positivos e rigorosos, uma subscripcão de accionistas poderá reunir o capital suficiente, e esse capital bem administrado produzirá juro remunerador ; apenas bastará que a camara ceda gratuitamente o terreno necessário e em sitio conveniente.
“A ARTE MUSICAL” ANNO I, Numero 11 de 15 de Junho de 1899


Colecção de 5 caricaturas de José Malhoa, oferecidas aos Amadores que tomaram parte no 1º concerto de Música de Câmara em 30 de Janeiro de 1899
"A ARTE MUSICAL" ANNO I, numero 7 de 15 de Abril de 1899
Filipe Pinto-Ribeiro vai apresentar-se como solista com a Orquestra de Câmara da Fundación Caja Duero de Salamanca dirigida por Gérard Caussé. Serão interpretadas obras de Carlos Seixas, Wolfgang Amadeus Mozart e Felix Mendelssohn. Os concertos terão lugar no dia 22 de Novembro, no Festival Internacional de Música de Coimbra, e no dia 23 de Novembro, no Teatro Municipal de Bragança.

Música, dança e leitura em homenagem a Saramago no Cinema S.Jorge
Música de cravo de Domenico Scarlatti, canto, dança e leitura de excertos do romance Memorial do Convento preenchem hoje, a partir das 17h00, no cinema São Jorge, um recital de homenagem a José Saramago, que estará presente
O pretexto é a conjunção de quatro aniversários: os 85 anos de Saramago, os 25 do Memorial do Convento, os 290 do lançamento da primeira pedra da construção do Convento de Mafra e os 250 da morte de Scarlatti (que Saramago fez entrar no seu talvez mais conhecido romance).
A música do compositor italiano será interpretada por Elina Mustonen, Sirkka Lampimaki é a cantora, Lili Dahlberg a bailarina e o leitor de Memorial do Convento o barítono Jorge Vaz de Carvalho. Para o final, às 18h15, está prevista uma intervenção do Nobel da Literatura português.
Lusa/SOL

Colecção de 5 caricaturas de José Malhoa, oferecidas aos amadores que tomaram parte no 1º concerto de música de câmara em 30 de Janeiro de 1899
terça a domingo das 19h00 às 22h00
A Sensurround Companhia de Teatro repõe, no novo espaço da Casa d’Os
Dias da Água, o projecto Teatro Nacional, estreado em Junho último no
espaço do antigo Armazém do Ferro da A. Da Costa Cabral, onde a companhia
se fundou e trabalhou cinco anos.
Teatro Nacional pretende ser um contributo crítico e uma reflexão sobre a
forma como se faz Teatro em Portugal.
Fazemos este trabalho, conscientes de que o Efémero convoca fortemente
a Memória, por isso é preciso avivar essa memória, reagregá-la, dar-lhe sentidos
novos.
Esta peça é um memorial que é também um manifesto.
Há um mapa de Lisboa com os lugares onde trabalhámos e ensaiámos os
nossos espectáculos. Alguns desses lugares já não existem, outros nunca existiram,
não existiam já quando nós lá estávamos.
Nos Teatros temos estado: pouco e em muito poucos.
A questão é saber se nós existimos, agora, ou noutro tempo, nestes ou
noutros lugares quaisquer.
Teatro Nacional foi a forma que encontrámos de nos recentrar, de nos lembrarmos
de quem somos, de nos posicionarmos no Teatro, de dizer: Eu estou
aqui, é isto que tenho para dizer e vou dizer em voz alta.
Não morremos, nem estamos a dormir: apenas muito cansados.
Este trabalho é uma resposta.
A entrada é livre.
Um espectáculo de: Lúcia Sigalho ( concepção, direcção, textos, espaço
cénico e figurinos ) Música original e sonoplastia: João Lucas Intérpretes:
Edgar Lopes, Félix Lozano, Helena Anacleto, Horácio Andrade, Zeferino
Lopes, Ricardo Xavier e Lúcia Sigalho Com o apoio de: Associação VITAE, da
AMI e Comunidade Vida e Paz Colaboração especial de: Mafalda Ivo Cruz e
Alberto Lopes Imagem Gráfica: Regina Diva Fotografia: Abílio Leitão Registo
vídeo: Cláudia Tomaz Operação de som: Vítor Gonçalves Agradecimentos: A
da Costa Cabral, Força Aérea, Paula Sá Nogueira, Clara Brito, Jorge
Bragada.
Casa d’Os Dias da Água
Rua Luz Soriano, nº 67
Informações e reservas sobre o espectáculo
info@osdiasdaagua.com
21 314 03 52 | 10H00 às 18h00
21 342 91 01| 18h00 até ao inicio do espectáculo
TEATRO NACIONAL
de LÚCIA SIGALHO
SENSURROUND COMPANHIA DE TEATRO


Entre os instrumentos de musica postos recentemente em circulação ha um que merece honrosa menção n'esta revista, e que é também devido, como a Harpa chromatica ao engenhoso espirito inventivo de Gustavo Lyon, o actual director da importante casa Pleyel.
É o Piano duplo, uma intelligente simplificação, que permitte a dois pianistas assentarem-se em frente um do outro, a uma distancia de 2m,4o, dispondo cada um do seu teclado, das suas cordas e dos seus martellos, e partilhando só o tampo de harmonia que é o mesmo para os dois machinismos. Na sua simplicidade, é justamente este tampo de harmonia commum, que se affigurou impossível de realisar a muitos outros fabricantes, e alguns d'elles notáveis, que tentaram abordar a ideia, mas que na supposicão de que fosse impraticável, a abandonaram logo.
Na disposição das cordas, que são cruzadas para cada um dos machinismos, lembra a dos pequeníssimos pianos de cauda que Carlos Gounod, n'um dia de bom humor, baptisou de sapos (crapauds).
Uma particularidade que permitte produzir effeitos novos e assaz felizes. Ferindo-se uma nota ou accorde n'um dos teclados, as vibrações repercutem-se por sympathia, nas cordas do segundo, se houver a precaução de levantar, n'este ultimo, os abafadores.
Quanto á forma exterior do instrumento, terão os leitores de “A ARTE MUSICAL” uma ideia nítida, pela gravura que lhe offerecemos n'este numero.
Com o Piano duplo, o engenheiro Lyon attingiu duas vantagens essenciaes : a facilidade de accomodacão de dois Pianos de cauda n'uma sala, que não seja muito vasta e sobretudo uma admirável fusão de sons perfeitamente homogéneos, entrelaçando-se artisticamente, sem sombra de discordância cousa rarissima de obter-se em dois pianos differentes.
Estreiaram o Piano duplo em Paris, improvisando com rara felicidade, deante d'um selecto auditório, os srs. Raul Pugno, abalisado professor francez, cujas notas biographicas honram hoje este jornal, e Theodoro Dubois, o illustre director do Conservatório de Paris.
Depois d'esse primeiro successo, tem figurado o Piano duplo em innumeros concertos, em Paris, Londres e outras cidades, constatando-se sempre as qualidades que o tornam merecedor de um logar de honra na moderna industria pianistica.
“A ARTE MUSICAL” ANNO I, Numero 7 de 15 de Abril de 1899

Sexta-feira, 16 de Novembro, às 21h30
Auditório Magno do IPP (ISEP) Porto
Sábado, 17 de Novembro, às 21h30
Teatro-Cine da Covilhã
Carl Maria von Weber
- Der Freischütz, abertura
- Concerto para clarinete e orquestra em Fá menor, Op.73
Robert Schumann
- Concerto para violoncelo e orquestra em Lá menor, Op.129
Bruno Borralhinho, violoncelo
António Saiote, clarinete e direcção
Orquestra do Norte

No dia 28 apresentação publica do eminente violoncellista hespanhol, Pablo Cazals.
Teve lugar no Salão do Conservatório e o programma foi o seguinte :
1ª PARTE
Beethoven — Sonata em lá, para piano e violoncello pelos srs. Colaço e Cazals.
Mozart — Serenata de D. Juan para canto pelo sr. Pinto da Cunha.
a) Haendel — Variações.
b) Mendelasolln — Piéce caracteristique para piano pela sr.a sr.a D. Laura Wake.
Lalo — Primeiro tempo do Concerto em ré menor para violoncello,
2ª PARTE
Goltermann — Cantilène e Final do Concerto em lá menor, para violoncello.
Denza — Occhi di fata para canto pelo sr. Pinto da Cunha. (Bisado com o Ideale de Tosti).
a) Dunkler — Berceuse.
b) Casella—Napolitaine.
c) Popper — Tarantelle para violoncello. (Bisado com o Nocturno de Chopin).
Ao piano de acompanhamento esteve o illustre maestro Alberto Sarti.
Já nos occupámos de Gazals em outro numero da Arte Musical. E' um artista de grande coração, conhecendo a fundo o ponto do seu instrumento e sabendo-lhe, um a um, todos os segredos. A par d'isso, correcto, serio, sem desmandos de gesticula¬ção, em que peccam por vezes os melhores artistas.
Nas cousas admiráveis que faz, ha a imperturbabilidade de um grande technico, e a vibração apaixonada de uma grande alma.
O publico victoriou-o calorosamente.
“A ARTE MUSICAL” ANNO I, numero 6 de 31 de Março de 1899


Livro editado recentemente por "Piper München Zürich" com várias referências a GUILHERMINA SUGGIA

Não foi menos interessante o five o’clock dos srs. viscondes de Carnaxide, na passada sexta-feira, 10 de marco.
O principal intuito d'essa festa intima, foi a apresentação de um violoncellista hespanhol, de raro valor, o sr. Pablo Cazals.
Poucas vezes temos tido occasião de apreciar, no violoncello, um artista tão consciencioso e ao mesmo tempo tão cheio de verve e de brio, com todas as qualidades que se requerem n'um concertista de cunho.
Cazals tem o condão e o talento de attacar o passo, por mais escabroso que seja, com uma tal firmeza e com tão segura afinação, que nos deixa por vezes maravilhados; quem mais ou menos conheça as enormes difficuldades do violoncello é que póde fazer uma idéa da ousadia feliz com que certos passos são executados e da maestria que n'elles se patenteia.
Ouvimos já o illustre concertista em casa do nosso amigo Rey Colaço, notando com magua que o instrumento em que tocara não parecia corresponder ás aspirações do artista. Hoje, Pablo Cazals, dispõe de um precioso Gallianus, presente régio, em que se alliam uma potente sonoridade e um delicioso timbre, o programma da matinèe :
Lalo—1ª parte do concerto, para violoncello, pelo professor P. Cazals.
Massenet — Les enfants
Rossíni — Una voce poco fá, para canto, pela ex.ma sr." coadessa de Proenca a Velha.
Pergolesi — Nina. Scarlatti—Le violette.
Lacome — Bal d'oiseaux, para canto, por M.me Sarti.
Beethoven — 5.a sonata (em fá), para rebeca e piano, pelas ex.mas srª D. Alice Silva e D. Elisa Baptista de Sousa.
Massenet — Le Crepuscule para canto, pela ex.ma srª condessa de Proença.
Chopin-Popper — Nocturno.
Popper — Tarantella para violoncello pelo professor P. Cazals.
O nosso amigo Alberto Sarti acompanhou ao piano, com a sua habitual mestria; diante das gentilissimas senhoras que tomaram parte tão brilhante n'este concerto, curvamo-nos reverentes com o mais sincero dos applausos.
“A ARTE MUSICAL”ANO I, Nº 5 de 15 de Março de 1899


Uma paródia inconsequente de Jorge Silva Melo
Com desenhos de Pedro Proença
Livros Cotovia
Teatro
Uma eterna criada evoca as ricas horas dos mecenas, os bailes loucos, a arte livre, o amor livre, o financiamento de L`Age D´Or de Luis Buñuel, tudo na altura em que se anuncia a vinda do realizador espanhol ao palacete de Hyères onde ainda vive o Conde de Noailles, mecenas que foi dos surrealistas: estamos a meio dos anos 70 e os anos loucos já se foram, com as jóias da família. Muito livremente inspirado em O Meu Último Suspiro de Buñuel – e nas botinas de Diário de Uma Criada de Quarto de Buñuel, é claro. E Séverine era a Belle de Jour do romance de Joseph Kessel de que Buñuel e Oliveira se apropriaram, maliciosos.

organizado pela RDP-Antena 2 com Adolfo Rascon no violino, Teresa Valente Pereira no violoncelo e Bruno Belthoise no piano.
Emmanuel Hieaux (1958-)
Sur trois poèmes d'Eluard, para violino e piano
(Miroir d'un moment – Absence - Mes heures)
-Première audition au Portugal-
Zoltán Kodály (1882-1967)
Duo op.7, para violino e violoncelo
(Allegro serioso, non troppo – Adagio – Presto)
PAUSA
Gaspar Cassadó
Suite para violoncelo solo
(Prelude-Fantasia:Sardana-Danza:Intremezzo e Danza Finale)
Claude Debussy (1862-1918)
Sonate n°1, para violoncelo e piano
(Prologue - Sérénade : Modérément animé - Finale : Animé)
Dmitri Shostakovitch (1906-1975)
Trio n°1 op.8 , para violino, violoncelo e piano
Para assistir á matinée musical dos esposos Sarti, no dia 7 do corrente mez encheu-se litteralmente o salão do Conservatório, avultando o elemento feminino, pois, salvo felizes excepções, o masculino costuma ás segundas feiras occupar-se de outros assumptos menos elevados talvez, mas consideravelmente mais práticos.
Les Chansons de Miarka executavam-se pela primeira vez em publico e eram por conseguinte novidade para muita gente. Esta suite vocal, de que já aqui nos occupamos, conseguiu grandes applausos, especialmente em alguns números que foram distinctamente desempenhados pelas Sr.as Condessa de Proenca e D. Clara Sarti. Sobretudo Les Nuages, La Pluie e Hymne des Morts fizeram muita impressão ou foram talvez melhor comprehendidas
Além da extravagante suite cantaram vários trechos as senhoras Viscondessa de Almeida Araújo, D. Josephina Aboim, Condessa de Proenca-a-Velha, Mad.le Sarti e sr. José Eduardo Pinto da Cunha, e tocou o Yankee Doodle de Vieuxtemps o talentoso violinista Júlio Cardona, a substituir um numero do programma que não poude ser executado.
Em todos os números de canto se houveram brilhantemente os distinctos amadores, que, como se sabe, procedem da escola de Sarti e assimilaram com notável talento as qualidades de technica que distinguem o illustre professor.
De Madame Sarti, a inimitável diseuse que todos conhecem, só diremos que nos deliciosos trechos com que fechou o program¬ma e especialmente na Rieuse de Pierné, soube suggestionar o publico a ponto de lhe causar uma fortíssima commoção e de se verem lagrimas em muitos olhos…
Não queremos fechar esta noticia sem comprimentar um novo e modesto profes¬sor, o sr. José Henrique dos Santos pela maneira distincta como acompanhou na flauta, conhecida e sempre formosa Ária de Misoly, que a Srª Condessa de Proenca can¬tou proficientemente
Os nossos parabéns a Alberto Sarti pela sua festa artística e pelas justíssimas de¬monstrações de sympathia que o publico lhe trioutou.
A ARTE MUSICAL Ano II, Nº 33 de 15 de Maio de 1900

Nasceu para a música e tem nome de músico, mas haveria de ser o teatro o seu amor mais duradouro e mais fértil. Em obra e em glória.
A Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul é uma das mais antigas e prestigiadas de Lisboa. Foi fundada em 7 de Setembro de 1885 por 47 amadores de música e admiradores de Guilherme Cossoul – compositor e violoncelista português do século XIX e fundador dos bombeiros voluntários em Portugal.
Ao longo da foi sempre um espaço de forte dinamização cultural e cívica. Satisfez necessidades educativas, artísticas e desportivas dos seus associados e da cidade de Lisboa. Alfabetizou cidadãos, ensinou ofícios, formou campeões desportivos, músicos, actores, encenadores, dramaturgos, cenógrafos e técnicos de cena.
O seu contributo para o incremento do teatro português pode avaliar-se pelos nomes que daqui emergiram ou aqui se afirmaram:
Encenadores: Jacinto Ramos, José Viana, João Pedro de Andrade, Fernando Gusmão, Artur Semedo, Rogério Paulo, Carlos Avilez, Humberto d’Ávila, Varela Silva, e mais recentemente, Ildefonso Valério, José Martins, Estrela Novais, entre outros.
Actores: Alberto Ponces, Alda Rodrigues, Alina Vaz, Celestino Silva, Dinah Stichini, Fernanda Alves, Gilberto Gonçalves, Glicínia Quartin, Grece de Castro, Henrique Viana, Isabel Wolmar, Jacinto Ramos, João Sarabando, José Terra, José Viana, Judite Marques, Luís Alberto, Luís Castanheira, Mateus Valente, Manuela Costa, Maria Bastos, Maria do Rosário, Pedro Bartissol, Raul Solnado, Senuel de Carvalho, Varela Silva.
Cenógrafos: Álvaro Marques, António Botelho, Bartolomeu Cid, Calvet da Costa, Carlos Ribeiro, Conceição e Silva, Figueiredo Sobral, Henrique Cayatte, João Vieira, José Viana, Lima de Freitas, Mário Alberto, Octávio Clérigo, Regina Rezende, Rogério Ribeiro, Rui A Pereira, Sá Nogueira.

Tradução Joana Frazão
Com Cecília Henriques e Pedro Carraca
Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves
Luz Pedro Domingos
Som André Pires e Dinis Neto
Direcção de Produção Andreia Bento e Pedro Carraca
Encenação Franzisca Aarflot assistida por Paulo Pinto
O texto está editado na Revista Artistas Unidos nº 13
Pig e Runt nascem no mesmo dia, no mesmo hospital, com uma diferença de segundos. Gémeos em tudo menos no sangue. Inseparáveis desde a nascença, são quase telepáticos. Unha e carne, não precisam de mais ninguém. Habitam um mundo delicado, insular e perigoso em que são eles quem estabelece as regras e onde falam uma língua própria. São também parceiros no crime, com uma sede de ousadia, exploração e destruição.
Mas a alguns dias de fazerem dezassete anos, o equilíbrio perfeito do seu mundo começa a desfazer-se. O despertar da sexualidade de Pig e os seus crescentes ciúmes começam a ameaçar o universo particular de ambos. Incapaz de enfrentar a perda de Runt, a natureza imprevisível de Pig condu-lo numa espiral descontrolada de violência e destruição. Os inseparáveis estão a ponto de se separarem. Só sobreviverá aquele que conseguir libertar-se.
É uma mistura de diferentes histórias, mas refere-se, fundamentalmente, à minha relação com a minha namorada na altura e à forma como esta acabou” diz Enda Walsh. “ Se calhar é um bocado piroso, mas será comovente para quem quer que já se tenha sentido tramado e abandonado”.
Está aberto um novo fórum na net, o Educação Artística FORUM , inserido no
projecto editorial "TubarãoEsquilo", que se propõe, numa atitude de
incentivar uma cidadania activa e participada, estimular um debate
público e aberto sobre os rumos da Educação Artística em Portugal.
Num momento em que foi publicado um "Roteiro para a Educação Artística",
um "Relatório de Avaliação do Ensino Artístico" e se leva a cabo uma
"Conferência Nacional de Educação Artística", é indispensável a
existência de um espaço de opinião livre e independente, onde os mais
directamente envolvidos - os pedagogos da área, os artistas, os pais, os
alunos, os directores pedagógicos de escolas de educação artística e
seus gestores - possam ter voz e ser ouvidos, coisa que até ao momento
parece ainda não ter sido possível.

Ciríaco Cardoso, Marques Pinto, Moreira de Sá, Nicolau Ribas, Alfredo Napoleão e Michel'Angelo Lambertini.
"REVISTA ANTÓNIO MARIA", ano VI

Pertencendo à primeira época de edificação do Monte Estoril, quando se pensava torná-lo um centro turístico internacional, o Chalet Montrose detém, em elevada escala, os mais importantes valores patrimoniais dessa época fino-oitocentista.
Trata-se de um chalet de qualidade, composto dos dois corpos característicos (um, sugerindo «torreão», outro adossado, de figura rectangular), com uso abundante de madeiras, debruando os vãos e telhados, e sugestivo jogo cromático entre rosas e verdes secos. Até muito recentemente, esta casa parecia-me - sempre que lá passava, em romagem de saudade e alguma “fiscalização” - impecável. Nunca entrei, mas tenho a certeza que, apesar da sua aparência de casa de férias informal, seria certamente de elevada qualidade construtiva e decorativa. Convém recordar que, a Rainha Maria Pia, depois da morte de D. Luís, foi nesta casa que primeiro se instalou, por simpatia da família Reynolds, e antes de adquirir o seu chalet próprio sobre a Avenida Marginal.
Mas o mais importante desta casa, como de muitas outras, é o seu generoso e qualificadíssimo espaço de jardim. Não pela decoração - de estatuetas que me parecem modestas –mas pela riqueza e beleza das árvores, dos recantos e da atmosfera cálida assim gerada. Apesar das bárbaras construções envolventes, nomeadamente pelas cérceas vorazes, a extraordinária amplitude do jardim garantia que os valores dessa vivência antiga aqui permanecessem.
Ou seja, o Chalet Montrose sempre esteve, desde os anos 80, na lista das peças mais importantes do património de veraneio de Cascais: património arquitectónico e património paisagístico, num feliz e comovente entrosamento de valores. De tal forma assim é que, olhando a casa, podemos sentir que ela, como as árvores, tem raízes naquele terra que um urbanismo romântico tornou fértil.
3. A minha mensagem
Estamos, creio eu, naquelas infelizes situações em que, mais uma vez, nos vão dizer que nada há a fazer. Cumpriram-se regulamentos e índices, aprovaram-se expectativas legítimas. Estamos, claro, num Estado de Direito.
Mas o Presidente da Câmara tem de ser confrontado com esta perversidade: ao mesmo tempo que promove uma exposição no edifício anexo aos Paços do Concelho, anunciando o Plano de Pormenor do Monte Estoril para salvaguardar os seus valores característicos; ao mesmo tempo que os serviços de Património continuam a estudar e fundamentar situações de salvaguarda relevante; outros usam outras leis e outras normas que, digamo-lo claramente, têm contribuído para o enriquecimento indigno de quem entende o passado como um obstáculo ultrapassável aos mesquinhos interesses de lucro imediato. Destruindo todas as possibilidades de futuro. Indo contra a corrente que defende que o turismo, na nossa terra, só interessa para valorizar e estimular as heranças, como nesse tempo fundador aconteceu.
Infelizmente não posso estar presente nesta sessão. Mas saúdo os que se batem pelo direito à sobrevivência de casas e paisagens seculares que são documentos históricos fundamentais que nos interpelam: como garantir-lhes uso e função numa perspectiva de legado ao futuro?
Raquel Henriques da Silva
21 de Outubro de 2007

INDÚSTRIAS CULTURAIS – Imagens, valores e Consumos
Rogério Santos
A apresentação da obra estará a cargo de
António Pinto Ribeiro
O livro é prefaciado por Isabel Gil, directora da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa. Convidados-surpresa darão curtos depoimentos.
A Apresentação da obra terá lugar no dia 25 de Outubro de 2007, quinta-feira, pelas 19h, na Livraria Almedina Atrium Saldanha, loja 71, 2.º piso, Lisboa
A Obra:
As indústrias culturais remetem para o universo de reprodução técnica (registo e difusão) da cultura, casos da televisão, cinema, música e fotografia. Um bem cultural torna-se acessível a qualquer pessoa graças à cópia ou ao envio de ficheiro pela internet. Mais recentemente, ganharam força as indústrias criativas, presentes nas artes do espectáculo e cuja articulação com a publicidade, vídeo, actividades de lazer e indústrias culturais contribui para a formação do PIB de um país ou região.
O livro resulta do cruzamento de vários caminhos teóricos e práticos, como a reflexão a partir do texto fundador de Adorno e Horkheimer sobre indústrias culturais e a análise destas actividades com especialistas e estudantes universitários. Inclui-se também a compreensão dos grupos receptores: audiências de televisão, consumidores de centros comerciais, fãs de bandas musicais ou jogos como o Sudoku.
O ponto de partida do livro é o blogue Indústrias Culturais , espaço que o autor alimenta diariamente e onde observa e comenta a realidade dos acontecimentos, faz a leitura de livros e artigos de jornais sobre a área e partilha os mesmos assuntos com outros investigadores ou simples leitores.
![01[1].jpg](http://suggia.weblog.com.pt/arquivo/01[1].jpg)
24 de Outubro - "Festivais de Outono"
Museu de Aveiro, Aveiro, 21:30h.
Obras de Beethoven, Glinka e Brahms.
26 de Outubro - Auditório de Espinho
Espinho, 21:30h.
Obras de Beethoven, Glinka e Brahms.

ATELIER MUSICAL
22, 23 et 24 Octobre
COLEGIO DE ESPAÑA
Salle de Concerts
dirigé par Jorge Chaminé et Marie-Françoise Bucquet
cours publics les trois jours de 11h à 13h et de 15h à 19h
mercredi 24 octobre à 20h CONCERT PUBLIC
(entrée libre dans la limite des places disponibles)
http://sonscroisesasso.blogspot.com/
COLEGIO DE ESPAÑA - CITÉ UNIVERSITAIRE
7 E BLD JOURDAN - 75014 PARIS
METRO ET TRAMWAY : CITÉ UNIVERSITAIRE
informations :
Sons Croisés
16, rue Larrey - 75005 Paris - tel. 01 43 36 55 06 ou fax 01 43 31 31 06
e-mail : sonscroises@hotmail.com ou sonscroises@noos.fr

Uma mulher suicida-se na casa-de-banho de sua casa. O marido, uma estrela internacional de música pop, costumava descrevê-la como “uma bailarina sem escola, sem auto-consciência”. Impossibilitado de a voltar a ver, o marido isola-se num exercício de autocomplacência inevitável a qualquer indivíduo que experimente a morte. Disfarça-se para que ninguém o reconheça e parte à procura de memórias infantis. Carlos, jornalista português que vive no estado de Nova Jérsia, ambiciona escrever um livro sobre histórias verídicas que não podem ficar esquecidas. Um dia, seguindo uma pista de um grupo de actores que usa métodos secretistas para recrutar pessoas, deixa-se fascinar por Violet.
Um músico e um jornalista. Duas pessoas que acabam por se cruzar graças a uma terceira personagem: um homem que passa os dias a representar como forma de defesa. E é neste universo masculino, perversamente masculino se pensarmos que aqui as mulheres são seres extintos ou inacessíveis, que Jacinto Lucas Pires volta a surpreender com a sua escrita, semelhante a um argumento cinematográfico ou a um texto dramático, onde delineia inúmeros movimentos de câmara e didascálias, demonstrando sensibilidade e habilidade descritiva para narrar momentos de desespero.
(LIVROS COTOVIA)

Dedicatória del arquitecto António Gaudí fechada el 29 de Junio de 1922. Ocupa la totalidad de una página del Álbum de Firmas de Honor de l'Orfeó Català de Barcelona.
Bajo indicaciones de Gaudí, la composición fue obra de su ayudante el arquitecto Francisco de Paula Quintana Vidal. Representa a Orfeo tañendo su lira para apaciguar a vários animales que aparecen en el dibujo. Rubricándolo escribió Gaudí "D. de S. Pere, 1922" firmándolo a continuación. El dibujo está rodeado por unas cintas que cuelgan de una cruz griega que preside el conjunto.
De la policromia se encargó el arquitecto de Tarragona, Josep Mª Jujol Gibert, el más creativo de los colaboradores que tuvo António Gaudí, en varias de cuyas obras dejó detalles de una gran originalidad, como el banco ondulado del Park Güell. A ambos arquitectos les unió una profunda amistad a pesar de llevarle Gaudí veintisiete anos. Las iniciales de Jujol, J.M.J., pueden verse débilmente impresas, quizás a lápiz, en el costado inferior derecho del dibujo.
Este es uno de los escasos autógrafos que se conservan de António Gaudí, un hombre que huía de estos gestos que él consideraba vanidosos. En esa ocasión accedió por tratarse de l'Orfeó Català, un lugar dedicado a la música, su pasión, y por ser el Director Fundador su gran amigo Lluis Millet. En el mismo álbum aparecen las firmas dei violonchelista Pablo Casals y del médico y organista Albert Schweitzer.
El libro de autógrafos se conserva en los archivos de l'Orfeó Català, en el Palau de la Música de Barcelona. Se reprodujo en la biografia Gaudí. De Piedra y Fuego, obra de Ana Mª Férrin editada en 2001 por Jaraquemada Editores de Barcelona.
Ana Maria Férrin, 11/10/2007
No SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO NACIONAL - Rua dos Caetanos (ao Bairro Alto) com:
TERESA CASCUDO - Musicóloga
ANA MARIA FÉRRIN - Jornalista e Escritora (biógrafa de Gaudí)
Música ao vivo com:
JOSÉ CARLOS ARAÚJO - Organista
PAULO GAIO LIMA - Violoncelista
PAULO PACHECO- Pianista
Apoio da ANTENA 2 e do INSTITUTO CERVANTES